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Rápidas… (Tá, nem tanto)

Parece aquelas colunas de revistas de fofalhas da gentoca, mas este blog às vezes vira isso mesmo, entonce…

– Tem gente aqui e ali mostrando, por A+B que teremos que engolir Dado Dolalabalella pelos próximos meses ou anos na tela da Record. Amanda Ramalho, do Pânico, diz que Dado vende revista Caras muito mais do que Carlinhos ou Danni Carlos. Consulado do Uruguai, me espera que eu já vou aí…
– Aliás, até Carlinhos, que não é evangélico, cantou ao violão, no Geraldo Brasil, aquela música que o pessoal do Canal 21 vive cantando, aquela que começa assim: “Como Zaqueu, quero subir, o mais alto que eu puder…”. Régis Danese, o cantor original desse novo hit (parece até o Morango do Nordeste, que só o Michael não gravou…) apareceu recentemente no Raul Gil no Homenagem ao Artista – embora seja estranha uma homenagem dessas a um one-hit wonder.
– Estou trabalhando às pampas hoje, e não sei se já aconteceu, mas o fato é o seguinte. A mãe de Carlinhos, e ainda por cima, as mães de Dado Dolabella e Danni Carlos foram convidadas à passar pela… adivinha. Exatamente, a passarela da Record. Que ganhou inovações de alta tecnologia, agora as gaiolas são iluminadas por LEDs. Se elas aceitarem, vai ser um escâãããndalo, como diria aquele radialista carioca.
Xi, Marquinho. Notícia reproduzida pelo blog De Cara pra Lua mostra que uma empresa de telemarketing favoreceu “um dos candidatos” de O Impost (engole em seco) A Fazenda. Não é dito em qual votação nem qual seria o candidado, digo, candidato (cala-te, boca!). A Record está investigando o caso. Bem, o Senado dizia o mesmo, e vejam o que aconteceu…
– A Escolinha do Barulho poderá talvez ganhar alguns pontinhos entre a galera pré-adolescente. Lola Melnick, dançarina russa que foi entrevistada pelo Programa do Jô, fez teste para entrar no programa, e dizem que se saiu muito bem. Ela entraria no lugar de Adriana Bombom, segundo nos inphorma Flávio Ricco. E oláááááá, Enfelmeila!… Ou, melhor dizendo, Привет, сестричка!
– Essas frases curtas que pegam, como “Ronaldo!”, nestes meses agora tem a companhia de outra que permaneceu na boca do povo: “Toca Raul”, que acho que só o pessoal de gospel e música erudita nunca ouviu em shows. Aliás, Gospel é o nome de uma música de Raul Seixas, ressuscitada faz umas duas semanas com sua letra original, que foi censurada, pelo Fantástico.
– E na Folha impressa de hoje. A Record comprou os direitos do documentário do Channel Four britânico Brazil: Beyond the Citizen Kane, famoso por criticar a Rede Globo. Só que ela só vai exibir o material original captado pela equipe do programa, não as imagens da Globo que ilustram o original – embora estas tenham aparecido à granel faz tempo, já, em programas como aquele histórico 25a. hora de 1995. Na verdade, tem até vinhetas que os nossos manos do YouTube ainda não conheciam, mas é tudo da fase CGI antes da fase cromada, não sei se interessa muito… E uma curiosidade que surgiu agora: não havia nenhuma proibição da exibição de Beyond no Brasil! Essa eu não entendi.

O que eu não sabia é que em 2002, um canal católico francês fez um documentário à respeito (ou à desrespeito, como eles dirão) da IURD: L’Universelle: Une menace àu pays dus croyants. Além de pegar pesado à moda global, o documentário diz que 1000 pastores fizeram vasectomia por ordem de Mr. Maced. Então. Dizem – a Folha quase diz, mas não diz – que a Globo estaria interessada nesse documentário… Será?
[EDIT: Não – a Rede Globo tem uma cópia desse documentário, assim, por esporte, uma cópia amadora, mas não tem interesse em sua compra, segundo informa a Folha Online. Mas a Globo tentou comprar Beyond e foi aí que descobriu que os direitos haviam sido vendidos à Record.]

Aliás, foi bem esquisito ver Celso Freitas falando mal da Globo, e no YouTube, uma comparação  mostrava ele narrando a chamada de um Globo Repórter de 1990 falando sobre a IURD… e Marcos Hummel, no Repórter Record falando que a Globo escondia o movimento Diretas Já, quando ele mesmo apresentou a notícia da “festa de 450 anos de São Paulo” no Jornal Nacional (reprisada pelo próprio JN algumas vezes, inclusive para eles afirmarem o contrário).

– A propósito: o Jornal Nacional estreou em 1º de setembro de 1969. Daqui a duas semanas, ele fará 40 anos, e para a ocasião, o cenário vai mudar. A mudança está sendo mantida à sete Chaves (embora estes não trabalhem na Globo), para, principalmente, a emissora não ser copiada antes do tempo pela Record.
Vazou uma imagem, que parece ser uma computação gráfica – MAS ela pode vir a ser real, se esta imagem corresponder a um cenário virtual, recurso que já vem sendo usado ‘ao contrário’ no JN, com objetos virtuais que mostram os indicadores econômicos e parecem estar ao lado dos apresentadores.
Atrás dessa imagem, um conceito engavetado que estava em estudos para o Fantástico de 1994, que seria uma curvatura do planeta Terra que mudaria de cor conforme fosse dia ou noite (essa não está na Internet, eu vi no caderno de TV do Estadão na época), eles tentaram fazer isso de verdade e não conseguiram, mas pelo visto seria assim o novo cenário do JN. Vamos ver, se bem que “não ver” o Jornal Nacional neste país é um tanto difícil…

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Vocabulário. A gente vê por aqui.

