Arquivo da categoria: Rede Globo

Sacanárre! Esse não… Falece Arnaud Rodrigues

E de naufrágio… em um lago, no Tocantins – veja mais no UOL. Sacanárre! Esse ainda tava na garantia, tinha 67 anos.

Um artista que fez cada coisa que vocês nem imaginam. Nos anos 70, junto com Chico Anysio, formou o grupo Baiano e os Novos Caetanos, uma sátira ao conjunto Caetano e os Novos Baianos, que dizem, fez tanto sucesso quanto o original. Possivelmente vocês ouvirão nos telejornais o hit deles “Vou bater pra tu bater”. Em Roque Santeiro, um dos maiores sucessos da Rede Globo, ele foi o violeiro cego (ou não) da praça de Asa Branca.
Mais recentemente, em A Praça É Nossa ele fazia personagens às vezes não muito queridos e/ou compreendidos, como o Povo Brasileiro, o sertanejo de araque Chitãoró (junto com Marcelo de Nóbrega), e o coronel que falava no celular e destilava um repertório de piadas de sogra (não me lembro o nome).
Uma curiosidade também é que ele socorreu dois programas de humor distintos que passavam por turbulências. Em 1983, ele virou, de uma hora pra outra, um Trapalhão, porquê Dedé, Mussum e Zacarias saíram de repente para fazer cinema com a produtora Demuza. A Globo chegou a reprisar pelo menos dois programas dessa fase, onde os outros dois “Trapalhões honorários” seriam Zilda Cardoso e Mário Monjardim Filho (“Compreendeu, meu filho?…”), mais conhecido como dublador do Salsicha. Mas Arnaud segurava quadros inteiros nas costas – e deve ter sido um deles que fez o pessoal da Globo perceber o que havia acontecido e pular para a temporada de 1984.
E em 1998, ele ajudou a dar um sumiço em Steve Formoso (Moacyr Franco) na série “Ô… Coitado”. Um episódio INTEIRO foi escrito sem a participação de Moacyr, que só aparecia com uma frase gravada e um dublê de corpo com um saco na cabeça. Tudo escrito pelo coadjuvante desse episódio: Arnaud Rodrigues, no papel do eletricista Roberto Cabos (esse eu me lembro até hoje!) O que ajudou a fazer a transição para a fase dos dois restaurantes na mesma casa. Nessa, o então diretor Guto Franco também saiu – hoje GF apronta das suas na Turma do Didi.

Apesar de ele andar meio “encostado” ultimamente, Arnaud Rodrigues vai fazer uma falta desgraçada ao humor da TV brasileira. Com certezis, como diria alguém que já está lá. Estêvão Ribeiro, no Twitter, diz em frase retwittada por vários outros que Manoel de Nobrega, lá em cima, já está com um elenco muito maior do que o Carlos Alberto…

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Big Beyoncê Brasil

Ana Maria Braga levou ao seu programa uma Mega-Beyoncè para se lembrar que a original está no Brasil. Sei não se superou o dia em que AMB se vestiu de Madonna… O programa tentou levar a original, só que ela teria cobrado um cachê alto demais. Aliás, ouço dizer que os ingressos para os shows dela também são caros pra dedéu. Não sei por quê, acho que Christian Pior vai se manifestar longamente sobre o assunto no dia 21, quando o Pânico na TV voltar com edições inéditas.

Mas a história se repete. Em 1983, na Rede Manchete, um cover de Michael Jackson foi apresentado no Clube da Criança como sendo o original. Ele dançou Thriller, junto com outras pessoas, de casaco vermelho e tudo. Na época deu certo, porquê esse lance de covers estava engatinhando. Na época o programa era apresentado pela futura “madrinha” de AMB, Xuxa Meneghel.
Só me dei conta disso depois, quando MJ enfim veio ao Brasil dez anos depois, em sua carreira solo – ele já esteve antes, em 1974, com os Jackson Five. “Ah, mas como você não percebeu que não era ele na época?” Eu era um alienadaço total e absoluto, e com apenas um único televisor em casa (até 1989), só via o Jornal Nacional. E não comentei o caso com os colegas de escola no dia seguinte. AINDA BEM, se eu comentasse era capaz de eu nem estar aqui hoje…

Metrô global

Este blog não fala sobre transportes públicos, mas é uma coisa que eu notei nos mapas à disposição do telespéctadohrrr no site do Metrô de Sâo Paulo. E “global” não se refere ao planeta dos terráqueos, mas sim, à HrRrRede Glóbulo de Telèvisão.

Há muitos anos escuto aquela história de que eles querem fazer em São Paulo uma estrutura semelhante à do Rio no que se refere a novelas e todo o resto. Programas importantes já são feitos em São Paulo há muitos anos, como o Globo Rural, Programa do Jô e, às vezes, o Domingão do Faustão. Mas, no que depender do poder público, o pessoal do Channel Five pode se preparar para receber uma galera da pesada.

