Esse era o nome de uma seção véééia deste blog… mas uma novidade agradável nas noites do SBT é o programa Você se lembra? Um formato internacional comprado pela emissora, e curiosamente com uma aposta no desconhecido: o apresentador, Zé Américo, até então conhecido por sua carreira como humorista do Café com Bobagem, sendo apresentador até então do próprio programa, nos blocos ao vivo (bom, pelo menos na extinta Nova FM, em 1995, era assim…). E olha que na Praça é Nossa ele já encarou umas pedreiras, como a imitação de Luciana Gimenez. Mas ele apresenta bem – mesmo porquê, ultimamente (embora os quadros não estejam mais no ar no site) ele havia enveredado por um estilo de humor meio cínico, como em uma série de quadros onde era a entrega do Oscar e do Grammy, e tudo era vencido por brasileiros famosoos, mas que não mereceriam nem a passagem de avião pra ir pra lá. Era verdade, era quase sério, mas ao mesmo tempo muito engraçado, aquilo.
O plot do programa em si realmente é sensacional, porquê geralmente as pessoas não se lembram de muitas coisas que se passaram na vida delas. (Ou será que não? Celso Portiolli respondeu, direitinho, os três apresentadores que ele substituiu: Angélica no Passa ou Repassa, Adriane Galisteu no Charme e Gugu no Domingo Legal. Eu mesmo sequer me lembrava do Charme, programa de triste memória, o fato de Portiolli ter substituído Adriane foi uma das grandes piadas da TV brasileira).
O lance de se responder coisas que as pessoas precisam se lembrar – e que tem gente, ali do lado, que sabe, como um dos que sugeriram à Silvio Santos que fizesse testes com Portiolli – acaba se saindo tão interessante quanto ao de responder a verdade sobre coisas constrangedoras, no Nada Além da Verdade.
E o cenário é ecológicamente correto, reaproveitado do Troféu Imprensa, do Roda a Roda e do Todos Contra Um, rerere… A única coisa chata é só se lembrar que o programa existe meia hora depois que ele começou, obrigado, Phátima Bernardes!…
Çervisso: http://www.sbt.com.br/voceselembra/. E dá-lhe SBT!
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Você se lembra (o programa): muito bom!
Julho 21, 2009 · 3 Comentários
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Efeito Gugu: Tem gente que fica onde está
Junho 24, 2009 · 2 Comentários
A RedeTV! antecipou a renovação do contrato do Pânico na TV, que vencia em dezembro, e eles assinaram para mais 3 anos de programa. Muitos se perguntavam se eles ainda aguentam. É só ver o suceso que fazem os bordões do programa (“Ronaldo!”, “Ô Adriano, tá me ouvinu?”, “Peitnhoo!”…) pelo menos aonde há retransmissoras da RedeTV!, claro.
(Quer dizer, do programa significa retransmitidos pelo programa, não criados. “Peitinhooo” foi criado por um comediante cearense, “Ronaldo” é uma simples frase editada e dita pelo vigilante Marcos da Silva Heredia, e “Ô Adriano, tá me ouvinu?” foi dita por um morador da Vila Cruzeiro, bairro onde o jogador se criou. Isso fora o “Chinelo, cadê o chinelo”, que fez um carioca ficar conhecido e até aparecer no programa outras vezes.)
Pelo menos alguns aspectos técnicos irritantes que o programa tinha estão começando a desaparecer, como o abuso de cenários virtuais (pela simples incapacidade em fazer cenários de verdade) e a baixa qualidade de algumas imagens – hoje em dia é tudo em HD, sequer o Casseta é em HD ainda.
E Celso Freitas, que estava na mira do SBT, renovou com a Record. Ou seja, Celsos que trabalham no SBT, só os Portiollis (O’river essa, mas tudo bem).
A propósito, alguém podia aproveitar e me responder uma coisa: é impressão minha, estou maluco ou Celso Freitas também já foi dublador, como narrador da série em preto e branco (produzida entre 1959 a 1963, dublada nos anos 80) Os Intocáveis?… Eu assisti no final dos anos 80, embora segundo o site Bric-a-brac, fosse uma das mais violentas de sua época, sendo um “Pânico na TV” de seu tempo no sentido de tomar processos da galera.
