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Acabou! E não é penta…

Chega ao fim no Brasil um dos carros-chefes da Nickelodeon. Desde a última segunda feira, o canal não exibe mais o seriado Rugrats – muito embora seu site dê o horário como 7:30 da manhã. No lugar de Rugrats e do desenho seguinte, o canal agora exibe dois (eu disse dois!) episódios de Dora, a Exploradora. Ou o segundo é da série gêmea, “Go, Diego, Go!” (uma série mais talhada para fãs de Maradona, já que Diego fala em espanhol, com dublagem e tudo – pra ensinar o idioma, mesmo.)
Rugrats eu assistia, mesmo sendo contemporâneo do Fiat 147. Já Dora, aí sim, estou velho demais pra essas coisas. Uma pena: essa série também passa na TV aberta (na RedeTV!, no mesmo horário) e não merecia tanto destaque assim. Mais um capítulo da briga entre TV aberta e TV à cabo – o SBT simplesmente “copiava a pauta” da Fox quando exibia os Simpsons, e escolhia sempre o mesmo episódio mostrado na TV a cabo.
O pior é que desse jeito é ruim dos Rugrats voltarem em outro horário. 7h30 é o início do bloco Nick Jr., de produções estritamente infantis. E a madrugada foi entregue aos seriados da Nick at Nite, onde está outro queridinho dos programadores de televisão, o Alf. É a Nickelodeon descendo a ladeira junto com o SBT, ôeee!
Mas o pior é isso, mostrar no site uma grade de programação que simplesmente não existe. Antes de sair do ar, Rugrats entrava as 7h.

A série já foi o “Chaves” da Nick. Por volta de agosto deste ano, o canal já chegou a exibir dois episódios por dia… Inclusive, considero este canal o mais próximo de algum dia chegar a exibir Chaves na TV a cabo, já que ele exibe séries similares – latino-americanas e em vídeo – como 31 Minutos e Skimo.

Especial: O Brasil ainda está para descobrir os Rugrats

Antes de mais nada, veja os tópicos dos vídeos do YouTube na *coluna do ladooo* (voz da zebrinha do Phantástico). E clique em alguns dos infográficos para ampliá-los.

Neste dia dellas crianças, quero relembrar neste blog uma grande série de desenho animado. Uma série que estive redescobrindo nos últimos 6 meses: Rugrats, ou “Os Anjinhos”.
Começou a ser exibido na TV Cultura, em 1995. Después, outros episódios passariam no SBT, onde a série foi totalmente sub-aproveitada e saiu do ar em 2001 – para nunca mais voltar.
Uma tremenda injustiça com um seriado que foi contemporâneo de Tiny Toon e Simpsons, atravessou a década e, não fosse o fato de ter parado entre 1994 e 1996, seria uma série com tanta longevidade quanto Simpsons e Scooby-Doo (e com muitas vantagens sobre este último!!!)
Aparentemente a TV Cultura só exibiu o primeiro ano, as demais temporadas são bem mais comerciais e fogem totalmente ao padrão da TV Cultura.

A série tem duas fases: 1990 a 1993 (curiosamente até agora não vi episódios de 1990) e 1997-2002. Criação de Arlene Klasky e Gabor Csupo, a série foi criada por eles, que faziam serviço de animação para terceiros, a pedido da Nickelodeon. Rugrats mostra o mundo pelo ponto de vista dos bebês… mas não apenas isso: também mostra que os adultos que os cercam as vezes conseguem ser tão aloprados quanto eles. Esse é um dos diferenciais que fazem de Rugrats o sucesso que foi em mais de 150 países – inphelizmente, não tanto no Brasil.

(Não, eles não são ETs, a propósito: Arlene Clasky é norte-americana e Gabor Csupo é húngaro. Aliás, obrigado ao animador Rudolph Carrera, pelo toque da outra vez, valeu!)

A série tem um quê de novela: muitos personagens que você demora pra descobrir o que eles estão fazendo lá. Demorei pra entender que o pai de Chuckie é viúvo, e que Lou é pai do Stu e do Drew, não da Didi. Etc, etc… Algumas passagens são um tanto tristes – muito mais do que o normal em séries norte-americanas.
E o principal: Rugrats é talvez a única série ocidental na qual, quando uma coisa acontece, ela perdura pelos capítulos seguintes! Um exeplo é o nascimento de Dil (é apelido ou o quê?!), o segundo filho de Didi Pickles. Didi se revela grávida em um episódio, e daí em diante, Tommy aparece cuidando e “aturando” de Dil com um amor um tanto incomum para irmãos mais velhos, mas tudo bem (o cara é um malinha sem alça, vive tacando coisas na cabeça do pessoal).

