Globo inova, finalmente, nas chamadas

“Entradas criminosas, carrinhos, e até juiz ladrão!”
A chamada da Tela Quente de ontem, com o filme Golpe Sujo, com Adam Sandler, que mostrava uma partida de futebol americano, foi totalmente diferente do visto até hoje na emissora. Um texto fazia um paralelo do futebol americano com o soccer, e falava aquilo como se fosse um jogo de verdade (”Hoje, direto da sua Tela Quente!”) - uma vez que todo mundo já sabe que a Tela Quente é a principal sessão de cinema da Globo.  Me lembrou as chamadas de mentira da TV Pirata… Pena que eu não consegui gravar esse momento histórico.
A emissora, por decisão própria, decidiu rever os textos de suas chamadas, que, como vocês já sabem, já estavam começando a se tornar motivo de piadas na Internet, e, além disso, já não mostravam eficácia, pelos números do Ibope.

Mas é a Daniela ou não é, auditório??

Não entendi ainda como e por quê se deu esse processo, mas o SBT agora é tocado por uma mulher: Daniela Beyruti, uma das filhas do Homem do Baú e que já dirigia programas, como “Ídolos” - onde inclusive tornou-se notícia algo curioso em bastidores da TV, que ela não deixava o pessoal falar palavrão… Su padre, don Senor, portanto, é o principal artista da casa. Se bem que eu ouvi falar que ele que andava escrevendo, vejam vocês, os textos das chamadas do SBT!…
E fica a dúvida: será que, algum dia, ainda vamos ver um SBT diferente por aí, com grade fixa, mais conteúdo nacional e jornalismo?…

A propósito, dinheiro não anda faltando no SBT agora… Está na home do site oficial que o SBT já recebeu 17 milhões e 24 milhões pelos contratos que os novelistas Walter Negrão e Glória Perez assinaram com o SBT e romperam, por volta de 1995. Eles deveriam ter escrito novelas pela emissora, mas foram arrancados de lá pela Hrrede Glóbulo.
O próprio SBT enfrentou uma situação parecida, quando Gugu chegou a ser contratado pela Rede Globo, por volta de 1988, e teve que pagar a multa de rescisão contratual. Não sei se era menor naquela época, porquê hoje a Record pensa em tirar Gugu do SBT, e a multa do contrato atual, que vai até 2010, a RECORD/UNIVERSAL não conseguiria dar conta…

Aviso aos telespectorantes…

O Pânico na TV do último domingo foi gravated. Eles estão de férias, como eu deveria estar …

Aquele lance da Pringles Bumerangue do Mr. Phodon, é tão mandrake quanto o treinador de animais, que em 2003 fazia galinha andar de marcha a ré no palco e peixe saltar pra fora do aquário.  Nessa época, não só o Pânico, mas o MUNDO era diferente, já que Orkut, YouTube e Rapidshare não existiam…

Billy e Mandy exclamam: “Dercy Gonçalves! Você por aqui?!…”

Você que costuma dizer frases como: “quando as galinhas criarem dentes”, “no dia de São Nunca”, e por aí vai, pode riscar uma phrase da lista. O Brasil perde, na terceira rodada dos pênaltis, Dercy Gonçalves, aos 101 anos. E ainda assim, uma marcação um tanto controversa, segundo a própria andava declarando - poderiam ser 103. Essa phez hora extra aqui na terra. Nos anos 90, estrelou “Fala, Dercy” no SBT, e ela tinha planos de voltar com esse programa.

Tá, com seu linguajar ela foi a “madrinha dos Mamonas” e a “primeira-dama do South Park”. Mas em um desses textos que mostram ‘pérolas do vestibular’, já bem manjados Internet afora, um aluno, tentando citar o antropólogo Darcy Ribeiro (falecido em 1997, quando DG ainda batia um bolão), o chamou, em uma redação, de Darcy Gonçalves, o que me fez rir uns três dias…

Record Knorr, a emissora que dá sopa pro azar

Segundo Flávio Ricco, a próxima novela das 19h da Record será… Betty, a Feia! PellamordeDeus, gente, o público querendo coisas novas e vocês me vêm com essa fórmula DE NOVO?! Lembrando que o Brasil já viu (só duas vezes) a versão original, pela RedeTV!, e no SBT, as versões mexicana e estadunidense, em forma de série. E agora, a Record ataca de versão brazuca (porquê “versão brasileira” é o que todas as outras novelas já tiveram, capisci?…).

Então que entre no ar mesmo. Ao contrário da novela Joana, a Virgem, anunciada em 2002 pela mesma Record, que seria protagonizada por Åľeşśāпđřå Ņεģгιπι, mas que, estranhamente, só ficou nas chamadas. O que entrou, alguns meses depois, foi uma novela venezuelana com esse nome. A menos que eu esteja profundamente enganado... segundo consta na Wikipédia, ela nunca passou pela Record (por isso o nome da atriz brasileira está em ‘dialeto’).