A linha 17-Ouro do metrô, que ainda não começou a ser construída, começa com três estações que tem nomes redundantes: Chucri Zaidan, Roberto Marinho e Vila Cordeiro.
Em São Paulo, a Rede Globo fica na Avenida Chucri Zaidan, esquina com a Av. Roberto Marinho, no bairro da Vila Cordeiro. Quer dizer: é provável que ao menos uma dessas estações atenderá às “colegas de trabalho” de Faustão, Jô (futuramente Luciano Huck, quem sabe) e por aí vai. Ou até mesmo duas, sei lá.
O objetivo declarado da Linha 17, no entanto, é ligar o metrô e a CPTM diretamente ao Aeroporto de Congonhas (habitat do nosso querido “O Fã”), próximo (uns 3 km, “muuuuito” próximo) da estação São Judas, da linha 1-Azul. (Para você de Sâo Paulo isso pode parecer redundante, mas no Rio de Janeiro a linha 1 é verde, em Belo Horizonte é cinza, e em Recife é vermelha…)

É, tem essa também: ao contrário dos vizinhos de lá, o poder público ainda aposta no taco do nostálgico aeroporto daonde partiam os Electras para o Rio de Janeiro. Só se construírem aquela história que eu ouvi falar, uma espécie de mega-viaduto prolongando a pista do aeroporto.

Em breve posts melhores.

Robbie who? Digo, isso é que é show da virada

Depois dessa, acho que Serginho Groisman dormiu muito bem esta noite. Ele deu a largada para um show de fogos de 15 minutos em Copacabana. Sem chuva, que era a previsão do tempo para a hora, e milagre, sem fumaça, como é o padrão aqui no Brasilsilsil desde que Caramuru fez um laguinho pegar fogo com cachaça, para espanto dos índios… E com uma mega-trilha sonora (bem, pelo menos para quem ouve MPB e já sai dançando como se a música fosse Tire Tracks and Broken Hearts, de Bonnie Tyler.)
Enfim, um dos melhores shows de fogos já vistos por aqui, gracças á Scott Givens – vix, é por isso… Assista, directum de la Globo.com, e força na banda larga! Pelo visto então, abertura da futura copa e olimpíada aqui no Brasil não será com “tiro de 12″…

Ê, trem bão: TV Xuxa reúne integrantes do Trem da Alegria

Aposto que o nosso leitor Hamilton já sabia dessa. Atenção, meus contemporâneos: no próximo TV Xuxa, o reencontro dos ex-integrantes do Trem da Alegria. Vi através da Globo.com que Amanda já esteve nesse programa (ela cresceu e virou uma cantora of the caramba, deixando Xuxa meio desconcertada com seu talento), e agora é a vez de todos os outros. Não costumo ver esse programa, mas está aí a dica.
Xuxa é extremamente famosa, mas duvido que ela torne este post mais lido que o post do Zina, aí embaixo…

Só mais umazinha: O(s) livro(s) de William Bonner

– Em seu blog, no R7, Gugu Liberato hRrRrecomenda o livro Jornal Nacional, Modo de Fazer, de William Bonner.
O que lembra uma curiositê que eu nunca pus neste blog. Em 2001, William apresentou uma matéria bem esquisita: Carlos Dornelles (hoje na Record) entrevistava um membro das FARC, parece que era isso, que adotou Bonner como nome de guerra, “por causa de um livro escrito por um jornalista brasileiro”. Esse guerrilheiro disse que escolheu por acaso o nome que lhe parecesse mais feio… Será que era o mesmo da bancada, ou era outro? Isso eles não disseram. Talvez o apresentador só tenha respirado um pouco mais aliviado porquê seu verdadeiro nome seja William Bonemer. E, que eu saiba, a Desciclopédia descobriu, pra tirar sarro no artigo correspondente, que há um autor americano homônimo, mas parece que realmente o primeiro livro dele seria esse, do Jornal Nacional.
E logo mais, tudo o que rolou no Pânico na TV, esse programa que já está virando um longa-metragem. Na semana passada, gravei desde as 21h, direto, e ainda tive a impressão de ter perdido alguma coisa…

Didi e Dedé viram mexicanos

Em um quadro da Turma do Didi de hoje, Dedé é um diretor de claque, dessas que riem ao fundo de Zorra Total, Toma Lá Dá Cá e similares.

Logo da Televisa até há algum tempo atrás.O que eu achei extremamente estranho foi que Dedé e Didi, no papel de funcionários de uma emissora de TV – que poderia muito bem ser a Globo – ostentavam crachás com um símbolo muito parecido com o da Televisa. Parece que eles foram no Tinha que ser o Chaves e pegaram a imagem que ilustra este parágrafo – que nem é mais exatamente o símbolo da emissora (veja o símbolo atual no site deles, dãrdy).

Alguns podem me perguntar porquê eu assisto a esse programa tão criticado. It’s the Didi, stupid. Só pude vê-los pra valer a partir de 1992, e ao contrário dos próprios, sempre gostei muito mais dos quadros sem auditório…
Mas bola pra frente! Dentro de algumas horas, neste blog, tudo o que rolou no Pânico na TV. Estou pondo pra gravar uma fita inteira desde as 21h, não é possível eu ainda perder alguma coisa!