Arquivo da categoria: TV Cultura

SodTV!! também é Wordpress

Você já conhecia o blog SodTV! (cujo título remete ao da emissora RedeTV!, que eu assistia pra caramba em 2004, quando ele começou), o nosso blog que mostra a televisão em toda a sua glória e esplendor, ou não.
Agora estamos também na WordPress. “Também” por enquanto, claro… é só a gente se enjoar de alguns períodos de manutenção (que eu nunca vi acontecer nestas bandas), e do espaço de apenas 1Gb (contra os 3GB daqui) para subir imagens, que já já…
Bem, seja bem-vindo, pegue a pipoca e vamo assistí, taca aí!

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TV Digital: Cultura HD é a véia

Paulo Markun afirmou que a TV Cultura transmitirá em SD (definição padrão) e usará multiprogramação transmitindo programas educativos nos canais paralelos. Bem, conteúdo para isso, ao menos eles tem, vamos ver se eles conseguem… A transmissão SD, ao que tudo indica, se parece com um DVD, ou talvez com monitores das ilhas de edição dentro das emissoras (a imagem nas ilhas de edição é impressionante, eu já vi nos equipamentos do Mackenzie – aliás, onde a TV Digital foi testada desde 1998.)

"Vila Sésamo, Sésamo VIla, Vila Vila, Vila Sésamo…"

Eu devia ter escrito sobre isso há algum tempo. The Vila Sésamo está voltando ao Brasil, e do jeito que, possivelmente, eles gostariam de ter chegado: de Garibaldo amarelo, por exemplo. Mas com aquela altura que o faria co-protagonista do curta “Você Deveria Jogar Basquete”.

Embora o cenário lembre aquela versão com Sônia Braga, Aracy Balabanian e Armando Bógus, entre outros, que tantos se lembram. Eu, infelizmente não – o programa saiu do ar quando eu tinha 1 ano, e mexer na televisão era prerrogativa dos adultos da casa. Também nunca vi o Capitão Aza, que se fué quando eu tinha 4 anos. Em compensación… assisti a estréia de Xuxa na Manchete, com fundo azul e oito crianças que não gritavam. Pobre de mim. Devia ter assistido mais Bozo!

E eles voltam aonde? Claro, em CTV, the Culture Television!… Mas as semelhanças com os anos 70 páram na vila e nos nomes dos bonecos que já deram as caras por aqui (como Beto e Ênio). Uma personagem, Bel, foi criada especialmente para o Brasil. O programa, incialmente, não possui seres humanos entre seus atores, e será mais dinâmico que a versão de antigamente. E estréia em 29 de noviembro.

Por isso, graças à esse programa, os brinquedos com os personagens do programa, que os americanos nunca deixaram de ter conhecido, estão chegando ao Brasil. Como é o caso daquele boneco do Elmo (Ênio) que se levanta sozinho. “Levantou o bonequinho! Glorifica de pé!! Veja a emoção desta criança”, diria o Apóstolo Waldemiro… é, é de assustar o que esse brinquedo faz, sério, e ele já está no Brasil también. Ao contrário do que acontece com personagens de outros programas educativos, dá pra se notar que os brinquedos da Vila Vila, Sésamo Sésamo, são bem avançados tecnologicamente.

Não sei por quê, mas acho que a Vila Sésamo pode ser o programa que vai tirar a TV Cultura da lama. Os personagens são fortes (e tudo o que está por trás deles também), e se isso reverter em audiência para a TV Cultura de agora (que admite comerciais e merchandising), eles podem sair ganhando, e muito.

O PRIMEIRO MERCHANDISING A GENTE NUNCA ESQUECE

A propósito, eu nunca disse isso aqui, mas eu já flagrei um merchandising na TV Cultura de antigamente, que tinha um rigoroso código de ética. Certa vez, o personagem do ator Ney Piacentini no programa Revistinha (1989) apareceu usando tênis Malac, com direito a close. Essa marca de tênis só entrava na TV através de ‘product placements’ como esse – outra aparição desses tênis (que considero os rivais fracassados do Bamba), foi na Escolinha do Professor Raimundo. Nunca vi nenhum “comercial” de verdade dessa marca. Mas o que me surpreendeu foi que isso acontecesse na TV Cultura antes da “fase Rá-Tim-Bum”.
Apesar desse merchandising agressivo, os tênis Malac desapareceram tão rapidamente quanto chegaram. Taí um case inspirador para as Tekpix da vida….