Falando em Mr. Liberato, parece que está tudo pronto para ele “bater asas e voar” para a Record, o SBT não está mais oferecendo contrapropostas. Me vem à cabeça o Silvio Santos falando, que nem o Tim Maia: ” Seja feliz em seu novo caminho… Melhor assim…”
E, mudando de assunto, mais uma do Universo Huck, mas desta vez não é um revés. Roberto Carlos vai se apresentar no Caldeirão do Huck, e uma curiositê é que ele cantará Como é grande o meu amor por você, que é uma das músicas preferidas de… Joaquim K. Huck! Quem diria, o garotinho (Joaquim, não Anthony) já curte Roberto Carlos! Mais ou menos como o filho de Ciro Bottini, que hoje deve estar com uns 9 anos, em sua infância um de seus filmes prediletos era A Hard Day’s Night, com os Beatles.
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Hoje, depois de Vale a Pena ver de novo!
Junho 5, 2008 · 6 Comentários
E agora um post mais “pra cima”: não sei se alguém na Internet já teve essa idéia, mas enquanto confeccionador da fonte Rede Rounded, tive a idéia de reconstituir como foram os GCs de filmes da Sessão da Tarde e assemelhados.
Eu sou véi pra danar, me lembro que na Sessão da Tarde só passava filmes da velha gaurda e aqueles musicais com legendas feitas em máquinas de escrever. Isso quando tinha. Até 1989, quando a abertura mudou, e o público da tarde viu pela primeira vez um filme do tipo que até então só passava em horário nobre. Embora o filme não fosse tão nobre assim: “Os Embalos de Sábado a Noite Continuam” - pelo menos a trilha sonora é duca.
Apesar disso que eu falei, o primeiro da lista eu só vi no YouTube, era uma redublagem de um filme bíblico, provavelmente mais um desses caras que tinham vídeocassetes antes dos anos 80. O GC entrava em corte, mesmo, sem fusão.
E o segundo eu só me lembro quando exibiam filmes um pouquinho velhos gravados de TV no colégio, além do programa Cosmos, que já passaram uma vez pra gente assistir.
Não sei de nenhuma data quando entrou um e saiu outro, só sei que a versão com o logotipo em cores estreou em 1994, em um domingo, na época a programação de séries começava com os Simpsons (Incrível, eles já existiam!) e eu tomei um ligeiro susto quando em vez de um texto plano, entrou o logotipo animado da série. Aí já não era mais um “gerador de caracteres no sentido literal da palavra, e sim, um “motion store”, um equipamento que armazena animações como essas – embora os GCs modernos já tenham assumido esse papel também.
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Quem diria: Autor de novelas da Record é um Igor C. Barros que deu certo
Maio 28, 2008 · 4 Comentários
“Vamos deglutir e acabar com a concorrência. Temos certeza de que seremos líderes de audiência”. É o que aphirma o autor de novelas Tiago Santiago, autor da novela Caminhos do Coração, no lançamento da sequência dessa trama, chamada Mutantes.
Caramba, eu já tive uma fase assim… Quando eu tinha 20, 21 anos, eu achava que os meus personagens iriam acabar com a Disney! O tempo passou, e 10 anos depois, acho que o número de pessoas que conhecem os meus personagens não chega a três dígitos, já Miquéias Mausouléu e seus asseclas continuam com saúde pra dar e vender e queridos pelas multidões ao r[o]edor do planeta.
Mas não duvido que a novela possa emplacar, afinal a Record é um pequeno império, já a “Salt Cover”, não passa de um punhado de sites e blogs por aí… Enfim, pra quem sempre quis que as novelas fossem diferentes e não se contentou com iniciativas globais como “Vamp”, “Que Rei Sou Eu”, “Uga Uga” e outras novelas fora do comum, a Record está apostando justamente nisso. Vamos ver no que vai dar.
