Arquivo da categoria: anos 80

Será que sou SÓ EU que vejo vídeos no site da RedeTV!?

O nosso télespéctador Hamilton diz que eu sou a única pessoa que ele conhece que assiste frequentemente a RedeTV!. Então, no site, deve ser mais ainda. Olha só o flagra: Um vídeo de Amaury Jr., datado de 1985, em preto e branco, que no YouTube poderia quem sabe ter no mínimo, algumas centenas de acessos (ou muito mais se tivesse um uploader conhecido, como o José M. Neto), teve, hoje, a sua SEGUNDA exibição para nós!
E, detalhe: se fosse via MofoTV, seria um original em VHS. Aí, nesse caso, é um original em U-Matic, que tem qualidade melhor (mesmo que as cores tenham se perdido). Amaury Jr., inclusive, usou os serviços da empresa Procimar para converter todo o seu arquivo de fitas U-Matic e possivelmente algumas Betacam em DVD.
Amaury Jr., com um flag desconhecido da TV Gazeta, entrevista João Dória Jr., o então governador José Maria Marin (falando sobre o avanço do hoje DEM em São Paulo), Marta Rocha, o casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricceli, Tavares de Miranda (que tinha um programa na TV Gazeta anos antes), Roberta Close, Goulart de Andrade, Walcyr Carrasco e Terezinha Sodré. Se alguém mais além de mim tem curiosidad, o link é esse aqui.  Na época, o programa se chamava Flash e tinha uma abertura até que bastante caprichada para os padrões da época. Talvez o máximo de sofisticação que havia era o insert – e um a cada 5 minutos. E nem sempre bem escolhido!… Mas, taí.
E detalhe, estamos falando de Amaury Jr, que faz um programa classe AAA Machado de Carvalho platinum plus, não de outros tipos de programas que passam na mesma emissora horas antes……

Ê, trem bão: TV Xuxa reúne integrantes do Trem da Alegria

Aposto que o nosso leitor Hamilton já sabia dessa. Atenção, meus contemporâneos: no próximo TV Xuxa, o reencontro dos ex-integrantes do Trem da Alegria. Vi através da Globo.com que Amanda já esteve nesse programa (ela cresceu e virou uma cantora of the caramba, deixando Xuxa meio desconcertada com seu talento), e agora é a vez de todos os outros. Não costumo ver esse programa, mas está aí a dica.
Xuxa é extremamente famosa, mas duvido que ela torne este post mais lido que o post do Zina, aí embaixo…

Fofão "encara" o Superpop e não faz feio! Um, que bonitim…

Não, não é Hélia Souza, a atleta brasileira do vôlei, e sim, seu muso inspirador, o personagem criado por Orival Pessini, que marcou presença no Superpop de ontem. E olha, ultimamente não é qualquer um que consegue me fazer assistir à esse programa. Curiosamente, no intervalo foi exibido um dos últimos trabalhos de Fofão, o comercial do Chevrolet Prisma, onde ele aparece no meio de uma multidão de personagens.

Ainda me lembro do assombro que foi em 1983, quando liguei a televisão e me deparei com aquele ser cabeçudo, que faz as bochechas de Quico serem normais! Na verdade, isso nunca mais aconteceria com nenhum personagem live-action que eu visse a partir dali na TV. (Tá bom, haveriam ainda o Ping-Pong, o Halleyfante e as Tartarugas Ninja…)

Apesar de falar sobre uma polêmica, da qual nunca havia ouvido falar antes, de que havia uma certa rivalidade entre os pais dos integrantes do Balão Mágico, o melhor do programa foi o esclarecimento, de uma vez por todas, sobre os bonecos Fofão e Fofãozinho, da Mimo.
O suporte de plástico, usado para firmar a cabeça do boneco, era confundido com uma vela ou com uma cruz invertida, por quem desmontava o coitádio. Como esse suporte não aparecia, era fabricado em plástico vermelho, preto, branco, enfim, em qualquer cor, só pela funcionalidade, acabava sendo confundido com essas coisas, assim como uma peça de plãstico que passa os fios dentro do farol de algumas motos da Honda.
Pessini argumenta que Fofão é um personagem brasileiro, cujo sucesso pode ter incomodado muitos rivais estrangeiros. (Na verdade, isso até me deu bastante esperança à respeito da Turma da Rosalyn…) Essa inveja poderia ter motivado esses boatos.

