TV Digital: E daí?…

A TV digital está chegando. Se bem que é capaz de Papai Noel chegar antes. Roll, roll, roll!
Os conversores continuam caríssimos, sem interatividade, mas com rec inhibit (quer apostar que vão largar esse sinal pra qualquer porcaria?). E onde ligar eles? Naquele “moderníssimo” TV de plasma de 2005 das Casas Bahia com apenas 480 linhas?…
Ou no meu Mitsubishi de 1987, com garantia até a copa de 1990, com gabinete de madeira? “Isso” é o televisor que eu tenho no quarto.
O pior é que eu tenho que engolir tudo o que eu pensei a respeito de uns parentes meus do Sul, que mantiveram o mesmo televisor Linytron durante mais de 30 anos. Em 1994 eles abriram uma locadora de cartuchos de videogame. Resultado? Ficaram sem televisor em casa, na cara dura! Aaaarghhhh (desculpem, mas como paulistano da gema, e que só conseguiu ter TV no quarto aos 19 anos – a Mitsubishi supracitada – isso eu não posso admitir…) Mas agora eles trocaram de televisor. É que eles estão de mudança para o Tocantins…

Mas talvez uma das opiniões mais curiosas e contundentes seja a deste texto aqui. O pior é que eu concordo com praticamente tudo, principalmente porquê eu assino TV a cabo há dez anos e nunca mais tive problema de canais que pegavam mal (o problema agora é com canais excessivamente comprimidos no satélite…) E com a TV digital, usada em um televisor padrão, vai continuar basicamente a mesma coisa, talvez mais ou menos como no horário político – alguém notou que em 2006 quase todos os partidos faziam as campanhas em 16×9?

EU NUNCA VI CORES ASSIM, PRINCIPALMENTE NA TV EUROPÉIA

Falando em televisores caríssimos, a campanha da Sony Bravia, que mostra um lugar sem graça sendo sacudido por explosões coloridas, foi uma das campanhas que mais me incomodaram até hoje. Só perde para os homens-golfinhos do Johnnie Walker, em 2002, ao som de uma musiquélia desgraçada estilo “caixinha de música do Resident Evil”. Por isso, ela já foi parodiada por mim – o negócio já está pronto, em breve deverá estar no YouTube, Dailymotion e Videolog.
O pior é que nem o site oficial consegue explicar direito o que esses televisores teriam de mais.

E essa campanha não incomodou só a mim, mas à Panasonic, que fez outra campanha muito parecida com a da Sony, também envolvendo tinta sendo jogada pra tudo quanto é lado, de uma linha de televisores chamada Viera – quase o sobrenome de uma galera aí.
Caramba, sou do tempo em que se jogasse guache – muito mais grosso – na parede, eu ficaria com as nádegas ardendo por 15 anos.

Bem menos abstrata que essas campanhas é uma campanha de uma tecnologia que infelizmente não está no Brasil. A Mitsubishi dos EUA está lançando televisores que, em vez de soltarem RGB, como todos os televisores coloridos até hoje, eles soltam RYGCBM, ou seja, vermelho, amarelo, verde, ciano, azul e cor-de-rosa, gerados diretamente na tela dos televisores. E porquê eu dei esse exemplo? Pra dizer que eu entendi tudo a respeito da Mitsubishi, e em inglês. Já a respeito da Bravia ou da Viera, talvez eu deva esperar uns 40 anos até cair o preço pra 100 reais, porquê até agora eu não entendi qual é a desses televisores. Chega de campanhas estilo “ligue pra Amil, 231-1000”, porquê, como diz o texto lá em cima, a revolução não está começando.

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