Tem mais uma coisa que a Record talvez não tenha se dado conta: a maioria dos animes, assim como as telenovelas, são uma história só dividida em vários capítulos. Alguns acham que esse é um dos elementos que fazem essas séries fazerem sucessso no Brasil entre o público “não-iniciado”, assim era, por exemplo, Pokémon (caramba, não deveria ser Pokèmon?…) que a Record exibia, enquanto o Padre Marcelo Rossi ensaiava seus primeiros passos, e seu primo Reginaldo cantava “Garçom” no programa do Ratinho… Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball são narrativas ainda mais extensas, que duraram alguns anos - na última, o personagem começa a trama criança e termina adulto, é mole ou quer mais?…
Ricardo Waddington, diretor da novela “A Favorita”, que estréia em 2 de junho, já se pronunciou sobre o assunto… “Acho incrível a média de audiência que eles conseguem porque na minha opinião a novela é muito ruim. A história é louca, é um trabalho malfeito. Mas há quem goste para que eles dêem picos de 23 pontos. Eu não faço aquilo, faço outra coisa. Quero dizer que amo o Alexandre Avancini (diretor da novela da Record), mas acho a novela muito ruim.” Ok, que fique em segundo lugar o melhor (ririri)
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JN Irreconhecível !!!
Maio 7, 2008 · 2 Comentários
O Jornal Nacional começou a semana simplesmente irreconhecível. Primeiro, homenageou os times campeões estaduais tocando seus hinos – na versão instrumental (dá-lhe General Midi). Algo que seria mais a cara de um Globo Esporte, não?
E depois, começou uma longa homenagem ààà Gustavo Guga, o Kuerten. (Vale lembrar que, no começo da carreira deste, o slogan da Globo era: Quem tem Globo, tem tudo… menos os jogos do Guga, que passavam na Manchete!) Mãns, não bastando isso, no bloco seguinte eles engataram uma entrevista com o próprio, direto da bancada do próprio JN!! E ficou a impressão de que a entrevista foi gravada durante a tarde, ouvia-se o barulho da redação ao fundo. Os apresentadores do JN, há mais de 20 anos, chegam muito antes do que se imagina ao estúdio: mais ou menos na hora da Sessão da Tarde, eles podem ser acionados em notícias extraordinárias. E na hora do telejornal, a redação precisa fazer um silêncio sepulcral, embora sejam vistos andando no encerramento.
Nesse local, pouquíssimas pessoas já foram entrevistadas, e em ocasiões extremamente especiais, como candidatos à presidência da república, além dos ex-apresentadores do JN, quando dos aniversários do programa e nos 40 anos da emissora.
Até a fase atual, com redação no estúdio, muito poucas inovações e momentos especiais se fizeram notar nesse programa, senão, vejamos…
- Entre 1983 e 1986, sei lá quando, aconteceu o famoso caso em que Cid Moreira se atrapalhou por causa de uma mosca no estúdio. Espero que o José Marques Neto tenha gravado o tapa que ele deu no inseto… Parece que é dessa época também uma reportagem envolvendo guardadores de carro, que, segundo contou Chico Anysio certa vez, fez Cid Moreira rir.
- Em 1985, eu comecei a entender que aquelas janelinhas no cenário não eram exatamente televisores. O chroma key, mal regulado, começou a “furar” o cenário e o paletó de Celso Freitas.
(Mas já foram televisores de verdade, antes de 1983, com a obscura fase do cenário branco de Hans Donner.)
- Cid Moreira, em 1986, antecipou seu próprio futuro… ao declamar o poema “E agora, José”, de Carlos Drummond de Andrade, quando este morreu. E fora da bancada do JN, em um cenário de chroma key – quando ainda não havia previsão do tempo no telejornal.
- Nesse mesmo ano, Fernando Vannucci chorou no final do JN quando noticiou a eliminação do Brasil na copa do México. A imagem foi reprisada muitas vezes nos Vídeo Shows da vida, até ele sair da emissora.
- Em 1988, Sérgio Chapelin talvez estivesse estreando um terno novo. Mas tão novo que era possivel ver que ele estava com os cabelos em pé!! Se isso acontecesse 20 anos depois, ele talvez detonaria o seu IPod só com um aperto de mão…
- Em 1989, já na fase do cenário com neon, Sérgio Chapelin e Cid Moreira se cumprimentam através da bancada. Moreira, emocionado pela última notícia, de que ele estava completando 30 anos à frente do JN.
