Descubra os ídolos de Sílvio Santos!

No YouTube, procure por The Price is Right e Wheel of Fortune. (links dos sites oficiais dos programas). Mesmo que você não entenda inglês o suficiente para torcer por algum dos participantes, vai ser um festival de “eu já vi isso” e “eu já vi aquilo” pra tudo quanto é lado.

THE PRICE IS RIGHT, ÔEEE…
The Price is Right, da CBS, inspirou Sílvio Santos a fazer, senão o próprio programa (me lembro vagamente de “O Preço Certo”, por volta de 1983) a schupinhar uma coisa aqui e outra ali. Uma gigantesca roleta na vertical é idêntica a uma que sorteia um número de 5 dígitos da Tele-Sena. O formato de algumas placas atrás do cenário é o mesmo do antigo logotipo de “Qual é a Música”. Várias provas de dentro desse programa foram usadas por SS dentro de outros – como o Plinko, prova final desse programa, que eu acho até que tenho gravado com o Silvio Santos no Topa Tudo por Dinheiro. Ah, adivinha aonde nasceram aqueles cenários cheios de purpurina e glitter…
O roteiro é mais ou menos o seguinte, o público adivinha “preços” hipotéticos de produtos reais – e aí está todo o merchandising do programa – só que não por saber eles, e sim na base do chutometer, é assim que phunciona (as vezes nem centavos são mencionados). As pessoas vão acumulando pontos em dinheiro e podem voltar em programas subsequentes no final do ano, com os “campeões da rodada”. E nem sempre são produtos extremamente caros, às vezes são produtos muito baratos também, que assim acabam sendo divulgados pelo programa.
“O Preço Certo” também teve uma versão diária no SBT, por volta de 1984, 85, não me lembro, mas apresentada por Christina Rocha e Mauro Zukerman, que depois desse trabalho começou e não parou mais sua atual atividade, os leilões – um deles virou notícia, foi o leilão do extinto museu de cera do Playcenter, o único do Brasil. Cristina Rocha está no ar atualmente no programa Onde Está Você, da Band (produzido pelo Ratinho). Já vi muitos apresentadores meia-boca por aí, e esses dois não o são, por isso não perdia um programa deles – quando o bombril da antena colaborava, é claro.
Essa versão era bem distorcida em relação à versão original, porquê nesse programa as pessoas jogavam por telefone (que nem no TV Poww, da mesmíssima época) e apenas uma prova cada um. Aliás, nas últimas edições desse programa o pessoal da cenografia do SBT conseguiu fazer um relógio de uma das provas ter um ponteiro de segundos que se movia sem dar “pulinhos”, de forma idêntica ao relógio original, nos EUA (se bem que, conferindo hoje em dia editando as imagens em computador, dá pra ver que muitas vezes esse relógio rodava na velocidade errada).

O próprio programa é uma alteração: de 1956 a 1965 era um programa diferente, até que ele voltou em 1972, sob o comando de Bob Barker, como “The New Price is Right”. Ele diz, nessa estréia, que o programa foi mudado para ser um programa que os telespectadores pudessem se envolver mais e torcer pelos participantes. Bem, os danados conseguiram. Taí o próprio Sílvio Santos, que não nos deixa mentir, assistir fitas com esse tipo de programas é um dos passatempos dele. E está pra ser um dos meus, é só o pessoal upar mais vídeos e a CBS deixar.

The Price is Right é o segundo programa de TV que mais tempo está no ar no mundo (35 anos), só perde para o chileno/norte-americano Sábado Gigante, no ar há incríveis 45 anos.

Esse programa também foi satirizado por diversos desenhos animados exibidos aqui no Brasil, com aquele lance das “telemoças” de vestidos tubinho ao lado dos prêmios! Enfim, mesmo não tendo o privilégio que pouquíssimos têm, de assistir TV pessoalmente no exterior, nem que seja uns poucos dias em hotéis, você vai reconhecer muita coisa. E o que é melhor, sem merchandáising do Carnet du Bäu

WHEEL OF FORTUNE – O PROGRAMA, NÃO A MÚSICA DE ACE OF THE BASE
E Wheel of Fortune, da NBC, é o muso inspirador do Roletrando (ou Roda a Roda, para os mais jovens). Seja qual dos dois você assistiu, assista aos programas mais antigos e aos mais novos, e você vai achar que daqui a pouco o apresentador americano vai soltar um “raráeee” e chamar o Lombardi… A única diferença é o final: nos EUA, os competidores “compram” prêmios dos mais diversos usando os pontos que ganharam (até uns que eu acho bem desinteressantes), e por aqui o pessoal sempre recebeu prêmios em dinheiro, ou no máximo, automóveis. O “Roda a Roda” mais recente, é uma cópia mais fiel do programa, com seus diversos “minigames” diferentes que usam o painel até mesmo sem que se gire a roleta, ou colocam setores “descartáveis” na roleta que só valem para aquele jogo.

Não tenho dicas mais específicas de vídeos porquê esses vídeos sempre estão com a faca no pescoço (não sei como é a relação de CBS e NBC com o YouTube, a NBC tem um perfil oficial), mas tem muitos vídeos lá, inclusive de épocas remotas da história da humanidade, quando a TV brasileira sequer sonhava em ser em cores.

Outro clássico dos game shows americanos que Sílvio já homenageou foi Jeopardy. Aquela parede de televisores com perguntas, que existe no programa Vinte e Um vem desse programa, e também é um velho conhecido das sitcoms (em “Cheers” e “The Nanny”, que eu saiba, os personagens já chegaram a ir nesse programa.)