Quando antigamente a criançada falava palavrão, as mães mandavam lavar a boca com sabão. Mas tem que ser um sabão com Q de qualidade!!Hoje, no horário nobre de la Red Guebo, me chamou a atenção que, em um total de três vezes, no Casseta & Planeta e no Toma Lá Dá Cá, foi mencionado aquele sinônimo popular de estrume, que o Pânico na TV chama de BOSQUE.

Talvez eles devam estar pensando que isso, pelo menos, a Record não pode fazer. Te cuida, South Park!…

Diga-me onde moras e eu te direi quem és…

Há algum tempo, como curiosidade, pesquisando aonde seria exatamente o Teatro Silvio Santos, o local onde o SBT fazia seus programas de auditório até a construção do Projeto Anhanguera, eu recorri ao Google Maps. Agora há pouco, enquanto escrevia sobre a fonte Rede Rounded, procurei pelo endereço da Rede Globo do Rio de Janeiro, antes de existir o Projac, e que hoje é a Central Globo de Jornalismo (além de o escritório do Hans Donner ser lá, até hoje. Vai que alguém lá tem um Letraset sobrando e… ram-ram, contenha-se, rapaz, vamos ao texto Falabella!). Fui no Google Maps, e, badabim, badaboom, bada-Beakman, tava lá.
[EDIT: Os links phornecidos não funcionam!! Entre com os nomes das ruas e cidades manualmente em http://maps.google.com.br. Desculpem a nossa Minnie Mouse!]

O curioso é saber quem são os grandes vizinhos de cada um deles.

O Teatro Silvio Santos (programas de Sílvio Santos, Gugu, Hebe, A Praça é Nossa) fica na Rua Azir Antônio Salton, na Vila Guilherme [mais precisamente na Av. General Ataliba Leonel, ponto final das paradas do Dia das Crianças.]
No Google Maps, vá em direção sudoeste, e mais ou menos a uns 500 metros está a Penitenciária do Carandiru! Hoje ela não existe mais, mas na época em que o Teatro Silvio Santos funcionou, ela estava lá, tocando o terror…
Os estúdios do SBT (telejornais, Programa Livre, programas sem auditório aparente) que viviam alagando, por outro lado, são quase vizinhos do Shopping Center Norte, ficam duas quadras atrás do Lar Center. Caramba, estou decepcionado, já estive tantas vezes lá perto… poderia ter visitado o Patrão, o Salcy Fufu ou o dublador do Chaves, que trabalhava lá. E não era por acaso, também, que eu me lembro do Bozo já ter ancorado uma das edições de seu programa a partir desse shopping. [EDIT: São 6 estúdios, totalizando 11 mil metros quadrados. Segundo Elmo Francfort, durante 23 anos, foram os maiores do Brasil, quando eram da TV Excelsior de São Paulo. Muito embora, parece que o Programa Livre era gravado em um local que não parecia ser um estúdio, eu me lembro de ver um corredor com muitas pessoas andando, por trás dos cenários do programa…]

Já a Central Globo de Jornalismo, onde antigamente eram gravadas também as novelas e todo o resto, fica na Rua Von Martius. Eu pensava que era no “bairro do Jardim Botânico”, mas não, fica na fuça do próprio! Não é a toa que tantos programas, cenas de novelas e videoclipes eram gravados lá, se bobear, aquele famoso corredor de palmeiras imperiais não fica nem a 200 metros da emissora. Um pouco menos e era só estender um cabo e ligar o cable comp* da CCU no máximo. [Aliás,  esse corredor acabou de aparecer no Casseta & Planeta.]
E nem precisa do número: a rua é curtinha, o que dá a impressão da empresa ocupar todo o quarteirão (ruas Quintas, Lopes Quintas e Visconde de Carandaí). De repente essas ruas também foram cenário de novelas, Trapalhões, e o caramba a [canal] quatro. A uns 500 metros de lá está a Lagoa Rodrigo de Freitas, de saudosa memória para o programa do Faustão. Imagino que cariocas caçadores de autógrafos conheçam esse lugar de cor e salteado…
Estou tentando localizar o Projac, mas era mais fácil no Google Earth do que no Maps. Não parece ser muito longe dali.

E se você é hipocondríaco, a TV Bandeirantes (Rua Radiantes, 13 – só pode ser particular, isso) é pertim, pertim do Hospital Albert Einstein, o melhor e mais avançado hospital do Brasil. Ah, se Mussum trabalhasse na Band… (tenho implicância com o Beneficência Portuguesa, meu pai, Mussum, Jorge Lafond e mais uns 2 artistas que entraram lá não saíram vivos… Mas uma curiosidade que me disseram é que eventualmente, pacientes poderiam ser abordados por um senhor perguntando se eles estavam sendo bem atendidos, e que este seria Antônio Ermírio de Moraes, presidente da R.B.S. Portuguesa de Beneficência.)

* Cable Comp. é abreviação de Cable Compensation, comando que fica na CCU, uma unidade que controla as câmeras do tipo EFP, isto é, aquelas que não gravam sozinhas, como as das novelas, programas de estúdio em geral, futebol, etc. Dependendo do comprimento do cabo, a qualidade da imagem pode ficar prejudicada, e esse comando aumenta a intensidade do sinal para cabos de 100 a 200 metros, dependendo do fabricante da câmera. Esse inconveniente não existe mais nas câmeras modernas, que tem cabos digitais de fibra óptica.