- Em 1996, quando William Bonner assume o JN, uma curiosidade: inaugura-se um terceiro lugar na bancada para os comentaristas esportivos, como Galvão e Vannucci. Uma quarta câmera chegou a mostrar essa bancada extra em um ângulo baixo e a bancada “original” do JN ao fundo.
- Em 1998, Bonner e Lilian Witte Fibe noticiam uma decisão equivocada da justiça que chamou ELES PRÓPRIOS como testemunhas de um caso que eles apenas noticiaram!
- Em 2001, no novo cenário do programa, algo curioso: o balanço do “JN”, pendurado por fios de náilon… E um show de iluminação, que mudava de cor para cada notícia.
- Em 2002, uma surpresa para todos: William Bonner vai para a redação de São Paulo, da qual é costumeiramente feito o Jornal da Globo, entrevistar o recém-eleito (quem diria) Lewis Ignatius Lula of the Silva. Tem-se aí uma prévia de como seria o JN se ele também fosse transferido para São Paulo, assim como aconteceu com os outros telejornais (exceto Fantástico e Bom Dia Brasil), embora isso seja improvável, eles tem os estúdios originais da Globo quase inteiros pra eles.
- Em 2008, os apresentadores, em plena bancada, passam a contracenar com pequenos painéis virtuais, que dão principalmente as informações de economia. Toda a parte de GC foi transferida para o mesmo equipamento que faz o cenário virtual do futebol, e efeitos 3D se tornaram habituais – talvez porquê a Record havia comprado o mesmo software usado pela Globo, da israelense Orad, para suas transmissões de futebol.
- E, segundo a Wikipedia, o JN já foi exibido aos domingos (provavelmente antes de ser criado o Fantástico), e já houve um Jornal Nacional Segunda Edição as 11 da noite (provavelmente antes de 1979, quando segundo a WP estreou o Jornal da Globo, e provavelmente substituindo um dos telejornais mais obscuros da emissora, e que eu juro pra vocês que existiu porquê eu vi uma foto: o Jornal Amanhã, análogo ao Jornal Hoje.)
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De volta, os Momentos Obscuros da TV !!
Maio 6, 2008 · 4 Comentários
Este blog estava completamente parado! Então, enquanto estamos fazendo um DVD de mais de 1 hora, vamos voltar com uma coisa que já teve muito neste blog… os momentos obscuros da TV brasileira!!
- Em 2003, o Superpop enfrentava problemas muito estranhos no som. Só podia ser isso: é que pelo menos três entrevistados do programa na época pareciam não compreender as perguntas logo de cara (dois deles eu me lembro quem eram, Georgia Gomide e Clóvis Bornay), e dava uma aflição, parecia que eles de repente estavam ficando surdos, sei lá…
- O SBT havia achado a solução inphalível para seu jornalismo em 2002: o “SBT Notícias” um telejornal gravado, de uma hora era reprisado 6 vezes entre meia noite e seis da manhã. E com as mega-encheções de linguiça “A Palavra é Só Sua”, na qual telespectadores emitiam opiniões que eram escritas na tela, e um quadro de perseguições policiais, “Tolerância Zero”, dadas como notícias, mas que talvez tenham acontecido uns 5 anos antes…
Reprisado seis vezes? Caramba, isso está no DNA do SBT: Alguns filmes exibidos aos domingos eram reprisados duas vezes seguidas, e na fase da TVS canal 11 do Rio haviam seriados que eram reprisados 4 vezes.
