Vale a pena ver de novo outra vez… e na Internet!

SIM, VALE A PENA VER DE NOVO!
Bem agora que eu queria colocar argumas coisas das minhas phitas VHS na tela da Internet, uma matéria da Pholha diz que isso é contra a legislação de direitos autorais brasileira. Vou pensar um porco antes… sei lá.
Mas pra quem já desaphiou a legislação e mandou o Vídeo Show para aquele lugar e sem passagem de volta, aqui vai uma lista de “Grandes Momentos da TV que eu queria ver de novo!”

- Comerciais dos anos 80 em geral, antes da adoção de novas leis para a publicidade – Tanta coisa que já me impressionou naquela época e que comercial nenhum depois conseguiria fazer… Cada comercial era uma viagem na maionese, como o lançamento da linha Trendset da Philips, os caras levantando uma Kombi, uma menininha em um comercial de iogurte que levantava uma geladeira, aquelas campanhas do Bamerindus com o Toni Lopes… Tudo isso acabou depois que uma legislação botou rédeas mais curtas para os publicitários, que já estavam ficando com narizes de pinóquios e acabou com slogans como “Nestlé faz o melhor chocolate”. D’oh, claro que não, é a Dizioli!…

- Show das Eleições (Globo, 1982) – Nesse programa, só faltavam dizer que o Brizola foi eleito em segundo lugar. A Globo diz que “não tem esse programa no arquivo”. Mas se alguém gravou em VHS ou Betamax, tem uma bomba atômica nas mãos.

- ZYB Bom (Band, 1987) – O programa que revelou Rodrigo Faro, Samantha Monteiro e Rafael Vanucci (filho do diretor, mas tudo bem), e que foi um dos últimos programas infantis inteligentes da TV brasileira fora da TV Cultura.

- Som Brasil em São Paulo (Globo, 1993) – Acreditem se quiser, eu gravei esse programa, mas gravei em cima sem saber que Carolina Pherraz (a irmã da Dickmann) disse: “E aí, enrolei legal?…”

- Escolinha do Professor Raimundo (Globo, 1992) – Só pra provar uma coisa: Todos os alunos que eram “postos pra fora da classe” naquela época se tornaram os principais alunos da futura Escolinha do Barulho! (Mário Tupinambá, João Ellyas, Castrinho, Rony Cócegas e César Macedo) Por quê será, hein?…

- Pegadinhas do João Kleber (RedeTV!, 1999-2004) – as proibidaças! Principalmente em suas exibições originais (na versão Tarde Quente eles cortavam tudo!) NInguém ainda ousou colocá-las na Internet, pelo que eu pude perceber… caramba, ô lobbyzinho difícil, hein? Até hoje, só vi um único arquivo no Shareaza com essas pegadinhas, só que ele tinha mais de 1 giga.

- A Princesa que Bebeu (RedeTV!, 1999) – Quadro de humor reprisado dentro do Canal Aberto algumas vezes, mas a “narração” de João Kleber não deixava a gente entender nada, se alguém tivesse gravado em 1999, quando foi ao ar “limpo”… A propósito, esse quadro também foi feito dentro de um programa de 2000, que era apresentado aos sábados por ninguém menos que… Latino!! A dupla responsável pelo quadro também fez uma paródia do “Gugu na minha Casa”, com direito a Magrão Cover!

- Descontrole (Band, 2002) – Marcos Mion tocava o terror! Manipulava opiniões, armava, fazia pegadinhas – isso fora as inesquecíveis Guerrilhas Urbanas – e era por isso mesmo que eu gostava tanto de assistir… Um programa que seria renegado por sua própria emissora e trocado pelo direitista Boa Noite Brasil. O misterioso Corvo, hoje em dia é muito mais famoso que o próprio Marcos Mion: era ele, Rodrigo Scarpa, futuro Repórter Vesgo.

- ET e Rodolfo (SBT, 1997-2001) – A gente era pheliz e não sabia…

- Latininho no Faustão (Globo, 1997) – A pior idéia já tida pelo Domingão tão cantado em prosa e verso, e na época, dirigido pelos futuros donos da AllTV Alberto Luchetti e Marcos Barrero. Algo do qual eles devem se arrepender amargamente até hoje…

- Horário Político para governador de São Paulo (1987)- Na eleição, vencida por Orestes Quércia, houveram as maiores baixarias que eu já vi. Uma coisa, tipo assim, eletrizante, entre Paulo Maluf (PDS) e Antônio Ermírio de Moraes (PFL), uma guerra que se estendeu às empresas Eucatex e Votorantim, com acusações mútuas de ambos os lados. Chegou um momento em que um tirava sarro dos jingles e logotipos do outro! Pra você ter uma idéia, chamaram o ROBERTO CARLOS (o Braga, mesmo, mora?) pra cantar um dos jingles do Antônio Ermírio, logo ele que é de outro estado e não teria nada a ver com uma eleição dessas.