Nos EUA existe um canal de TV a cabo que só passa game shows, a Game Show Network, criado por um singelo motivo: na maioria dos programas, principalmente dos anos 80 em diante, 100% dos VTs estão em perfeitas condições, por isso, dá pra reprisar os programas na íntegra, e muita gente gosta de passar o tempo com esses programas (um escapismo à sociedade do século 21?…), ainda que eles sejam datados – bem datados, às vezes. Mas é interessante, é algo como um “canal Retrô” sem atores (aquele que passava seriados antigos, parece que não existe mais… dammit)

OBRIGADO, WIKIPEDIA: CURIOSIDADES DOS PROGRAMASM, ÔE!

Bob Barker, apresentador de “The Price is Right”, acaba de se aposentar- ACABA mesmo, foi em julho, depois de 35 anos! O novo apresentador do programa, a partir deste mês de agosto, é, curiosamente, Drew Carey, que muitos conheceram como comediante. Pelo jeito ele pegou gosto por ser apresentador, desde que começou a fazer o programa Whose Line is It Anyway?, que acabou pegando – o programa foi criado por causa de uma greve de roteiristas em Hollywood nos anos 90.

– No The Price is Right, falhas acontecem, e muitas! E as regras dizem que, quando a produção erra ou falha (problemas técnicos, preços errados, etc.) os jogadores vencem o jogo automaticamente. Isso fora outras coisas, como uma vez em que a roleta da prova final, quando girava, não estava fazendo os tradicionais “bips” devido a problemas técnicos, e Bob Barker, à la Sílvio Santos, pediu pra platéia fazer o som, algo que divertiu todo mundo, em casa e no palco… Grande parte do carisma do programa talvez fosse de assumir essas coisas, na lata, algo que vai meio na contramão da TV norte-americana.

– Uma das maiores saias-justas de Barker foi uma mulher que participava do programa com um vestido tubinho correr até ao palco (é assim que começa o programa), de forma tão estabanada que o “tomara que caia” caiu. A imagem foi censurada por um quadrado azul, isso foi nos anos 70. Apesar de sem jeito ele até que se saiu bem, disse, em uma tradução livre “Eu acho que você gosta de mim, mas também não é pra tanto!…” Esse episódio está no YouTube, sei lá até quando, mas está (procure por “wardrobe malfunction”).

– Bob Barker nunca usou microfone sem fio! Engraçado, né?… Mesmo em um futurista primeiro semestre de 2007, o microfone dele ainda tinha fio. Segundo um bate-bola no site da CBS, ele diz que os primeiros microfones “picavam” o som (que nem celular) quando ele andava, e ele andava pra caramba durante os programas, por isso ele manteve o microfone com fio. Ao contrário de Xuxa, que sofria pra caramba com os mesmos na Rede Manchete…

CHUVA… E NÃO DE PRÊMIOS
– Uma das maiores curiosidades de The Price is Right aconteceu já no século XXI, e depois do 11 de setembro. E aqui, uma homenagem aos profissionais da TV brasileira, que erram às vezes, mas não à esse ponto…
Um dos jogos mais tradicionais do programa, o Penny Ante, no ar desde 1979, onde a pessoa tinha que adivinhar preços de dois produtos com diferenças de centavos entre eles (errando, a pessoa perdia parte do prêmio – acho que SS já fez isso de alguma forma), foi aposentado às pressas em 2002 porquê o painel do jogo estava dando muitos defeitos. No painel, são quatro botões para cada produto, que acendem uma longa fileira de luzes em “L” até chegarem em um círculo, do qual uma placa cai, com os dizeres”sim” ou “não” para o preço (pelo que vi no YT, acho que o principal defeito estava nessa placa aí, provavelmente acionada por eletroímãs;)
O pessoal da CBS ficou de reformar o console do jogo, mas certo dia, deixaram ele do lado de fora do estúdio… resultado, o Penny Ante pegou uma chuva daquelas e ficou inutilizado! E o jogo, do qual as pessoas gostavam, acabou sendo aposentado. Nos anos seguintes até se falou em fazer outro console, já mais moderno, mas não deu em nada, e provavelmente esse será um dos fortes candidatos a, quem sabe, reestrearem no programa já na fase Drew Carey.

– Não sei desde quando, mas é claro que o Wheel of Fortune não fica com todas aquelas coisaradas que eles oferecem como prêmios, quando os caras não ganham. Tudo está à venda pelo site da CBS, não sei se á preço de mercado ou por um precinho camarada (afinal, dá pra considerar os produtos como “seminovos”!)

– Desde 1997, o painel de Wheel of Fortune deixou de ser feito com caixas de acrílico que acendem, e agora são vários monitores tácteis de LCD que, para revelarem as letras, é só a “telemoça” apertar neles. A propósito, desde 1983, é a mesma: Vanna White, que pelo visto deve ser tão famosa quanto os vários apresentadores que esse programa teve. Sílvio Santos, portanto, ainda segue a fórmula antiga do programa, por aqui ainda são caixas de acrílico, só mudou o tipo de letra nelas.
Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar.

(PS: O Faustão não fica atrás, pesquisem sobre Hollywood Squares. Ô loco, meu! Os desenhos animados “Tiny Toon” e “Alf” já parodiaram esse programa, e me deram um baita susto na época, até eu me dar conta de que o formato não seria invenção da Globo.)

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