- Por volta de 1986, a Rede Globo exibia um seriado sui generis em sua programação: Benji. Tá, é aquele cãozinho de uma pá de filmes. Mas essa série não tinha nada a ver com nenhum deles: Benji era acompanhado de um garoto extraterrestre e de um robô, chamado Sax ou Zax, sei lá, que foi a coisa mais bem feita que eu já vi na televisão, superando Fofão e Halleyfante de goleada e empatando com o episódio onde Raven e sua amiga viram vacas. Esse robô voava como ninguém, Brasil. E eram mais eles que eram os astros da série, que tinha como Curiosidade Suprema o fato de ser em videotape – imagine os videoclipes do Fantástico, é algo assim. E com câmeras das boas, á lá novela das oito! Em vez de ser em película de cinema, mídia de quase 100% dos seriados com essas características – gravações em externa e efeitos especiais da pesada. E apesar disso, quando o robô voava, não era em chroma key! A série seria uma produção da Disney ou outra empresa do grupo. Além de Zax, outro robô parecido, chamado Zox, acompanhava os verdadeiros vilões da série, um casal de adultos, também extraterrestres, e que apareciam bem pouco – no restante do tempo, o garoto, cujo nome eu não me lembro mas nem a PAL 625 linhas, lutava para sobreviver no nosso planeta sem trabalhar, estudar e ser notado como não-terráqueo (isto na minha opinião, craro…)
Uma imagem que me marcou nessa série, e que até hoje eu não consegui entender, foi quando o garoto extraterrestre tentou comer ovos sem quebrá-los nem nada, tentando engolí-los! Essa cena me incomodou pra caramba, embora esse seriado fosse exibido na Sessão Aventura… A série era mais curta do que o normal e era exibida junto de outra, às sextas, se não me falha a memória.
- Mais ou menos nessa época ou um ano depois, não me lembro, a Globo exibia um seriado chamado Missão Mágica, protagonizado, vejam ustedes, por um anão, cuja maior arma seria uma bolsa. Na época, eu achei o plot muito parecido com o do Gato Félix, que era exibido no SBT e aprontava mil e quatro com sua “bolsinha mágica”, com uma indefectível textura amarela de bolinhas e cruzinhas – e nem por isso duvidavam de sua masculinidade…
Mas a curiosidade mesmo vem agora. Em 1989 ou 1990, a Rede Record – a “velha” Record, antes da IURD chegar – chegou a exibir esse seriado, e inclusive, com a mesma abertura que a da Globo! A abertura não era a original, foi feita em computação gráfica, e reconstituía essa bolsa através de linhas coloridas, no melhor estilo Scanimate (mas era CG mesmo).
- Recentemente, por acaso, descobri que o lançamento do SBT se deu as 19h, e logo após a assinatura do contrato, em Brasília, depois daquela vinheta (que eu já parodiei em um dos meus úrtimos vídeos) foi ao ar o programa do Bozo. E o pior é que eu me lembro de ter assistido esse programa à noite! Será que eu vi sem querer a estréia do SBT ou o Bozo na Record era de noite? Se você se lembra, comente este post! A propósito, a Rede Manchete era pródiga em colocar programas infantis extremamente tarde, entre as 19 e 20 horas.
- Não sei se eu já falei isso aqui, mas em uma vinheta onde eram ditos os patrocinadores do Jaspion, a Manchete já chegou a escrever JASPIOM na tela. Pelo menos, sem acento no A…
- Ah, falando em Manchete: Geralmente a Globo coloca uns 3 ou 4 intervalos durante os philmes. Todo mundo que assistiu TV no Brasil já viu escrito na tela: Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Final. E quase todo mundo fazia assim. Ou não?
É que já assisti ao filme A Noviça Rebelde na Manchete, e eu juro pra vocês que eu vi escrito, mais pro final do filme, “10ª parte”!!! Será que esse filme é tão grande assim ou já naquela época a antecessora da RedeTV! “já se curvava ante ao vill metallll”?…
- O controle mestre de uma emissora de TV é o principal local da emissora, do qual os programas em si são exibidos (comerciais e programas gravados), e para o qual vão as transmissões ao vivo. Atualmente, é lá que é colocado o símbolo da emissora na tela. E porquê eu estou dizendo isso? Em 1985, eu vi a ÚNICA VEZ na minha vida em que deu um problema técnico em uma emissora de TV durante a exibição de comerciais. Era um comercial da Fanta (“Amiga Fanta”, tuxado de personagens Disney da velha guarda, com direito até a Clarabela no elenco), no intervalo do Balão Mágico, tuxado de personagens Disney da velha guarda, mas relativamente bem animados (é que a minha cabeça é uma desgraça, aí vai que eu consigo ver esse comercial de novo e eu vejo que era tudo tosco). Me lembro que a fita estranhamente deu um “pause”, entrou a tela de problemas técnicos da emissora (aliás, de uma série diferente, comemorando os 20 anos da Globo, não tinha aquele lance de enquadrar o símbolo pelos cantos), e mais ou menos uns 15 segundos depois, o intervalo voltou. E muito provavelmente os prophissionais que lá estavam foram demitidos… Desde então, esse tipo de coisa eu só vi durante os programas – parece que a exibição de comerciais é uma das coisas mais seguras hoje em dia na TV, eles podem se dar um tiro na cabeça, mas os comerciais eles passam.