O melhor de Rugrats é não cair na tecla fácil e manjadíssima por outras séries e HQs de que “a imaginação resolve todos os problemas”. Na verdade, são raras as vezes que os Rugrats viajam na maionese. Na maioria das vezes, eles lidam com seus problemas na vida real mesmo!! Sem falar que a série conseguiu uma façanha, de criar adultos que, na maioria das vezes, também são personagens tão carismáticos quanto os protagonistas. Talvez somente nos Simpsons isso aconteça da mesma forma – a propósito, os estúdios Klasky-Csupo também já animaram episódios dos Simpsons.

Um “rugrat” é uma criança tal qual as protagonistas da série, que já anda, mas ainda não sabe falar. Até o final da série, em 2003, somente um deles, Chuckie, começaria a balbuciar palavras inteligíveis (ele já consegue dizer “não”, vejam vocês…)
Muito embora, até os fãs reconhecem que os personagens parecem ter no mínimo o dobro da idade que possuem.
Os quatro ou cinco protagonistas da série, dependendo da temporada, são empesteados e pentelhados por Angélica Pickles, de 3 anos, que já sabe falar com os adultos, mas principalmente, entende o que os mais novos dizem. Angélica é o “Tripa Seca” de Rugrats: muitos assistem a série talvez só por causa dela (algumas comunidades no Orkut são dedicadas à sua phigura – muito embora ela esteja no “Top 10” da revista Mundo Estranho dos personagens mais chatos dos desenhos animados). Com suas mentiras e exageros, já levou Chuckie às lágrimas mais de uma vez!

Aliás, Thalía, nas novelas e na vida real, perde para Chuckie, um dos personagens que mais sofreram na história da animação. Fora ser zoado por Angélica, Chuckie sente um pouco de falta de atenção do pai quando ele passa a morar com a francesa Kira e sua meia-irmã Kimi. Uma situação que demoraria ALGUNS EPISÓDIOS para ser revertida… É mole? É mole, mas essa Chuckie teve que engolir. Depois dessa, aposto que Glória Perez, Gilberto Braga e outros colegas deles vão começar a assistir a Nick as 7 da manhã…

O primeiro dos 3 longas da série é a única produção não feita pela Disney entre as animações mais vistas de todos os tempos. Aêêê!!

A série foi dublada de ponta a ponta pela Álamo, com algumas curiosidades. Os protagonistas falam errado como as crianças brasileiras, eles dizem “mais melhor”, entre outros vocábulos que só os pequenos phalam. Charlotte, mãe de Angélica, foi dublada em dois episódios (até agora, que eu tenha visto) por Martha Volpiani, a Dona Florinda de “Chaves”. E assim como esta, Rugrats parece ter vários “lotes” de episódios dublados. Mesmo porque o SBT deve ter exibido uns 20% da série apenas, o grosso dela passa na Nick.
Algumas vozes mudam. Chuckie fala com o nariz entupido em alguns episódios, em outros não (não sabemos se houve alguma alteração no decorrer da série), Lil tinha uma voz bem mais grave no começo do que no final da série, quando é dublada pela mesma que é a esquila Sandy em “Bob Esponja”. Mas o mais curioso é que em alguns episódios, Betty, a mãe dos gêmeos, tem sotaque carioca – algo raríssimo em dublagem paulista, meu…

E um nó na cabeça: Angélica PICKLES é dublada por Marli Bortoletto, que é a mesma voz da Mônica, do Maurício de Sousa. Mãns, por sua vez, Kimi é dublada por Angélica SANTOS, que por conseguinte é a voz do Cebolinha. Ainda bem que eles dublam um de cada vez, senão poderia dar uma certa confusão…

(Ah sim, duas curiosidades sobre a dublagem. Tatá Guarnieri, o Chas, nos primeiros episódios é a voz do Stu. Second… E em pelo menos três episódios há piadas intraduzíveis com o nome de Dil – parece que existe uma planta nos EUA, usada como tempero, que também se chama Dil, o que acaba confundindo os protagonistas. Infelizmente, acho que essa, nem Marcelo Gastaldi daria jeito…)

Rugrats, com tudo isso, no entanto, faz muito mais sucesso nos EUA do que fez por aqui. O pouco sucesso da série no Brasil se reflete nas ações de merchandising: nos raros produtos da série, os únicos personagens que aparecem são Angélica (talvez tomando carona na atual senhora Ksyvickis Huck) e sua rival Susie. And olhe lá. (parece que tem uma marca de iogurte que tem só a Susie na embalagem, atualmente.)
Bonecos, somente importados (e, sinceridad, pelas fotos que eu vi por aí, eles mereciam uns bonequins melhores…) Muito embora a discussão sobre isso faça parte da própria série, com os subpersonagens Reptar, Ursinhos Dummi e Cíntia, idolatrados pelas crianças da mesma.