O que eu mais achei interessante é uma coisa que nem eu me dei conta na época: o Orival Pessini foi criativo pra caramba, inventando esse personagem e o universo que o cerca. Se não fosse para crianças, e se as crianças (como Simony Benelli, por exemplo) não tivessem aprovado o personagem, muito provavelmente ele seria criticado como muitas das grandes idéias que já foram feitas, como o cinema sonoro e-ou em cores, televisão em cores e computadores pessoais – todos foram cotados como mania passageira.

No Superpop apareceram imagens do Balão Mágico, de 1985 (pelo cenário, me lembro perfeitamente) que eu achei que nunca mais iria ver na vida. (Aliás, parece que curiosamente esse programa era feito em São Paulo! As cartas eram mandadas para a Praça Marechal Deodoro, em vez de algum endereço do Rio de Janeiro, como seria de agosto de 1986 em diante.) Fora o Fofolo, que apareceu em uma das imagens de arquivo, que é a fantasia live-action mais ingrata de todos os tempos. Imagine um “Fofão” anão, só que com nada além de cabelos. Pois é, rapaz. Esses seres seriam os animais de estimação fofolandeseses (e acho que nem o próprio Pessini se utilizou dessa palavra!)

Atualmente, Fofão aparece ao lado da Turma Dó-Ré-Mi, uma versão pós-Windows XP do Balão Mágico, que, se bem explorada, poderá até phazer sucesso, eu achei que esses aí também são bons! E dá-lhe Pessini!

Algumas curiosidades a respeito do personagem que não foram lembradas pelo Superpop:
– Fofão era capaz de fazer mágicas, dizendo “bllll bllll, tchum” (grafia oficial, retirada dos gibis). O efeito especial dessas mágicas na TV era a coisa mais singela que existe no mundo da edição televisiva, conhecida como corte. Você, hoje em dia, pode fazer isso em casa, apertando “rec-pause” no vídeocassete.
– Na época do Balão Mágico, Fofão era apaixonado pela Mulher-Aranha. Sei lá por quê, mas é (eu sou mais a Jennifer Banner).
– O TV Fofão foi exibido na Band em 1987 (não me lembro se chegou ao ano seguinte). Em 1997, Fofão ensaiou uma volta à TV com uma produção independente exibida pela CNT, e com a participação da hoje dubladora Eleonora Prado, com quem havia contracenado 10 anos antes na Band. Outros personagens, como o Sócrates (ex-Planeta dos Homens e Escolinha do Prof. Raimundo) faziam algumas pontas.
– O tópico sobre o personagem na Wikipédia está completamente zoado, acho que nem na Desciclopédia o personagem seria tão pouco levado à sério. Outro artigo diz que a roupa de Fofão teria sido confeccionada por Ney Galvão. PS: Who the heck is Rodrigo Moreira Malta?! (O tópico foi reparado. Aparentemente a história sobre Ney Galvão seria verdadeira.)
– Existem dois filmes com o personagem: Fofão,a Nave sem Rumo, lançado em VHS, e um outro, exibido em partes durante o programa TV Fofão, em 1987. Nesse média metragem sem som direto, o personagem era interpretado por dublês (porquê Fofão “contracenava” consigo próprio sem efeitos especiais!) e havia a participação de “sub-personagens” interpretados por Fofão. Não sei o que houve com esse aí, mas que está nos arquivos da Band, isso está.
– O Cazé tem parentesco com o Orival ou não?… [Edit: não]
– Adonde está usted, Halleyfante?…

Trashão Total no SBT. Moranguinho live-action!