Ô da potrona, o Divino voltou!

Dedé Santana está de volta à Red Gluebo, onde phará parte da Turma do Didi.

Bem, buena suerte, porquê, Dedé, você vai precisar… Muitos comentários em sites como o Portal Imprensa (e eu só quero ver o que os nossos telespectouvintes vão achar) dão conta de que Dedé pode ter feito uma besteira, de que a Globo o teria contratado pensado em si própria, e não nele, uma vez que, no início, quando eram dadas condições adequadas para tanto, o programa Dedé e o Comando Maluco chegou a superar a Turma do Didi no Ibope. Esse programa, que de um sopro novo no humor, passou a ser o velho bafo de sempre, igual a todos os outros humorísticos tradicionais – com direito até à uma Neo-Escolinha do Barulho, com o tempo foi sophrendo um certo declínio e… infelizmente, como ando com muito trabalho, não pude conferir o que teria acontecido ao programa quando Beto Carrero mudou de andar.

O único coadjuvante “das antigas” nos programas de Renato Aragão é o ator Roberto Guilherme, vulgo Sgt. Pincel e Simão, o Fantasma Trapalhão. Além de um papel que ele quer esquecer, o de uma das “Didicas” (espécie de “paquitas do Didi”), ao lado de Terezinha Eliza.

Onde está você, Fátima Bernardes?… Cuidado com o jacaré!

No hospital, William, digo… Pois é. Entenda o que aconteceu  neste recado, no site do jornal O Globo, que a apresentadora manda à todas as mulheres. Ia dizer a “todos aqueles que tem seios”, mas, nem tudo que reluz é ouro, sacumé, já dizia Ronald Phenomenon, enfim, olha aí.

A propósito, ela ganhou novos colegas hoje: o Jacaré Banguela, a partir de hoje, passa a phuncionar dentro da Globo.com. O blog é criticado pelos merchandisings e por não criticar atitudes de outros blogueiros famosos, cujos sites, que remetem à culinária de certos países do Oriente, também estão na Globo.com. Mas, por outro lado, o Jacaré Banguela era um dos últimos sites a mencionar o inenarrável Jeremias (durante o famoso quadro “Os JBs da Semana”), como se nada tivesse acontecido, como se isso tivesse ocorrido na saudosa Web 1.0 de 15 anos atrás. Agora só nos restou aquele outro site, cujo nome preservarei das adv… digo, aves de rapina. Um abraço, do tamanho do Brasil!

Afinal, o que rola nos estúdios?…

Não sei se alguém tem esse tipo de curiosidade, mas aí vão alguns infográficos que mostram o que acontece nas emissoras de TV brasileiras que usam vários estúdios paralelamente, em vez de um só.
Nos Estados Unidos, o estúdio da CBS, em Hollywood, onde era gravado o clássico dos game shows “The Price is Right” era o Estúdio 33 ! Espero que seja nome fantasia, como o da discoteca Studio 57, senão, haja energia elétrica para tantos programas… (o Projac mesmo gasta uma energia desgraçada). Este foi rebatizado como Estúdio Bob Barker, em homenagem ao apresentador do programa, que se aposentou em julho de 2007.

Enquanto isso, mais ou menos na mesma época, novelas, festivais de música e até mesmo telejornais da Record eram feitos do mesmo lugar, o Teatro Record! Já imaginou, assistir um telejornal sentado em um auditório? Taí algo que eu gostaria de ver…

As informações sobre a Rede Globo são de uma matéria do Video Show e depoimentos ao site Memória Globo, as do SBT e da RedeTV!, muito menos precisas, foram colhidas através da mera observação da programação da emissora – principalmente no caso da RedeTV!. Clique nas imagens a seguir para ampliar.

REDETV! (Barueri e em breve Osasco)

João Kleber foi o meu principal “guia turístico” na RedeTV!. Graças às suas correrias pela emissora, durante os programas Canal Aberto e Tarde Quente, eu não me perderia mais se me largassem lá dentro… Do lado oposto aos estúdios, do outro lado do corredor, fica a redação do jornalismo e a parte administrativa da rede de tevê que mais Manchete no Brasil.
PS: O estúdio B da RedeTV! mostrou que era um legítimo estúdio de TV brasileiro e pegou fogo em 2002, durante as gravações do Interligado Games
Em setembro de 2009 esses estúdios foram pras cucuias e a emissora foi para Osasco. Infelizmente informações sobre os estúdios novos da RedeTV! são extremamente escassas – ao contrário do SBT eles nunca mostraram o corredor principal da emissora.
[Eles querem que eu faça eles provarem o próprio veneno do Impostor, por acaso?…]
O que se sabe é que são 7 estúdios, nomeados de A a G, sendo o maior o último deles, no qual a emissora pretende gravar teledramaturgia nacional na forma de seriados. Os estúdios foram inaugurados ainda em obras, alguns deles só seriam usados a partir de 2010, como os do Superpop e do Pânico na TV – provavelmente o estúdio A, não sabemos se os dois no mesmo.
Outra phamosa emissora fica nesse município da Grande São Paulo, e é o… ôoô…

SBT (Projeto Anhanguera, Carandiru e  Vila Guilherme)

O Projeto Anhanguera fica no km. 18 dessa rodovia, no município de Osasco. Talvez por isso a maioria das pegadinhas do Topa Tudo por Dinheiro eram gravadas nessa cidade…

As portas dos estúdios, com números inclinados, apareciam tanto quanto, digamos, Sílvio Santos, na programação da emissora. Bons tempos aqueles, felizmente bem documentados por mim.