Atualmente, somente a Nickelodeon exibe a série, de segunda a sexta e aos domingos, das 7 as 7:30 da manhã. Segundo os sites sobre a série, a exibição nos EUA segue o padrão Disney Channel (o único canal que faz isso no Brasil, e esperamos que continue a ser o único), na qual os créditos vão para uma telinha pequena em perspectiva, enquanto passa um merchand ou chamada maleta. Nós aqui, então, somos sortudos, porquê vemos os créditos na íntegra e sem interferências desse tipo.
Em uma busca no Google, constatei que quase não existem sites de fãs a respeito da série no Brasil… Depois de muita procura achei a Ana’s Cartoons, um site meio do tempo em que o Tommy tinha a idade do Dil, mas tudo bem. Nos EUA, o Cooltoons, a Elsie’s Rugrat Page e a Rugrat Online tem inphormações sobre a série (inclusive umas bem cabulosas, à là Tinha que ser o Chaves, vale dar uma conpherida.)

Falando em ver episódios, assista no YouTube o primeiro episódio da série, “O Aniversário de Tommy”, en la bersión orihinalll: Parte 1/ Parte 2

Enfim, companheiros, o Brasil ainda está para descobrir os Rugrats. Esta, pelo menos, é a minha opinião. Igor C. Barros, lhes dizzzz….

VOCÊ SABIA? EU TAMBÉM NÃO…
– Todos os personagens tem 5 dedos nas mãos, contrariando a maioria dos desenhos norte-americanos.
– A série mudou PRA CARAMBA de visual desde 1990 (primeiros episódios) até 2002, nos últimos. As primeiras animações eram mais um trabalho artístico, que poderia até passar nos Anima Mundi da vida. Já as últimas são comercialzonas, mesmo, tudo desenhado à curva francesa (ou até mesmo splines de Adobe Illustrator, sei lá… dãrdy, é esse tipo de visual que eu persigo, tô comentando o quê?!) Bem, confira você mesmo, assistindo “Tommy e a Grande Coisa Branca” (em inglês), o episódio piloto, de 1989, que só tem no YouTube!
– Tommy é Angélica são primos, Chuckie é filho de um amigo de infância do pai de Tommy, que mora mais ou menos perto dali, e Phil e Lil são os vizinhos de um dos lados da casa. Kimi, que aparece nos episódios mais recentes, é meia-irmã de Chuckie. Ainda assim, não tem jeito: seria necessário um organograma para apresentar esses personagens à vocês…

– A vizinha da casa dos Pickles se chama Betty DeVille. O engraçado é que ela guarda um paralelo com a série Flintstones, na qual Betty Rubble é a melhor amiga de sua vizinha, que é ruiva! Algo parecido com a série dos Simpsons, onde Barney é o melhor amigo de Homer. A propósito: a mesma dubladora, Kaith Soucie, dublava Betty e seus dois filhos – além da nossa querida Fifi La Fume, da série Tiny Toon. Todos esses personagens tem quatro dubladores diferentes, no Brasil e… caramba, gosto dos quatro, mesmo antes de saber disso.
– As histórias se passam em vários ambientes: na casa dos Pickles, na casa dos DeVille, nas duas casas onde já morou Angélica e até mesmo na Java Lava Coffee, cafeteria criada por Chas, Kira e Betty nos últimos anos da série.
– Os personagens moram na Califórnia. A bandeira desse estado aparece em um episódio, em uma agência de correios.
– Os Animaniacs já tiraram sarro da série em 1997, parodiando a abertura do programa (veja aqui, direto do YouTube). Curiosamente, em 1997, a abertura ainda era a mesma feita em 1990, já muito diferente dos episódios dessa époica, e só seria mudada com a introdução da quinta rugrat Kimi.
– Não se sabe qual é a profissão do viúvo e complexado Chas, pai do Chuckie. Ou quase: em um episódio ele deixa escapar que trabalha no ramo da indústria de papel. Drew, pai de Angélica, diz que trabalha no mercado financeiro, somente no primeiro episódio da série (que aparentemente deve ter sido exibido pelo SBT alguma vez e olhe lá).
– A série as vezes radicaliza: os personagens arrotam, seus narizes escorrem, e a dupla Phil e Lil tem como hábito a degustação de insetos… Você que achava a série “bobinha”, pense duas vezes, as vezes eles também lembram o álbum de figurinhas Gang do Lixo… Na verdade, são raros os momentos de ternura total em Rugrats. Mesmo porquê a garotada descolada que assiste a Nickelodeon lá nos EUA não deve curtir muito.