Ontem, sábado, levantei as 7 da manhã por causa do frio – não fosse por isso eu acordaria normalmente as 11, como de costume, mas deixa pra lá…
O SBT geralmente faz um desagüe (se esse termo existir) de material desconhecido no horário do Sábado Animado. Programas que, mesmo novos e alguns até bem feitos, dão mostras de terem custado una micsaria – senão, não seriam exibidos sem a menor publicidade. Balto, um longa-metragem animado de primeiríssima qualidade que passou semana passada na Globo, já foi exibido pelo SBT, mas só quem soube disso foi quem se arriscou a ligar a TV no sábado de manhã. Já a Globo fez chamada e tudo o mais, e, claro, deve ter dado uma patcha duma audiência, porquê nos outros canais abertos só há programas de caráter religioso.

Mas o que eu queria dizer é que eu phlagrei na tela do SBT um programa extremamente estranho… uma versão live-action de… Strawberry Shortcake, mais conhecida por 51% da população brasileira como Moranguinho. Mais uma criação da empresa Those Characters from Cleveland, os mesmos produtores dos Ursinhos Carinhosos (não é a toa que eu defini que Rosalyn viveria nessa cidade!) que empentelhou os meninos de toda uma geração, durante os anos 80, ao lado de Meu Querido Pônei e a hoje esquecida Rainbow Brite.

Uma versão live-action desses personagens… dá pra imaginar? Pois é, eles fizeram. A versão é baseada em uma repaginação da personagem feita já no século XXI, onde ela aposenta aqueles vestidões de camponesa e passa a usar calça comprida. Todos usam chapelões meio exagerados, e Limãozinho (o garoto e, por conseguinte, pagador de mico da turma) tem um topete de dar inveja ao Tyson, do Beyblade. O cenário é totalmente ao estilo da série, e dá sinais de ter sido o ítem mais caro da mesma.
Mas o que surpreende é… a calidad do negócio. Totalmente feito em vídeo, ainda que digital, o resultado fica meio estranho, parece o programa Patatí e Patatá, que passa algumas horas mais tarde na TV Gazeta, com uma imagem ligeiramente melhor. Os videoclipes são feitos com um fundo verde mal recortado que mais lembra o jornalismo de alguma emissora pequena por aí. E as musiquitchas que eles cantam fazem as Chiquititas virarem Phil Collins, assisti todas no “Mute”. Intercalando com os quadros com atores, um desenho animado daqueles de dar urticária na Disney, que fica óbvio que eles usaram computador pra fazer aquilo (dá-lhe After Effects). Detalhe: a história do desenho animado é diferente da história do live-action, e as duas se intercalam. Legal pra dar um nó na cabeça da gurizada.

Enfim, um programa muito estranho. Mesmo dublado, parecia muito com algumas coisas que já foram feitas aqui no Brasil, por emissoras como a TV Cultura – ainda mais com algumas soluções que eles faziam, como usar câmera portátil em algumas cenas, uma iluminação um pouco mais colorida que o usual, etc.. E porquê eu prossegui assistindo, se não sou um crítico de televisão? É que eu queria saber quem era o responsável por aquele negócio que eu estava vendo.
E para a minha surpresa, os créditos estavam… em espanhol! O programa não era Mêide in Iuesêi! Que pena… Queria tanto ver arguma coisa assim, vinda de lá, para me consolar dos pseudo-programas de TV que eu gero com o meu trabalho. Não sei daonde, portanto, veio esse programa. Talvez pudesse ser mexicano, mas é muito improvável, a Televisa faz as produções deles de forma muito diferente do que nessa série, é muito mais maquiagem, pontos eletrônicos, etc. ) Entonces, aphinar, quem faz a série live-action de Moranguinho? Mais uma questão decisiva para o futuro da humanidade levantada por este humirde blog!!! Que já está ficando com uma fama meio esquisita, melhor eu pesquisar sobre vale-tudo e jiu-jitsu antes que a coisa comece a sair do controle.