Atualmente, a única atração que usa um pouco mais a infra-estrutura do SBT como se este estivesse em seus dias de glória é o Teleton. Segundo consta, 4 dos 8 estúdios não são utilizados por falta de funcionários, que foram sendo demitidos para cortes de custos, etc. e tal. O pior é que a receita macabra deu certo, já que o SBT tem uma audiência considerável sendo a emissora que menos exibe conteúdo nacional. Se eles puderem alugar algum deles pra Salt Cover, eu agradeço… (rererré)

Como são os estúdios da RedeTV! e do SBT[EDIT: Os estúdios 7 e 8 tradicionalmente eram das novelas do SBT, quando surgiu o Complexo Anhanguera. Aí, papo vai, papo vem, e o estúdio 7 chegou a ser usado pelo Topa Tudo por Dinheiro, e o 8 POSSIVELMENTE por programas sem auditório como “Meu Cunhado”. E em junho de 2008, o estúdio 6 do SBT foi esvaziado e agora são feitas novelas nele, além dos estúdios 7 e 8 – que realmente são maiores do que os demais. Obrigado, Flávio Ricco! Ratinho, heavy user do estúdio 6, voltaria ao ar, posteriormente, em outro estúdio, que não sabemos qual seria.]

A antiga sede do SBT, na Vila Guilherme, herdada da TV Excelsior, tinha 6 estúdios. Sinceridade: parecia até que tinha menos! Mas não era ruim, imagine 6 estúdios funcionando ao mesmo tempo nos anos 60… Nesse local, com o TJ Brasil, iniciava-se o conceito do jornal transmitido direto de sua própria redação. O Teatro Sílvio Santos, usado até 1995, não ficava na Vila Guilherme, mas no Carandiru (Rua Azir Antônio Salton, perto da Av. General Ataliba Leonel), e lá eram gravados aqueles programas que o meu pai “”””amava”””” de paixão, como o Viva a Noite… Provavelmente era essa rua Azir Antônio Salton que era bloqueada para realização de alguns quadros na externa, como o Sonho Maluco.

E uma curiosidade que eles nunca disseram é que o Teatro Silvio Santos ficava a duas quadras da antiga Penitenciária do Carandiru! (hoje, o Parque da Juventude). Se duvida, veja o mapa do Google Maps… Com uma pequena caminhada, também dava pra chegar de metrô pela estação homônima. Será que algum presidiário já foi lá tentar girar o pião da Casa Própria à balas?… E como será que ficou o clima por lá em 1992, então, com o massacre do Carandiru?… “Buito triste”, diria o futuro apresentador do Domingo Legal.

O motivo que fez o SBT sair dos locais onde estava eram as inundações na Vila Guilherme, que atingiam em cheio os estúdios, relativamente próximos à Marginal Tietê. O que forçava o SBT a criar inovações, como o único carro de reportagem náutico que se tem notícia: um bote, com logo do SBT e tudo. Em 1992 a emissora parou e noticiou o que estava acontecendo. Uma situação semelhante acometeu a TV Cultura – não sei se no mesmo dia, inclusive. Serginho Groisman fez um programa inteiro do “Matéria Prima” com uma vara de pescar no estúdio inundado.

GLOBO (Rio e São Paulo)

E agora, o Projac, construído em uma área onde a Globo já gravava algumas externas de suas novelas desde os anos 70, além de programas esquecidos como o game show Juba & Lula. Clique na imagem para ampliar, pellamordeDeus…

Durante a matéria do Vídeo Show, foi revelado que, estranhamente, o Vídeo Show era gravado no estúdio… C! Cercado por três estúdios de novelas! Por quê será? Eu desconfio que foi simplesmente por “razões históricas”. O Projac começou com apenas 3 estúdios (A, B e C). Segundo consta, houve uma transferência gradual dos estúdios alugados para o Projac. A primeira novela gravada lá foi uma das seis, História de Amor, que estreou em julho de 95, a primeira das 8 gravada lá foi Explode Coração, a partir de novembro de 1995, e só no ano seguinte as novelas das sete chegariam ao Projac, com Vira Lata.   O Estúdio C provavelmente foi o primeiro usado pela linha de shows (Ponto a Ponto, de 1996, já era gravado no Projac) e continuou assim até hoje, belo e pholgado, já que todo o resto dos humorísticos fica espremido no estúdio E. O mais curioso é que nenhum deles passa aperto em matéria de cenografia, principalmente o Casseta & Planeta.
[EDIT: O Vídeo Show, que em 2009 passou a  ser ao vivo, agora é no estúdio E.]

MÃNS, pode ser que foi e não seja mais.  Atualmente, há um tópico na Wikipédia que escreve o que sempre quisemos saber: o que é gravado em cada estúdio, com total precisão (acho que o tópico é atualizado por colegas do Bozó.) E segundo este tópico, o Video Show é gravado no famoso (por razões diversas) estúdio F.
Caramba, esse é o tipo da informação que deveria estar na Globo.com e não está! Ih, ó os caras, aí!

Não é raro a parte de fora dos estúdios da Globo virar cenário de programas. A entrada do estúdio D fez papel de “aeroporto” na novela América. E no Casseta & Planeta, várias cenas eram feitas na recepção, tanto do Projac, quanto antigamente, nos estúdios da RA Produções. Aliás, desconfio há muito tempo de uma rua, que só tem um muro de tijolos de concreto, que vive aparecendo no Casseta e nas novelas… Outro lugar que vira e mexe vira “fábrica” ou “laboratório secreto” é um lugar que concentra a parte hidráulica dos estúdios, cheio de canos, e que teve seu momento de glória ao fazer o papel de Propinoduto.

