Quetinho fora do ar, e relembrando Djalma: é o Pânico na TV

Semana passada, o programa Pânico fez um merchandising do filme Todo Mundo em Pânico IV. E o Pânico na TV (a criação de Tutinha Amaral, não o filme), infelizmente, está aprendendo um péssimo hábito com o “outro” Pânico.
A sátira Todo Mundo em Pânico é produzida pela própria produtora que fez o original de terror, a Miramax, do grupo Disney. Ou seja: eles fazem, eles próprios se tiram sarro deles mesmos… ASSIM NÃO VALE!!! Foi o que eu gritei, já no lançamento do primeiro filme dessa tetralogia.

Mas, voltando à Barueri, a melhor coisa do último Pânico na TV foi a sátira do programa a si próprio.
Netinho di Paula não apresenta mais programa de televisão, e o Pânico resolveu tirar sarro da própria estratégia de marketing. Quietinho (Vinícius Vieira) aparece em gravações amadoras, tudo igual ao esquema da Sabrina (e se bobear, com a mesma câmera).Quietinho conversa com Mendigo a respeito do futuro… Aí depois acontecem várias coisas, tudo igual: ele vai a um estúdio gravar um funk (paródia do funk da Sabrina) e aparece no Dormindo Legal (apresentado por Gluglu), intercalado por imagens de um televisor, e cortado com as imagens de Emílio assistindo ao DL há três semanas atrás, no estúdio do Pânico. Sátiras a si próprio não costumam dar certo, mas essa até que funcionou.
E porquê sátira da sátira, se o original não era? Mas era sim, uma sátira da nossa cara. Sabrina vai pra Alemanha, cobrir a Copa do Mundo junto com os que forem mandados pra lá. E aposto que quando acabar o Mundial (ou quando o Brasil, Deus me livre e guarde, voltar pra casa), Sabrina volta ao programa, direitinho, como se nada tivesse acontecido, que nem foi a volta do Carioca. E “segue o enterro”.

É OS MEU CASAMENTO-LHES, TÉNICA
Vesgo e Sílvio fizeram talvez a primeira cobertura de casamento chapa-branca de sua carreira: o casamento de Antônio Augusto “Tutinha” Amaral Machado de Carvalho Filho (ufa!). Pra quem não sabe, aquele rapaz simpático, de óculos e com um sinal na testa é o dono da rádio Jovem Pan 2. Dono é apelido: ele é neto de Paulo Machado de Carvalho, que já era um patcha empresário de comunicações, e filho do “Seo Tuta”, que completou o trabalho do avô à frente da Jovem Pan 1. Enfim, Tutinha nasceu no rádio, é de família…

Não bastando ser dono da rádio, Amaral pode ser considerado um dos empresários de comunicação mais ativos e criativos que se tem notícia. Em 1995, quando eu fiz curso de locução no Senac, me disseram que ele vivia ouvindo a própria emissora e interferia pessoalmente em vários aspectos, como o repertório da rádio (vide as músicas dos anos 70 e 80 que volta e meia tocavam no programa), e seria uma pessoa “ligeiramente” estressada (então, quando ele apareceu na matéria, foi um ator de primeira!)
Dono da marca Pânico (que se você ainda não percebeu, começa com PAN), tem ainda mais algo em comum com Sílvio Santos: já fez muita gente rir… porquê ele foi o Djalma Jorge!

De 1986 a mais ou menos 1991, e de 1993 a janeiro de 1996, o Djalma Jorge Show foi talvez o programa mais ouvido e querido da Jovem Pan 2, não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. Os programas da primeira fase eram vendidos para emissoras de Curitiba e Belo Horizonte – segundo notas no Orkut, em 1988, Curitiba parava pra ouvir o Djalma. O personagem foi criado no final dos anos 70, segundo conta o próprio à revista Trip.
Sendo dono da emissora, Tutinha fazia coisas que ninguém mais podia fazer, como falar mal da própria rádio e até mesmo tirar a emissora do ar quando ficava irritado com alguma coisa. Os ouvintes ficavam achando que o Djalma Jorge seria demitido!!

Bons tempos aqueles. Aos que gravaram a primeira fase do programa, a gente imploramos: Megaupload ou Badongo, please!!! Existe uma página oficial de áudios do programa, mas todos são de 1993.

Curiosidade: em 1996, o Djalma Jorge Show chegou a ser apresentado, durante duas edições, por Teobaldo (Vaguinho), mesmo com o nome antigo. E a única pessoa que foi a voz de Djalma, em algumas edições, além de Tutinha Amaral, foi Delphis da Fonseca, que eu não sei se é um dos apresentadores do Shop Tour hoje em dia.
Atualmente, a rádio transmite o Programa Paulo Jalaska (com Wellington Muniz), que eu não sei se seria o equivalente atual ao Djalma. Ou não, porquê esse é diário e tem duas horas. Sei lá, esse eu ainda preciso conpherir…

PS, off topic: Não sabia dessa. Nem de voltas ruins vive o mundo da publicidade: Carlos Moreno está de volta aos comerciais da Bombril. Espero que eles continuem criativos como já foram.

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