E também, coitados de nóis. Parece que ninguém consegue inventar alguma coisa nova, como foram todos esses programas em sua própria época. Aqui no Brasil, talvez só Fofão vivesse em um mundo tão fantasioso quanto o destes personagens, a diferença é que ele não tem rejeição alguma do público masculino.

[EDIT: Este obscuro programa produzido em espanhol chegou a ter um site ophisial. http://www.sscworld.com, mas o domínio vagou e atualmente é ocupado por uma associação de colecionadores de figuras de ação da série Cavaleiros do Zodíaco. Esta versão de Moranguinho chegou a ter um espetáculo live-action teatral em Buenos Aires e São Paulo, em 2006, com um elenco diverso do da série, claro. Quanto a questão de criatividade oitentista, pensando nisso estou inventando a série Zicky Zira, que está sendo desenvolvida para o YouTube e seus concorrentes ou sucessores.]

Quem? Mas afinal, quem fez aqueles desenhos?!

Eu quero saber! EU QUERO SABER!!!É o seguinte. Quem lê este blog já sabe que a voz que dizia “Bom dia com Kellogg’s” no Xou da Xuxa era do cantor profissional americano (que sabia falar em espanhol, por isso a ausência de sotaque) Thurl Ravenscroft. Um mistério que foi resolvido depois de mais de 10 anos. Agora, com a sua ajuda, quero elucidar outro episódio que também marcou a minha vida.

Por volta de 1989 ou 1990, uma campanha da Estrela lançou uma série de jogos de tabuleiro. Não me lembro o nome de todos os produtos, mas entre eles estavam Roller Game, Garçom Equilibrista, Não Acorde o Dragão e um que envolvia tubarões. Na TV esses produtos era promovidos com paródias de músicas da época (o Garçom, por exemplo, tinha uma versão de Adocica, do Beto Barbosa.)

Na mídia impressa, essa campanha foi veiculada principalmente na quarta capa (atrás, pra quem não conhece os jargões publicitários) das revistas da Turma da Mõnica, na época já da Editora Globo. Muito bem. O caso é o seguinte.

Nessa campanha da mídia impressa, as embalagens dos tabuleiros eram acompanhadas de desenhos, representando os personagens principais dos jogos. E, caramba, esses desenhos foram os mais bem feitos que eu já vi na minha vida, ganhando até mesmo dos desenhos do Herbie BearClaw (animador de desenhos longa-metragem – uns famosos que tem por aí – que eu conheceria a partir de 2001) e empatando com os da Jen Seng, uma fantástica e desconhecida desenhista cujo trabalho eu conheceria no começo de 2004.
Tudo bem, esses desenhistas profissionais são anônimos que dão seu talento para marcas e produtos em geral – são os supra-dubladores, porquê pelo menos nome de dublador a gente fica sabendo, já o desses desenhistas, vaza só um ou dois sem querer.
Ao contrário dos desenhos do Herbie, que meio que me desestimularam, os desenhos dessa campanha foram um dos maiores estímulos para eu continuar desenhando de forma mais séria, na época eu tinha 13 anos.

Eu quero saber: Quem fez os desenhos dessa campanha da Estrela? É brasileiro, norte-americano, japonês? Ainda está na ativa? Não sou o “Linha Direta”, mas se você sabe alguma coisa, escreva pra mim [endereço atualizado!] e ajude-nos-lhes a resolver este mistério. Vamos descobrir, afinal de contas, quem é o melhor desenhista do Brasil!
Ah, e se ele estiver desempregado, pode ir me chamando de “boss”, meu philho: casa, comida, três milhão por mês fora o bafo!

[EDIT: Este post foi publicado em 2005, e em outro hospedador de blogs. Agora, final de agosto de 2009, ainda estamos sem resposta… Mas a resposta chegará algum dia, preferencialmente enquanto o referido profissional ainda estiver vivo!]