O Estúdio F para muitos é um lugar de triste memória, em 2001 ele pegou fogo durante as gravações do programa Xuxa Park. A apresentadora preferiu voltar a usar o Teatro Fênix. Só que, pelo que consta, em 2002 o local foi demolido e provavelmente, Xuxa já esteja de volta ao estúdio F há muito tempo com seus programas. Muito se fala em implicações místicas nesse incêndio, mas a causa dele provavelmente foram mesmo falhas na segurança (não existiam detectores de fumaça no estúdio) e cenário feito de materiais inflamáveis (uma matéria do Observatório da Imprensa diz que materiais semelhantes que não pegassem fogo custariam 10 vezes mais…)
Há alguns programas famosos que não são feitos em estúdio nenhum, como é o caso do BBB e do Mais Você, gravado nas chamadas “serras”, onde foi gravado o Sítio do Pica-Pau Amarelo dos anos 2000.

A empresa Tycoon, onde alguns importantes programas da Rede Globo já foram gravados, tem um site oficial.

O Teatro Fênix era possivelmente, um dos locais paralelos mais usados pela Rede Globo. DESCONFIO que fique na Av. Lineu de Paula Machado, a mais ou menos 1 km da sede do Jardim Botânico (que falaremos já já). Uma rua paralela à essa avenida é a famosa Rua Saturnino de Brito, muitos “baixinhos” cansaram de mandar cartas pra lá…
Nele eram gravados programas de auditório, como o Cassino do Chacrinha, Xou da Xuxa e o Domingão do Faustão, além de… programas SEM auditório, como Viva o Gordo e Os Trapalhões. Estes dois, inclusive, se utilizavam de um artifício: os cenários eram minimalistas e “imaginativos”, todas as ações se passavam em um fundo infinito branco, com poucos móveis e objetos  – há um quadro do Renato Aragão no qual o único objeto de cena é uma casca de banana. E o pior é que funcionava… Isso só mudaria a partir de 1986, quando provavelmente soltaram um pouco mais de verba para os Trapalhões.
Os quadros com auditório, mais frequentes a partir de 1988, eram gravados no mesmíssimo lugar. Os Trapalhões gostavam mais desses, eu pessoalmente, nunca curti muito, era “solto” demais pro meu gosto, parecia o Show do Tom. Mas vamos ao texto, Falabella! O Chico Anysio nunca passou por isso, os cenários eram de primeira, iguais aos das novelas, porquê era tudo gravado em outros lugares, como as produtoras Cinédia, Tycoon e Maragoa, esta última de propriedade dele. Só que esses quadros aí, eles não reprisam como fizeram com os Trapalhões, inphelizmente… Ainda compro o DVD da Globo Marcas.
O fundo infinito branco teve seu momento de estrelato absoluto na abertura do programa Praça da Alegria, de 1977, que pode ser vista seguramente no site Memória Globo.

O Projac sucedeu os estúdios da antiga sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, que hoje em dia são ocupados pelo jornalismo da Rede Globo.
É lá mesmo: o local, um quarteirão inteiro na Rua Von Martius, fica a uns 500 metros do famoso corredor de palmeiras imperiais do Jardim Botânico, que já apareceu em trocentas novelas, videoclipes e especiais.
Segundo depoimento de Daniel Filho ao projeto Memória Globo, eram 4 estúdios de A a D, mas nomeados curiosamente fora de ordem: A-C-D-B, sendo o D o maior de todos, o que me leva a crer que é nesse estúdio onde hoje se localiza o Jornal Nacional.  Em 1996, a redação foi pra lá, e em 2001, o próprio telejornal foi pra lá.
Ao contrário do SBT, que tem um corredor interligando os estúdios, na Globo eles se encontravam em uma espécie de pátio, onde todos se cruzavam, atores, jornalistas, apresentadores, etc. e tal. Devia ser bacana… Falando nele, um raro programa que foi gravado na própria sede da Globo foi o Armação Ilimitada.

Uma curiositê, por falar em Jornal Nacional. O programa Esporte Espetacular, quando ainda tinha Fernando Vannucci, era gravado no mesmíssimo estúdio do Jornal Nacional. E eles nem tiravam o JN do fundo, só colocavam um tapume verde! Provavelmente, era de lá também que entrava Maria Paula, nas pesquisas via telefone do Casseta & Planeta feitas por volta de 2001, que eram apresentadas ao vivo, sendo que na época o Projac não estava preparado para isso (e o GC era o mesmo do Jornal Nacional…)
Outra: Muitos programas de humor mostram os apresentadores de telejornal como uns sujeitos “malucos”, que vestem terno e gravata e nas pernas, bermudão e tênis… Foi exatamente assim que uma equipe do Estadão phlagrou Cid Moreira e Sérgio Chapelin na bancada do JN, em 1992. É o calooorr… Mas me parece que, com a evolução da tecnologia das câmeras, que se tornaram mais sensíveis e que não precisam mais de tanta iluminação, parece que William Bonner, Fátima Bernardes e a galera atual não precisam mais fazer isso. (É ou não é? Se alguém puder me dizer, eu agradecço. MÃNS eu me lembro que, em 1984 ou 1985, o Jornal Hoje tinha uma mesa com um vidro fumê na frente, e aí as apresentadoras (Leda Nagle e Leila Cordeiro) tinham que se vestir como manda o figurino, pois as pernas apareciam. E essa mesa durou pouco, a propósito…)