Só faltava, aproveitando que os direitos dos filmes estão com a Globo, a emissora fazer uma minissérie ou novela das 6 chamada Alta Escola, o Musical - sim, porquê essa galerinha da pesada curte altos agitos! Direção, claro, de Jorge Fernando, que manja de musicais…

São lágrimas, são lágrimas…

No último Pânico na TV, César Polvilho não conseguiu entregar uma simples bola de futebol para Ronaldinho Gaúcho, em um evento reunindo pessoas phamosas. Aliás, segundo reportagem da ESPN Brasil, o R11 não queria entrar em campo justamente por causa da presença dele no local.
No final da matéria, César Polvilho chorou. Eu sei, é um personagem, com um jeitão meio estranho, interpretado com maestria por Eduardo Sterblich, mas, mesmo assim, eu chorei junto. É a segunda vez que o R11 me faz chorar, depois da copa de 2006.

Moral da história:  César Polvilho 10 x 0 Ronaldinho Gorducho.

Alguém notou? RedeTV! com closed caption…

… ao menos no programa Dr. Hollywood. Aquele, da Daniela Alburquerque…
O curioso é que, ao contrário do closed caption das demais emissoras, o da RedeTV é o primeiro que eu vejo em português com letras minúsculas, até então eu só via isso em inglês, em emissoras como a ESPN.

“NO AR”: O CARA DO THEREMIN

Aproveitando, o Pânico na TV ultimamente anda abrindo suas edições com um sujeito que toca uma música bem esquisita (só perde para a música do assobio de “Kill Bill”) em um… hã… sei lá, meio assim, “no ar”.
O que raios é aquilo?! Bem, como ninguém disse, eu digo: é um Theremin. Ah, mas tá escrito “Moog” embaixo: claro, é o Moog Etherwave, considerado um dos melhores instrumentos desse tipo, mas ao contrário dos primeiros, com válvulas, esses são transistorizados.  A marca Moog, de Robert Moog (phalecido em 2005), é também conhecida por sintetizadores, daqueles que tem teclas, mesmo - manja a trilha sonora dos Trapalhões dos anos 70, quando reprisava na Globo? Pois é, Brasil.

Inventado pelo físico e músico russo Lev Sergeievich Thermen em 1917 , o Theremin foi um dos primeiros instrumentos musicais eletrônicos do mundo. O nome do instrumento é a afrancesação do sobrenome de seu criador, já que a França foi o primeiro país estrangeiro onde ele foi fazer sua, digamos, turnê. Desde o começo, por incrível que pareça, a galera na então União Soviética se amarrou.
Pondo a mão, no ar, perto de duas antenas, uma na horizontal (volume) e outra na vertical (altura), o instrumento acaba gerando o som, através de, pelo pouco que eu consegui entender, a interferência de um circuito eletrônico sobre outro. O som sai de um alto-falante.
O instrumento pode gerar timbres diferentes através de controles na base.  E no caso, a dificuldade é fazer como faz justamente o cara que abre o programa, tocar alguma coisa inteligível e afinada na escala ocidental, já que não há nenhuma referência pra se tirar o som, e ao contrário do violino (que tem uns caras que manjam) , a escala é em progressão aritmética, não geométrica.  O que eu e você tiraríamos na maior, logo de primeira, é um som contínuo, como aqueles mais, assim, associados aos filmes de ficção científica… Mesmo assim, segundo conta outro site, o instrumento é usado em vários estilos musicais, inclusive surf rock.

Segundo consta, uma pessoa que curtiu pra caramba o som do Theremin foi Lênin - que inclusive, chegou a “tocar” o instrumento, se é que se pode dizer isso de um Theremin, tendo até aulas particulares com Thermen. Apesar da idade remota de sua descoberta (é provável que o seu avô não tenha nascido em 1917), vejam vocês, Thermen phaleceria apenas em 1993, quando a dance music já dominava o mundo.

Tá legal, você ainda não entendeu nada. Entenda melhor neste site, de um fabricante nacional desse instrumento. Sei lá, depois da escaleta (uma espécie de flauta, mas com teclado de piano), está aí mais um instrumento musical pouco conhecido que a galera está descobrindo.

Aliás, eu acho até que o pessoal do Pânico chamaria a atenção ainda mais se botasse um cara tocando isso no palco do programa. Eu nunca vi isso na TV brasileira, que eu me Record, digo, recorde…

Só queria dizer que…

Quem diria, este que é o blog da WordPress que eu, proporcionalmente, menos escrevo, já conseguiu ter mais de 100 page views em um dia só, e ontem, tivemos 118! Sendo que o blog principal teve um pico de 93 por ter sido mencionado pelo site G1.
A você que acessa este blog, muito obrigado.