- Mas, meninos, eu vi também, um verdadeiro recorde mundial. Em 1984, o filme da Sessão da Tarde “O Planeta dos Macacos” parou SEIS VEZES durante a exibição!! Assisti essa barbaridade [tchê] pela RBS TV de Porto Alegre, onde eu estava passando as phérias. O filme tinha alguns problemas no som somente comparados aos de alguns episódios de “Chaves”…
- Em 1992, o Domingão do Faustão foi transmitido sem energia elétrica! Faustão disse para os telespectadores de todo o Brasil, que o estado do Rio de Janeiro estava sem luz, e o programa foi feito apenas com iluminação branca no estúdio e os detalhes do cenário apagados. Mas até que as coisas rolaram.
- Em 1993, um repórter do Jornal Nacional foi identificado com uma tarja do Fantástico, e com as cores todas erradas. O jornal sairia do ar por mais de 20 minutos !!!
Acho que nunca mais vi uma saída do ar com essas proporções – nem mesmo comparando quando Sérgio Chapelin disse durante o Fantástico, em 1990: “Por favor, tira esse texto daí, por gentileza?” – segundo ele, em entrevistas posteriores, o teleprompter mostrava o texto errado naquela hora. O episódio foi zoado por João Kleber no primeiro programa Ri-Retrospectiva.
- Mas Chapelin também teve outro momento histórico, e do qual ele já talvez se orgulhe mais: ele foi o primeiro apresentador a dizer um endereço de Internet na TV! Bom, pelo menos na Grôbio… Era o do site francês le-web.fr, que em 1995, disponibilizou na íntegra o texto de um livro que falava a respeito da saúde do ex-presidente François Miterrand, que barrou a publicação do mesmo. O endereço foi simplesmente soletrado - claro, afinal, nunca antes termos como http://www.etc foram ditos na TV! Algum tempo depois, o Fantástico começaria a tornar isso mais habitual.
- Hans Donner já reclamou, no começo dos anos 90, que a Rede Globo não dava tempo suficiente para ele fazer as aberturas dos programas. E os resultados, todo mundo viu: as aberturas da novela Fera Ferida e da temporada 1993 da Escolinha do Professor Raimundo foram ao ar incompletas (nessa novela, foi colocado um GC as pressas, que foi substituído dias depois pelos nomes voando em computação gráfica, na Escolinha, as imagens animadas dos personagens apareciam paradas) e até com erros (o phalecido comediante Carvalhinho, que fazia um personagem hipocondríaco, foi chamado como “Cavalinho” nos créditos!!) Acho – eu disse ACHO, assisto muito menos TV do que hoje – que nunca mais aconteceu coisa parecida…
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Bozo Memória: Cadê a Lista Premiada?
Abril 10, 2008 · Deixe um comentário
O quadro chegou a ser divulgado no blog oficial do Pânico na TV. Seria um dos primeiros quadros feitos por Rodrigo Scarpa e Wellington Muniz, interpretando outros personagens (parece que já houve outro, por volta de 2003). And KD?!
Em vez disso, uma não muito bem sucedida busca por “novos comediantes” no Ceará, que foi bruscamente interrompida por uma perseguição à Britney Spears. Além do quadro Silveira e Silveirinha, que divide opiniões muito mais do que o desenho Caverna do Dragão… (se bem que este, por sua vez, começou a ser gravado há dois anos, quando Daniel Zukerman – um dos dois – e o “César Polvilho”, que faz papel de produtor da dupla, ainda não faziam parte do Pânico na TV.)