No Jardim Botânico, um outro lugar que Daniel Filho e outros chamam de “terraço” também era usado em externas de novelas, esse local era possível de ser visto pelos vizinhos da emissora, muitos assistiam de camarote gravações de novelas feitas lá. Em breve esse lugar vai ser lar do “estúdio de vidro” do RJTV.
Outras gravações externas (daquelas sem muito compromisso, como as dos Trapalhões) eram feitas em ruas próximas ou na “rua de trás”, a Visconde de Carandaí. Um incêndio na Rede Globo, na década de 60, faz o JN ser transmitido a partir de outro lugar, que é o nosso próximo tópico…

REDE GLOBO, SÃO PAULO! ASSISTA AGORA… (digo…)

Em São Paulo, que me conste, na Praça Marechal Deodoro, a Rede Globo tinha meros 2 estúdios, nos quais foram feitos arguns programas de relativa importância, como Balão Mágico, TV Mulher e Globo Rural… (A turma do Balão já esteve presente ao TV Mulher uma vez, eu me lembro!) Eu imagino que foi o Balão e o TV Mulher – programas que já ocuparam umas 6 horas de programação – que possibilitaram a gravação de Armação Ilimitada nos estúdios do Jardim Botânico.
O SPTV só usava uma única câmera (Bóris: “Isto é uma vergonha!”). Mas pelo menos eu descobriria depois que o RJTV também era assim. Na verdade, o avô de ambos, também: o JS – Jornal das Sete. (Eu me lembrava vagamente de ter visto um “J-Outra Coisa” na Globo antigamente, e só o Memória Globo me tirou essa dúvida.)
[EDIT: No começo dos anos 70, esta emissora também produziu a série infantil Linguinha vs. Mister Yes, com Chico Anysio.]

Em São Paulo eles faziam como na Band, dividindo o estúdio por sets de gravação. Quando um integrante do Balão Mágico fez aniversário, em 1984, a equipe preparou uma surpresa, e foram mostradas pessoas entrando no cenário pelo ângulo oposto, mostrando o que ficaria na frente da turma do “Balão”, o cenário do programa Show dos Shows, que só eu e o Memória Globo nos lembramos que existe. Esse programa era apresentado por Marília Gabriela, tirando cada vez mais peso das costas da Globo-RJ.)
Pra manter a tradição, um dos estúdios da Marchal Deodoro pegou fuego em 1992, não me lembro como o São Paulo Já (extinto telejornal que entrou no lugar do Hoje) se virou na época.
A partir de 1993, o Jornal da Globo, com Lilian Witte Fibe, passa a ser feito em São Paulo, em um antigo teatro na região da Marechal Deodoro (seria o tal do “Teatro Globo”, onde gravavam a fase do TV Mulher com auditório?…).
Em 1997, um raro desvio de função: Tiririca entra ao vivo no Domingão do Faustão a partir do cenário minimalista do Globo Comunidade. Na verdade, sem as cadeiras, foi difícil de reconhecer… Pelo menos o pessoal improvisou legal uma iluminação de show no cenário do programa jornalístico.
Em 1999 a emissora muda-se para o bairro do Brooklin, para um prédio especialmente construído para ela. Atualmente são 3 estúdios de última geração, mais a redação, onde é feito o Jornal Hoje e o Jornal da Globo, e o estúdio de vidro do SPTV, no Edifício Evandro Carlos de Andrade, que se comunica com o switcher através de fibra óptica. O estúdio 3 tem auditório e é usado pelo Faustão (quando é gravado na gloriosa, superrr terra natal, meu) e pelo Jô Soares, além de debates políticos de São Paulo, que são transmitidos para a Globo Internacional, para chiadeira generalizada dos brasileiros ao redor do mundo.
Há MUITOS anos a Rede Globo pensa em fazer um núcleo de novelas at the Garoa’s land, o que facilitaria para muitos atores, que não precisariam morar na ponte aérea, mas até agora, o que existe são novelas cuja história se passa em São Paulo, e só. Me lembro que a novela das sete “O Mapa da Mina” (1994) teve uma chamada feita pela Globo SP só pra dizer isso! Mas recentemente o especial Aline foi feito pelo pessoal do Channel Five (em São Paulo a Globo é o canal 5). Inclusive, o prédio onde mora a personagem eu passo por ele quando vou pro trabalho…

Os estúdios da Marechal Deodoro foram comprados pelo Ratinho para fazer um programa musical em 2000, que não deu lá muito certo, depois pelos pastores Fausto Rocha (ex-apresentador do SBT e, quem diria, dublador de Billy Graham no programa “Minha Esperança Brasil”) e o saudoso Ielon Nascimento, com o projeto da TV Palavra (conheço esse projeto mais de perto porquê eu procurava emprego por lá), esta por sua vez foi comprada por Netinho di Paula, virando a nova sede da TV da Gente, e enfim, sei lá o que está rolando na Marechal atualmente.
A versão “ôrra meu” da Globo, que era um “patinho feio”, hoje é um cisne: além de ser a filial que dá mais lucro (se bem que com esse último BBB equilibraram-se um pouco as coisas) , é a co-geradora da emissora. Programas que você nem imagina já são gerados de São Paulo (e não do Rio) para todo o Brasil, como sessões de filmes. É possível identificar isso porquê o símbolo em alto-relevo usado pela Globo São Paulo é diferente do usado no Rio , como explicamos em um post do nosso blog principal, que falta eu achar. Com isso (QUATRO masters, dois em SP, dois no Rio), é muito provável que o cargo de operador de controle mestre já não seja tão estressante quanto antes, sendo o único stress saber quando que cada um vai assumir a programação.
Senão eles dão uma de RBS TV e já viu (em Porto Alegre, nos anos 80, eu juro pra vocês, a RBS saía do ar DE DIA, durante cerca de 10 segundos, para “troca de transmissor”…)

