E por falar em empresários de meios de comunicação…

A revista Trip acaba de fazer uma entrevista com Antônio A. A. Machado de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan 2 e um dos cérebros por trás do Pânico da rádio e da TV. Uma entrevista interessante: AAA fez parte de toda uma geração que ajudou a construir a TV brasileira, e no caso dele, o rádio FM. Além de talvez ter inventado o “rádio com imagem” através do portal Vírgula (não mencionado na entrevista, mas eu sei.)
O curioso é que, caramba: eu estou acabadaço, eu tenho 28 anos e me pareço com ele, que tem 49… inclusive o meu cabelo está quase igual ao dele, nas fotos, sou meio careca…

Mas eu ouço a emissora dirigida por ele desde que me entendo por gente – ou melhor, desde que descobri que girando aquele botão escrito “TUNING” você podia ouvir outras emissoras de rádio… O motorista da van do colégio onde eu estudava vivia escutando a Jovem Pan 2, sempre com os hits daquela época, como Kid Abelha, Blitz, Magazine, Rádio Táxi e Herva Doce (pellamordeDeus, eu sou welho demais…)
Anos depois, quando eu ganhei o meu primeiro walkman, a primeira coisa que eu fiz foi sintonizar no 100,9. Aí foi uma festa: o sucesso da época era o “Caqui Amora”. E Djalma Jorge, que eu já havia conhecido nos anos 80, de relance, “cantava” Knockin’ on Heaven’s Door, do Guns’n’Roses, como “Não, não põe tudo que assim dói”…
O Djalma Jorge Show voltou a ser um programa fixo em 1993, e eu acho que eu consegui ouvir todos até janeiro de 1996, quando o programa terminou de vez. O engraçado é que em 1993 nascia também o Pânico, e em 1995 o Djalma enfrentava a concorrência dos Sobrinhos do Ataíde, o grande sucesso da época, que eu deveria ter ouvido muito mais (mas é que eu não ia com a cara da 89 FM, nem sabia que rádio tinha cara, mas vamos nessa).
E nesse período eu ouvi frases totalmente inesquecíveis (e que perdem muito da graça quando são somente escritas) como…
“Por quê as telefonistas comem Dan Top?…” – Djalma, em uma das chamadas que anunciaram a volta do programa
“Digalhes, papailhes!” – “O Pequeno Timotem” brinca com o fato de seu intérprete também ser Tutinha Amaral
“IU IU? [Piu-piu] Perdeu, professor. Iu Iu é um quadro infantil, não vale..” – Professor Odilon brinca de “stop” ou adedonha
“Eu vim pra cá ouvindo a Antena 1, é muito melhor…” – Chefe Bródi, falando uma frase impensável para qualquer locutor da Jovem Pan

“(cantando) Frére jacques, frére jacques, dormez vous, dormez vous? Tímotem!! Somos nós, Tímotem!”
Chefe Bródi e o Pequeno Tímotem cantam um para o outro, como uma espécie de senha, quando se encontram no Jurassic Park

– “E agora nós vai falar com ele aqui, que é o empresário que trouxe Michael Jambers pro Brasil, Ciscão! Tudo bem, Ciscão?”
“Ok, nós tá aqui, nós é Ciscão, e a promoção… a promoção é sua, Djalma! É sua, da 89 [fala o nome de quase todos os concorrentes], da Brasil 2000, da Cultura, da Eldorado, da Gazeta… e da GOSPEL, Djalma! A promoção é sua!”
– (quase gritando)“Obrigado, Ciscãooooo!…” – Emílio Surita faz todas as vozes do diálogo

Enfim, um humor feito quase que no improviso total, mas que eu adorei – pra mim, conseguiu empatar com as tiradas de Marcelo Gastaldi e Nelson Machado, nas dublagens da “Maga” (veja mais no site Tinha que ser o Chaves).
E o mais curioso é que em 1991 começaram as transmissões da TV Jovem Pan (16 UHF), pertencente ao mesmo grupo. Aparentemente, Milton Neves apareceu na TV pela primeira vez nessa emissora, que foi a mais moderna daquela época, e eu também assistia muito (não sei por quê, a programação poderia ser considerada muito chata para os padrões atuais, cheia de reprises de documentários franceses e japoneses. A sede da Jovem Pan hoje em dia é a sede da TV Record). E eu pensando: será que algum dia eu veria o Djalma fazendo graça na televisão?
Bem, o Djalma não, mas os seus mais dedicados funcionários, cerca de 13 anos depois, sim…

Mas, no entanto, há um mistério no ar. Porquê cargas d’água eu acho a voz do Doutor Pimpolho, de Felipe Xavier, tão parecida com a voz do Djalma?… Será que Xavier estaria dando alguma indireta com seu personagem?

Bem, por enquanto eu e Tutinha Amaral somos parecidos apenas no visual. Mas algum dia, espero que a minha Salt Cover deixe de ser uma brincadeira e torne-se alguma coisa – uma rádio, uma produtora, um site, um bufê de festas infantis, sei lá – de verdade. E aí, as onça vai beber águalhes, ténica.

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