Aliás, mais uma coisa: O programa “Na Madruga”, da TV Comunidade, já foi tratado pelo Pânico na TV como um programa real!
Em 2005, o Pânico disse ter recebido imagens desse “programa” dessa mesma “emissora”, mostrando um repórter que não conseguiu entrevistar Luana Piovani – só que trabalhando normalmente, sem irritar as pessoas como fazem os philhos de Silveira Júnior… O que nos mostra que esse programa era phalso e era o próprio Pânico na TV só que sem identificação no microfone e com um profissional desconhecido.
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Ah, esses microfones…
Abril 1, 2008 · 1 Comentário
O blog O Baú do Sílvio mostrou com écscrusividade uma matéria que fala mais sobre um dos objetos mais vistos na TV: o microfone do Sílvio Santos!
Pegando carona, tem mais alguns que eu gostaria de recordar e em alguns casos, até tentar entender o sentido deles…

Primeiro, os longuíssimos microfones sem fio da Rede Globo dos anos 80, com a bola prateada ou preta, com o visual parecido com o do Shure SM-58, se isso não for da própria Shure. O SBT e a Record também tinham desses microfones, mas prateados e igualmente brilhantes, sei lá por quê – os fabricantes atualmente evitam que os microfones sejam assim, o acabamento sempre é fosco – e o comprimento excessivo para os padrões atuais permitia até que essas emissoras colocassem flags nos microfones (como se fosse microfone de repórter, mas com o cantor em um programa de auditório). Em uma das minhas produções para a Internet eu fiz isso: um personagem canta karaokê em um microfone desses, e com um flag da Salt Cover. Bem, alguém sabe que microphones seriam esses?…
Duas pessoas que você conhece também os usaram: foi o primeiro microfone que a Xuxa usou na Rede Globo, e alguém que deve conhecer em detalhes isso aí é o inenarrável Russo, que foi operador de som do Chacrinha, inclusive nos anos 80, no Teatro Fênix, coisa e tal. Eu me lembro que, na minha inphância, sempre que eu via uma lanterna Mag-Lite, daquelas que usam várias pilhas grandes (geralmente usadas por policiais, nos EUA), a minha primeira reação era brincar de microfone sem fio… e bem melhor que os microfones SM-57 com um cabo cortado, que os integrantes de boy bands e conjuntos usavam só de embromation…
Outro caso envolvendo microfones era o mistério dos microfones múltiplos! Não sei se vocês se recordam, mas antigamente, Cid Moreira, Celso Freitas e Sérgio Chapelin usavam, nitidamente, dois microfones de lapela. Chico Anysio notou e tirou sarro disso, e seu personagem Lobo Filho usava três!… Posteriormente foi desenvolvido um suporte que comportava dois microfones no mesmo clipe.
Bem, podemos pensar que os microfones, pequenos (em 1982, nem tanto) e frágeis, podem falhar, e isso não pode acontecer em um programa assistido por tanta gente, e que dá notícias tão importantes.
Mas e o que dizer de Glória Maria e pelo menos mais um repórter, que no carnaval de 1986 usaram algo tão indescritível e bizarro que eu tive que desenhar aqui… olha aí.
O microfone em si não é nenhum mistério, é o tradicional microfone ElectroVoice 635A, que é fabricado até hoje, e em TV só é menos usado que o SM58 (e no período paleozóico, eu brincava de repórter com o chuveirinho, porquê o formato era parecido…)
O que eu não consigo entender é por quê cargas d’água eram dois!! Isso mesmo, dois microfones, fixos por um paralelepípedo em vez de um cubo. O paralelepípedo era prateado e não tinha nenhuma marca, e esse conjunto bizarro era segurado por apenas um dos microfones. Nunca mais vi coisa parecida (nem em reprise, no Video Show) e sei lá porquê inventaram isso, que exigia o dobro de equipamentos, afinal, eram dois cabos para o repórter se enroscar neles, e a bem da verdade, os repórteres que usavam esse(s) microfone(s) não andavam… eles só entrevistavam pessoas, sempre no mesmo lugar.