- Enrolações do Sílvio no Show de Calouros (SBT, 1981-1994) – Sabe aquelas histórias que o Sílvio usava para manter a audiência, do tipo “E não percam, daqui a pouco, o homem que vira peixe!” Aí tá lá, quase meia-noite, vai acabar o programa: “E agora, o homem que vira peixe!” Surge um cara com uma frigideira, fritando um dos supracitados animais aquáticos.

- A suposta fortuna dos vencedores (SBT, 1981-?) – Não é nenhum programa, e sim, algo que acontecia no Programa Sílvio Santos. Eu me lembro, quando criança, de ter assistido mais de uma pessoa que ganhava algum prêmio em alguma promoção do SBT passando por isso: a pessoa ganhava, imagine, por exemplo, algo como 1000 reais. Você aí deve saber o que dá pra phazer com 1000 reais em matéria de bens duráveis, certo. Muito bem.
Só que essas pessoas, pelo jeito, mal sabiam, porquê o Sílvio perguntava: o que você vai fazer com esse dinheiro? E a pessoa respondia: Vou comprar uma casa, um carro, um iate, etc, etc… E o Sílvio só rindo do coitado! Por muito menos do que isso já falaram em cassar a concessão de outras emissoras!!

- Topa Tudo por Dinheiro (SBT, 1995-2001) – Sim, “Todos Contra Um” reprisou muita coisa, mas não mostrou tudo, como por exemplo, o lado sádico do Homem do Baú, que espantou muita gente! Algo tão chocante quanto o ítem acima.

- Zorra Total (1999) – HEIN? você deve ter gritado. Mas, acredite: em 1999, Zorra Total era um programa de excepcional qualidade! Eles só degringolariam alguns anos depois.

- Clube da Criança versão Xuxa (Manchete, 1983-1984) – Só alguma coisa que comprove aquela história de Xuxa beliscar as crianças. Não sei se é a minha miopia e astigmatismo, mas eu não me lembro disso! E olha que eu não sou “xuxista”.

- Gafes em geral: Carlos Nascimento falando que “amanhã é dia de branco”, Sérgio Chapelin no Fantástico dizendo “Poderia tirar esse texto daí, por gentileza?”, Datena na RedeTV! dizendo que está na Record, repórteres do SBT falando palavrão na parabólica (graças a febre das parabólicas em 1994, que fazia as pessoas assistirem os links em vez das emissoras), briga de Leila Cordeiro e Eliakim Araújo em 1993, no Jornal do SBT (foi exibida uma versão sem edição do programa, por engano), Bozo derrubando uma árvore de natal ou perdendo o nariz, rap na abertura do SPTV que noticiava o velório de Mário Covas, Fernando Vanucci comendo bolacha no ar (o que causou sua demissão da Grôbio), apresentadores de telejornais da Globo danndo “boa tarde” ou “boa noite” ao mesmo tempo, por engano…

Tabet, do Kibeloco: é isso aí, se você ou alguém tem, tem que pôr pra gente ver! Quem diria, eu, apoiando esse cara? As voltas que o mundo dá… Pois é, sí, amigos… Com a Internet, who needs the Video Show anyway?…

PS: A comunidade Anti-VideoShow do Orkut tem uma “wish list” com bem menos itens do que a nossa, será que eles concordam?… Uma das coisas que eles tem são as imagens do Ricúpero na parabólica, falando aquelas famosas phrases, como “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde…”

PS2: E o que “eu” teria para mostrar ao mundo, então? Não quero me gabar, porquê as que eu tenho não são grande coisa. Como eu falei, eu tenho só algumas imagens do Som Brasil em São Paulo, mas sem a parte do “enrolei”, umas imagens do Luiz Ricardo na Globo, apresentando os ganhadores do Papa-Tudo em 1998, a estréia do Seu Creysson no Casseta em 2001 (ele falava certo, vocês acredítiam?…) e um travesti que tropeçou no palco do Domingão do Faustão em 1998, mas o próprio programa já reprisou essa cena.
O que torna esses vídeos mais interessantes é quando eles são renegados pelas próprias emissoras, como por exemplo, o Ri-Retrospectiva, o programa que João Kleber tinha na Globo – esse eu tenho uns 15 minutos da edição de 1991.

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Uma resposta para “Vale a pena ver de novo outra vez… e na Internet!

  1. A cobertura da Globo nas eleições fluminenses de 1982 foram uma obscenidade mesmo, deram a maior força para Moreira Franco, Sandra Cavalcanti, Miro Teixeira e até mesmo para o Fernando Gabeira contra o arqui-inimigo de Roberto Marinho, Leonel Brizola, que simbolizava tudo o que a Globo sempre temeu e o oposto aquilo a qual ela se beneficiou. No meu blog (www.lucascalvin.blogger.com.br) farei ampla cobertura das eleições desse ano, Igor, sem maracutaias como as da Globo naquele ano.

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