BAND

Na Band, nem precisa de infográfico: se tiver auditório com cadeiras, batata, é no estúdio 1 (CQC, Raul Gil, debates políticos, Bronco…). E se tiver auditório de arquibancadas ou não tiver, é um set de gravação no estúdio 2 (Atualíssima, Márcia…). O jornalismo usa espaços construídos especialmente para isso, se bem que eu desconfio que no estúdio 2 também esteja o Brasil Urgente, atualmente. Aliás, o que deve ter de edículas nessa Band não está no gibi.
Mas antigamente, dois programas de grande importância não eram gravados no Morumbi: a Buzina do Chacrinha era gravada no Teatro Bandeirantes, nos anos 80 o segundo maior da cidade, com 1000 lugares (hoje um mega-templo da Universal, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio), e o Perdidos na Noite era gravado no Teatro Záccaro, que depois dos espetáculos de longuíssimas temporadas Com a Corda Toda de Ary Toledo, Trair e Coçar é só começar (com Denise Fraga) e o musical Rent, virou igreja, ensaiou uma volta, virou igreja de novo e hoje está à las muescas. Aliás, o falecido maestro Záccaro afirma que Faustão e sua trupe zoavam legal com seu teatro, chegaram até a pôr um elefante no palco… Alô YouTubers do meu Brasil, como é que é?…

RECORD (Av. Miruna e Barra Funda)

Na TV Record, todos falam “Ah, o teatro Record…” Mas infelizmente eu nasci muito tempo depois, em 1976, e na minha época a emissora ficava na Avenida Miruna, próximo ao Aeroporto de Congonhas. Em 1998 eu estive lá, por acaso, e vi Marcelo Costa saindo da gravação de seu programa sertanejo. Havia um determinado estúdio, não me lembro qual (acho que era o 2) onde as gravações eram paradas a cada aterrisagem de avião, que passava exatamente em cima deles. Já nessa época, a Record estava dividida entre lá, onde nasceu e cresceu com a IURD, e a nova-velha sede, na Rua da Várzea, comprada da TV Jovem Pan. Eu acho que o CONTRU deve ter tido muito trabalho com esse lugar, porquê de um ou dois estúdios da JP, viraram ONZE estúdios, nem todos muito espaçosos, como se nota pelos cenários “aconchegantes” de alguns programas. Ratinho chegou a fazer um programa dominical nos antigos estúdios da Record. Mas o tempo passa, e estes, amigo ouvinte, não existem mais, viraram estúdios das redes Mulher e Família, além da programação própria da Igreja Universal, e essas emissoras, por sua vez, foram extintas.
Em 1992, foi a TV Jovem Pan que fez a geração de imagens do carnaval de São Paulo para a Rede Globo. As câmeras deles (e todo o resto dos equipamentos) eram mais modernas que as da Globo, na época, acreditem se quiser.

Em 2005, a Record compra de Renato Aragão os estúdios da RA Produções. Que tem história: filmes do comediante, o programa Os Trapalhões em sua última temporada (1993), o Casseta & Planeta da mesma época e a TV Pirata foram gravados lá. E dos clássicos três estúdios – que antes do Projac existir eram os melhores da América Latina – agora são 10 estúdios (A-J). O RecNov ganhou um apelido um tanto malvado: Projeca, por ser bem menor que o complexo de estúdios que o “inspirou”, mas por outro lado, existem uns lances bem escabrosos, como de que haveriam câmeras escondidas nas áreas técnicas, vigiando os movimentos e, pasmem, as opiniões pessoais dos funcionários! Peraí, mas o “Big Brother” não era na Globo?!…
[EDIT: Li isto na Folha de São Paulo, acusada pela Record de denegrir a imagem da emissora com notícias como esta e outras. Espero, do fundo do meu coração, que não seja verdade. Alô Anistia Internacional e OIT, que tal dar uma passadinha no RecNov?…]

CULTURA

Em uma visita à TV Cultura, em 2000, o meu irmão constatou que são cinco estúdios, de A a F. Não tenho maiores detalhes, mas uma curiosidade estranha é que o “Cocorícó”, quem diria, era gravado no maior deles, e outro programa com aparentes maiores necessidades, um curso de alemão, no menor. Um programa educativo que marcou uma geração, Catavento, com o futuro talento Luís Mello e o futuro dublador Tatá Guarnieri, era gravado simplesmente nos jardins da Fundação Padre Anchieta e em algumas salas que, pelo que eu me lembre, sequer lembravam estúdios. E pensa que a criançada ligava pra isso?… A TV Cultura também usa o Teatro Franco Zampari, na Av. Tiradentes, que já foi extremamente movimentado (em 1988 teve 5 programas diferentes além do Bambalalão), e hoje sedia o “Viola, minha Viola”. Esse, acho que é um dos poucos teatros usados por emissoras de TV que vai bem, obrigado, tendo uma existência bem tranquila, sem nenhum desastre no currículo. Mas tá feím, feím… precisando de uma reformazinha na fachada.

MANCHETE

Na TV Manchete, as novelas eram gravadas no Complexo de Água Grande, com cinco estúdios, incluindo aquele que foi o maior da América Latina, com 1960m². Atualmente o local é um hipermercado. O resto eram em estúdios localizados no próprio edifício-sede da emissora, na Rua do Russell, por isso os estúdios do jornalismo da Manchete serem um tanto “atarracados” – mais até que os do SBT de agora!…  Esse prédio atualmente é de uma faculdade particular.