Ah, esses microfones, viu… Ou melhor dizendo, ouviu…
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SodTV!! também é WordPress
Março 25, 2008 · Deixe um comentário
Você já conhecia o blog SodTV! (cujo título remete ao da emissora RedeTV!, que eu assistia pra caramba em 2004, quando ele começou), o nosso blog que mostra a televisão em toda a sua glória e esplendor, ou não.
Agora estamos também na WordPress. “Também” por enquanto, claro… é só a gente se enjoar de alguns períodos de manutenção (que eu nunca vi acontecer nestas bandas), e do espaço de apenas 1Gb (contra os 3GB daqui) para subir imagens, que já já…
Bem, seja bem-vindo, pegue a pipoca e vamo assistí, taca aí!
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Comerciais: Os campeões de longevidade
Outubro 29, 2007 · 3 Comentários
Normalmente os comerciais de TV se renovam. Sempre tem uma novidade. Ou não…
Recentemente, uma campanha do Itaú com Fábio Assunção, Carolina Dieckmann e um terceiro global cujo nome me escapa, que propagandeava seu cartão Credicard Itaú, desenterrou um jingle de 1987, feito para o mesmo cartão. Ótimo, mas viejo and caquetic. Aliás, a versão original era melhor…
Falando em Itaú: alguém notou que a campanha onde as pessoas desenham uma arroba com um “i” no meio (Itaú, feito pra você) tem quase 10 anos? E com a mesma trilha sonora! E a mesma arrogância pra cima dos clientes dos outros bancos……………
Pra você ter uma noção da idade provecta dessa campanha, em uma segunda fase desses comerciais eles usaram aquela música “Pela Internet”, do ainda cantor de MPB Gilberto Gil (que ainda não era conhecido como “o pai de Preta Gil”). E nada de Web 2.0, Orkut, YouTube ou Blogger, a música dizia “Criar meu website, fazer minha home page…”
A campanha não parece tão idosa porquê foi nessa época que a logomarca passou a ser na fonte Myriad e com “i” minúsculo na palavra Itaú.
Durante mais de 15 anos (começou em 1986, mais ou menos), os comerciais de promoções de calçados da DIC tinham a mesma cara, os mesmos efeitos eletrônicos, a mesma trilha sonora, e se bobear, as mesmas bolas de plástico que eles davam de presente… Parece que essa loja phaliu, mas não foi por causa disso. Não conphundir com a prestigiosa DiC com “i” minúsculo, de um glorioso portfólio de desenhos animados.
Outra campanha que está demorando pra dizer adeus é a campanha da margarina Qualy, da Sadia. A campanha começou nos anos 90 e está no ar até hoje, também com a mesma música-tema, inclusive o ator que fazia os primeiros filmes já é adolescente, deve estar com uns 17 anos, por aí… Mas há alguns anos, a campanha aparece apenas em “flashes” no oferecimento de programas de televisão. Ah, quando a campanha começou, Lequetreque (Quem? O mascote da Sadia, rapeize!) era desenhado, hoje é em computação gráfica.
Mas o campeão, e que recebe menção honrosa por ter sido finalmente aposentado (ou não, segundo recentes comentários) foi o comercial da Feira Escandinava (o site não está carregando), onde um “viking” surgia em uma animação stop-motion com um monte de produtos da região: bacalhaus, chocolates, arenques… deve ter sido uma animação meio cara, pelos preços que essas coisas têm… “Tome cuidado, eles são bárbaros!”, dizia o slogan. Esse comercial, se não me falha a memória, é de um longínquo 1985, e possivelmente tenha sobrevivido por tanto tempo por ter sido gravado em fita de 2 polegadas, como as melhores telenovelas da velha guarda. E me dei conta de que ele não passa mais ao ver a foto do “viking de produtos escandinavos” no jornal, não na TV…
E pensar que, quando esses comerciais estrearam, Chaves já estava lá, caçando suas “largatixas”…
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