Cadê vocêêêê….

Em 2005 o programa Superpop criou o quadro “Cadê Você”, onde personalidades desaparecidas da mídia apareceriam no programa. Não sei a quantas anda esse quadro, sumido desde a estréia do novo cenário, mas eu andei pensando em novos temas… Se arguém quiser aproveitar, porveita!

Flávia, atriz das pegadinhas do João Kleber. Uma das melhores do elenco – JK certa vez disse que ela era o Marquinho de saias – mas apesar disso, preferiu largar tudo e ir para “A Praça é Nossa”, onde não diz absolutamente mais nada e é uma phigurante – tremendo desperdício, ela conseguia me fazer rir muito mais do que alguns que sentam no banco da Praça. [EDIT: Flávia Viana se tornaria bem mais famosa ao participar do Big Brother Brasil 7, o que fez esse passado na RedeTV ser esquecido.]

Adrian, “garoto-propaganda” da Adria. O ano era 1996, quando menos de 1% dos brasileiros tinha acesso à Internet, mas até site o personagem tinha. Uma linha de personagens bem feita, muito acima da média para os padrões brasileiros, mas que tornou-se uma espécie de “Ishtar” ou “Acquaria” dos desenhos animados, afinal em terra de gorduxas, baichinhas e dentussas, qualquer coisa diferente disso dá com os burros n’água tal qual as massas da empresa são preparadas. O endereço adrian.com.br cai no site da Adria, hoje, bem mais sério.

Netinho, cantor baiano que levantava multidões com seu vozeirão de Ney Matogrosso (kkkkk). Tudo começou, há algum tempo atrás, na ilha do sol… Faz bastante tempo, tanto que hoje em dia seu homônimo do pagode – que começou a aparecer na mídia depois dele – faz muito mais sucesso. O ocaso de Netinho deu-se em uma propaganda de cerveja antes da copa de 1998 que tentava transormar a música do “Can Can” de Offenbach em um breque de torcida. 100 comentários… Desde então nunca mais se ouviu falar nele. (ainda bem, aquela música “Prefiro uma cerveja à ti, amigos numa mesa à ti” é um porre)

Cacá, colega de Flávia. Um sujeito com muito talento, mas que terminou seus dias tendo que ouvir um coral da terceira idade cantando “Todo domingo o Baú dá casa”, um jingle que não chega nem aos pés de “Festa no Apê”, pra vocês sentirem o drama.

Cancã, trabalhava junto com o anterior. Juntos apareceram no programa da Eliana e apresentaram ao Brasil uma das bandas de rock com uma carreira mais meteóricas que já se viu, o Cachorro Kenth, hoje totalmente sumidos. Passou totalmente despercebido pelo Festival de Piadas do Show do Tom – aquele que censura os palavrões e até algumas gírias, mesmo sendo exibido as 11:30 da noite e você não entende nada. Cancã atualmente tenta se reerguer sendo escada dos palhaços Patati e Patatá.

Teobaldo, personagem criado pelo locutor Vaguinho, então na rádio Jovem Pan 2. Um homem simplório, que vivia caindo nas garras de Sílvio Santos, interpretado na primeira temporada (1994) por Skowa, e depois por Celso Portiolli – sim, ele mesmo. Ele chegou até mesmo a ter o privilégio de apresentar algumas edições do Djalma Jorge Show (que hoje eu sei que era feito por Tutinha, dono da rádio). Chegou até mesmo a ganhar um programa próprio. E hoje… por onde anda Teobaldo?

Fire Inc., banda de rock que conquistou toda uma geração – e a mim, trocentos anos depois, cujo maior hit é Nowhere Fast, conhecida como “a música do Programa Livre” (Quem não se lembra daquelas tardes do SBT: “Boa tarde garoto, boa tarde garota, está no ar o Pro Gra Ma Li Vre!!!”). Aparentemente a banda só existiu para o filme Ruas de Fogo, mas do som deles eu tenho saudade, e até hoje eu tento fazer algo parecido no meu Roland XP-80.
Não dá: eu precisaria de um piano de cauda inteira…

Laserdisc, formato não-linear de mídia digital. Um CD do tamanho de um LP, e que continha imagens.
Cara, caríssima, carérrima. Quem comprou deve ter se arrependido: os DVDs, com o mesmo tamanho dos CDs tem bem mais recursos (embora aparentemente não tenham imagem com a mesma qualidade – existem DVDs prensados no mercado onde os filmes estão gravados com qualidade LP pra caber os extras.)

Porangaba Real, um composto para emagrecer. Em 2000 eu gravei merchandisings desse produto que estavam passando AO MESMO TEMPO em três emissoras diferentes!! E hoje em dia, por onde anda a Porangaba Real?

– E os radinhos da Tecnomania que transmitiam para um raio de 11 quilômetros? Devem ter dado um trabalho danado pro pessoal da Anatel. Nunca mais se ouviu falar neles. E quem comprou, deve ter se arrependido de não ter comprado uma máquina de escrever eletrônica. Ou um aparelho de Laserdisc.

– E finalizando… os inesquecíveis Sobrinhos do Ataíde. Pena que duraram tão pouco, e soltos, tenham tão pouca graça comparado quando estavam tchugédher, em 1995 e 1996… Ou vai dizer que você prefere o “Homem Cueca” com seu ‘humor’ (sic) sem graça ao Peterson Foca, Tuca Zazauêra e seus blue caps? São exemplos como estes que me fazem eu mesmo fazer o meu próprio humor, algo que vocês ainda vão ouvir no dia em que eu achar algum lugar onde eu possa hospedar MP3 sossegado.

Cadê vocês, que nunca mais apareceram?…

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