Rugrats: Mais um dos grandes momentos dos desenhos animados!

Nick at Nite: o canal brasileiro da desinformação

Ontem o Nickelodeon em seu bloco noturno de séries, o Nick at Nite, estava exibindo um seriado de TV de 1977 ou 78, pelo pouco que eu pude ver pelos algarismos romanos. O seriado era protagonizado por Robin Williams, e não era ruim não! Willams era um extraterrestre em forma humana que se metia em muitas confusões por ser ingênuo, e morava na casa de um empresário dono de uma loja de discos e instrumentos musicais. Williams, inclusive, era dublado por uma voz pouco ouvida ultimamente, Garcia Jr., que passou a dirigir dublagens mais do que atuar em frente aos microfones.
Só que… cadê o nome da série? Pois é, o Nickelodeon providenciou “vinhetas genéricas” para casos como esse, e até agora estou sem saber o nome da baghassa.

ENTÃO VÁ PESQUISAR NA INTERNET, SEU VAGABUNDO!
Segundo o site IMDB, possívelmente a série seria Mork & Mindy, de 1978 [PS: é!] – Mork é o nome do extraterrestre em forma humana que eu falei. A propósito, na série, Williams já usava e abusava de sua capacidade de fazer imitações. O personagem seria retomado depois, dentro de outro seriado: Happy Days, inédito no Brasil (mas que a música de abertura é sensacional, um dos melhores temas de seriados que eu já ouvi!) E em 1980, Williams faria seu primeiro papel que chamaria a atenção: Popeye, no filme do então desconhecido Robert Altman.
M&M é uma série gravada em película, e curiosamente tem todo aquele clima do SBT dos anos 80, não sei por quê. De repente poderia ter passado na emissora del Hombre del Baúl, junto com “O Homem que veio do céu”, “Boomer”, “Motolaser” e outros clássicos da emissora. Se é que não passou – na época, Sílvio já tinha a TVS canal 11 do Rio de Janeiro, que exibia um mesmo episódio de uma série quatro vezes por dia, entre outras excentricidades.
[EDIT e BUEMBA: Esta série NUNCA passou no Brasil, a ponto de a HrRrRrRede Glóbulo de Televisão até mesmo criar um clone desta, a série Super Bronco (1979), com Ronald Golias e Lisa Vieira, um programa do qual eu JAMAIS vi imagens! Por quê será?… Lembrando que o personagem era aquele tipo mesmo do Ronald Golias, também presente em Bronco (1987), A Praça é Nossa e Meu Cunhado (1998-2004). Só que como extraterrestre, coisa que ele nunca mais foi. Não sei se o acervo José Marques Neto cobre áreas tão remotas da história da humanidade, mas enfim… Os nossos leitores na Band devem estar chorando agora, eles que foram obrigados a gravar A Guerra dos Pintos (1999-2000) seguindo uma receita de bolo, em vez de fazer uma imitação livre como essa…]

A piada do título é que o canal 16 UHF de São Paulo, a TV Jovem Pan, inaugurada em 1990, tinha como slogan “O canal brasileiro da informação”. Mas em 1993, quando eles começavam a reprisar jogos de futsal gravados em 1991 pra preencher a programação, pensei que eles viraram o Canal Brasileiro da Embromação.
Depois de alguns problemas com a Justiça que eu não entendi muito bem, a emissora deixou de pertencer ao grupo Jovem Pan e passou a se chamar CBI, que significa exatamente Canal Brasileiro da Informação, isso até 2005, quando passou a se chamar MixTV, acompanhando o nome da rádio FM do grupo. A TV Record comprou em 1995 os equipamentos da antiga Jovem Pan, e inclusive passou a funcionar no prédio daquela emissora desde então até hoje, e a CBI passou a ser “mais uma” emissora com sede na Avenida Paulista, número 900 (além da MixTV, as redes NGT, Gazeta e TV Globo também funcionam ao todo ou em parte nesse prédio.)

EDIT: Mais desinformado, no entanto, fui eu: chamei a Nickelodeon de Boomerang na versão anterior deste poste. Obrigado ao sr. Nin Gen, pelo Tóquio. Valeu, gente…