NGT

A desconhecida e pouco assistida NGT, pertencente a uma associação católica, tem 6 estúdios – e bem grandinhos, para os programas que eles phazem. Até há algum tempo eles ainda ofereciam serviço de aluguel de estúdios, não vejo mais nada a respeito no site. O pessoal, então, deve estar cheio de idéias… O que não impede que a NGT esteja ausente das principais operadoras de TV a cabo, onde estão emissoras com qualidade técnica inferior, vai entender esse pessoal…

ALLTV

E os únicos estúdios de verdade que eu conheci, estando lá porquê me chamaram para tanto, foram os da AllTV, emissora via Internet criada em 2002 pelos jornalistas Alberto Luchetti e Marcos Barrero. Oficialmente, a emissora, instalada em um sobrado, como tantos que há na região, só que com uma fachada bacanex,  tem dois estúdios, com um curioso desequilíbrio: o estúdio A tem imagem melhor e o estúdio B tem som melhor (bem, isso até 2004, quando assisti eles pela última vez na TV a cabo).
Mas, com a exceção dos banheiros, qualquer ambiente da casa onde a AllTV está instalada pode ser usado para gravar programas – bem, gravar no “padrão Salt Cover de qualidade”, com câmeras handycam, mas seja como for, é muito melhor do que o meu quarto, que não tem Sonex na parede.
Todas as salas e áreas comuns tem a mesma iluminação de lâmpadas fluorescentes que há nos  estúdios (mais ou menos como na casa do BBB). Uma cozinha onde são (ou eram, sei lá) gravados programas de culinária é uma cozinha real, usada pelos funcionários da emissora – bem mais realista que a cozinha da Ofélia… Naquela ocasião eu falei sobre Chaves e Chapolin, para um programa apresentado pelo então desconhecido Rafinha Bastos. A AllTV pode ser considerada uma “highlander”, muitas de suas concorrentes no setor já fecharam as portas. Se você ficou com vontade de assistir: http://www.alltv.com.br. Uma curiosidade: mesmo com equipamentos extremamente modestos, hoje em dia a imagem da emissora já é em 16:9, o padrão usado pela TV digital.

Este é o meu blog de menor audiência na WordPress, portanto é altamente improvável que eu receba correções de funcionários das redes envolvidas, mas se este for o seu caso, comente este post !! Afinal, no que depender da segurança das emissoras, nenhum de nós vai conhecer esses lugares mesmo…
A propósito: se você quer fazer um negócio e ganhar dinheiro, idéia grátis: que tal um lugar com diversos cenários de vários gêneros onde as pessoas pudessem tirar fotos e/ou fazer gravações de vídeo amador?… Fikdik.

Estúdio de vidro do SPTV já está no ar

Só que com alguns efeitos colaterais: o televisor pelo qual entram repórteres e links parece fraco demais comparado com o ambiente ao redor. E só quero ver como o SPTV segunda edição vai ficar com aquelas famosas chuvas que fazem a alegria dos prefeitos de São Paulo há uns 10 anos…

UMA BREVE HISTÓRIA DO “CHANNEL FIVE”

A Rede Globo São Paulo já foi um “patinho feio” da emissora, mesmo sendo a primeira filial a ser inaugurada (em 1966) e mesmo partindo de lá programas importantes, como Globo Rural e Balão Mágico (o endereço para mandar as cartas era de São Paulo!) na apertadíssima sede da TV Paulista, na Praça Marechal Deodoro. [EDIT: O TV Mulher, programa diário, bem assistido, de boa qualidade e que deixou saudades, também era feito em São Paulo.]
O imóvel seria usado por mais três empresas, depois, que eu saiba: uma produtora independente do Ratinho (a sacanagem é que eles só conseguiram gravar dois programas), o canal evangélico TV Palavra e a TV da Gente, de Netinho di Paula. Atualmente, sei lá como é que anda o negócio… só sei que nas raras vezes que a gente passava por cima do Elevado Costa e Silva e chegava na altura da praça Marechal Deodoro eu me perguntava: “Caramba, mas a Rede Globo fica , nesse sobrado caindo aos pedaços?…” A redação de jornalismo da emissora ficava em uma sala do tamanho de… hã… um cenário de programa sem auditório da Band! Sentiu o drama?
Mas o patinho feio começou a virar cisne quando o Jornal da Globo, com Lilian Witte Fibe, foi transferido para o Channel Five, em 1993, com tudo o que tinha direito, inclusive um “estúdio” só pra ele, que era em um ex-teatro próximo.
Em 1999 a emissora foi para o local atual, na Avenida Dr. Chucri Zaidan, esquina com a hoje Avenida Roberto Marinho, e hoje em dia a situação é muito diferente: 53% do faturamento da Rede Globo inteira vem de São Paulo, no qual pagam os maiores anunciantes, e o que tem até um efeito colateral, o de fazer, de quando em vez, as novelas da emissora serem passadas na cidade. E atualmente, além do Globo Rural, o Brasil inteiro assiste aos programas Altas Horas, Ação, Programa do Jô, desde 2001 o Jornal Hoje, e às vezes, o Domingão do Faustão.
Muitos dizem que Roberto Marinho falsificou os documentos para a compra da emissora (segundo estes, todos os documentos parecem partir de uma só máquina de escrever, e as partes envolvidas tinham CPFs, que na época em que foi feito o negócio, ainda não existiam no Brasil), e que, se isso fosse comprovado pela Justiça, a emissora voltaria para os descendentes dos proprietários antigos! Será que isso acontece?…