Aproveitando, se você ainda não assinou, participe do abaixo-assinado contra um projeto de lei absurdo que foi aprovado pelo Senado e que, se aprovada pela câmara dos deputados, vai, em poucas palavras, acabar com tudo isso aqui. Esse projeto de lei era para combater a pedofilia, mas, ele, na verdade, combate a própria Internet em si.

Mais uma do Congresso… E não é aquela, agora é outra

Fora o famoso projeto de lei, sobre o qual eu discorro no blog principal, mais uma lei muito estranha acaba de ser aprovada pelo congresso (Comissão de Defesa do Consumidor): a restrição a publicidade para crianças de até 12 anos. É o poder legislatário em ação, assim como  estamos tendo, também, o poder judiciativo. Propagandas, a partir de agora, só para maiores de 12 anos. Detalhe: criança, agora, nem pode aparecer em comercial, mais! Sacanárre! Conheci três irmãos que ganharam uma bela grana nos anos 80 fazendo comerciais…

“Mas por quê a celeuma”, vocês perguntariam, “se você não tem 12 anos”? Sentem-se, meninos, sentem-se…

Há muitos anos eu tive a oportunidade de fazer um curso de animação, anunciado em um pequeno cartaz em uma loja de presentes, na qual entrei por acaso. A oportunidade era de realizar esse sonho, que eu acalentava desde um distante e até saudoso 1991.  O curso era ministrado por um animador chamado Washington. Sequer imaginava que haviam cursos desse tipo no Brasil. Eu poderia fazê-lo. Não o fiz porquê havia acabado de sair do colégio e precisava me dedicar à faculdade. Á @#@$% de faculdade, que só fiz um ano… Esse curso me faz falta até hoje… provavelmente, na pior das hipóteses, eu desenharia mais rápido. Encontrei cartazes semelhantes em 1996, mas eu fui igualmente fugaz.
E os principais clientes dos poucos animadores brasileiros eram o pessoal da publicidade. Que o diga o extenso currículo de José Márcio Nicolosi, atualmente nos estúdios Maurício de Sousa, talvez um dos DOIS ou TRÊS que estejam desenvolvendo animação que não para publicidade neste país, e que não seja para maiores de 18 anos.

Agora, dá a ligeira impressão de que se a Salt Cover como produtora de animação (ou uma versão um pouco mais engraçada da ANT) se concretizar algum dia, eu poderia ter 100% dos animadores de desenhos animados do Brasil à minha disposição, uma vez que eles não estariam fazendo mais nada… a não ser uma Turma da Mônica aqui e outra ali. E se eu mesmo hoje fosse um animador, no que dependesse do mercado infantil, eu estaria pherrated. Porca la miséria!

Eu potrestis!! Mariana Kupfer não passa pelo CQTeste

Frase da lavra de Mumu da Mangueira. Rapeize, levei um baque no CQC ao ver, no CQTeste, Mariana Kupfer levar um baile do teste e superar o recorde negativo de Neguinho da Beija-Flor. Puts, mas logo ela, que na Casa dos Artistas II jusamente me chamou a atenção pelas conversas de altíssimo nível?… Inclusive mostrando seu conhecimento de inglês bem acima da média (só perdia pro Phil Miller, locutor desse programa, que faz locução em inglês.) Acho que ela não entendeu muito bem o mecanismo desse ‘teste’…
E sua presença no CQC é emblemática: MK já fez parte do programa Pânico, da Jovem Pan FM (quando eles nem sonhavam em estar na TV), mas saiu brigada com o grupo. Muito antes de Carolina Dieckmann e Preta Gil, o Pânico na TV não podia mencionar o nome dela!…

E um abraço para o repórter-stand-up-coragem Rafinha Bastos, que fez a primeira matéria do CQC at the National Congress! Rapaz, o cara teve a coragem de phazer para um determinado político “aotêntico” as mesmas perguntas que o Danilo Gentilli já tinha feito da outra vez, quando levou cartão vermelho, digo, verde-oliva! E recebeu as mesmas respostas, em gemidos inexprimíveis…
Era bom o pessoal de Brasília se inteirar sobre a história do CQC antes de ficar chutando eles como se fossem a escória do país: na Argentina, o presidente Fernando de la Rúa detestava o CQC, e só pra sacanear, o adversário político Néstor Kirchner, quando assumiu a presidência, convidou o pessoal do CQC argentino para sua posse.  Como diziam alguns apresentadores em horários políticos passados, “pensem nisso”!

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