SBT, na nossa frente só você

– Alguém aí notou que o SBT trocou os cubos dos microfones? Agora eles tem quatro faces de formato redondo com elementos tridimensionais. A última vez que isso aconteceu foi em 1992, quando os cubos, então brancos, viraram azul-claro. O chato é que estes eram IDÊNTICOS ao da emissora da qual o SBT sempre chupou o logotipo, a ABC, por isso eu queria saber como estão os microfones da ABC hoje em dia…
E outra coisa: os microfones da TV Cultura também eram assim no ano passado, mas parece que descascaram e caíram todos os logos em 3-D da emissora e agora eles estão usando versões normais, sem nada em relevo. É que é uma dura rotina a dos equipamentos de reportagem das emissoras de televisão, já vi uma equipe de reportagem do Fantástico na rua (só pode ser, o microfone era da Globo e um adesivo na câmera dizia “FANT-1”), e a câmera estava toda arranhada nas laterais, nenhuma câmera que eu já usei até hoje chegou a ficar assim.

– Falando em Fantástico, o SBT Brasil tem uma super-hiper-mega correspondente no Pará: Úrsula Vidal, que já foi locutora desse programa em 1996, uma época em que o programa era realmente fantástico. Úrsula é dona de uma voz que “salta” aos ouvidos – aliás, curiosamente uma das primeiras matérias que ela narrou falava sobre o novo fenômeno da época, Tiririca, quando este ainda frequentava programas da Globo.
Mas se em 1996 ela chamou a atenção, hoje nem tanto: Olga Bongiovanni (que surgiu em rede nacional a partir de 2001) e Luciana Camargo da Band News (além de algumas esperas telefônicas) conseguem ser páreo forte para Úrsula, que, vejam vocês, segundo uma reportagem do Video Show, era pra ser arqueóloga… É demais, né? Pelo jeito é a confirmação de uma teoria que eu tenho na minha cabeça, que diz que as pessoas mais bonitas são aquelas que não se acham assim…

– Falando nas esperas telefônicas… A empresa Radiofone do Brasil é responsável por algumas das melhores esperas telefônicas do mercado e é anunciante do Shop Tour, mostrando que as vezes uma espera telefônica pode tirar uma simples dúvida que o cliente iria perguntar para algum funcionário da empresa, e fazendo desta um verdadeiro “spot” radiofônico, ou melhor, telefônico. Muito bem. Recentemente precisei ligar para o Shop Tour por causa de um assunto muito legal, mas o negócio é que… vocês me acreditam que eles mesmos não usam esse serviço?… A espera telefônica que eu ouvi era justamente a criticada música ambiente de rádio FM. Que cosas, no?…

– E pra não dizer que não falei das flores, digo, do Pânico, vamos falar do programa de rádio deles… O programa de hoje, segundo o Blog dos Ouvintes do Pãnico, terminou com Estopa (um comediante que, assim como Rodrigo Scarpa e Nestor Neto, também apareceu no programa Sobcontrole da Band) cantando a música de Dragon Ball Z.
Estopa é um cara considerado “chato” – digamos assim, um Reporter Vesgo multiplicado por 5 – que estava meio deixado de lado pela turma do Pânico no rádio e na TV, desde que foi simbolicamente “demitido” por Roberto Justus.
Mmmãns todos os comentários foram unânimes em dizer que,.atualmente, ele conseguiu ser muito mais engraçado que o atual xodó do programa, Senna, um rapaz que fica gaguejando por ouvir o seu retorno com eco – igual a nutricionista Ruth Lemos.
A especialidade de Estopa, no entanto, era algo bem mais antigo que DBZ – bom, da mesma época, vai, a série começou em 1985 – ele ficava cantando o tema de “Ghostbusters” imitando o Geléia… E isso bem antes da onda “anos 80”! E pra não dizer que eu não falei de novo do homem, eu pergunto, porquê Djalma Jorge não phaz parte dessa onda?… É, estou começando a ficar repetitivo, preciso arranjar novos assuntos… Té+, pessoal…

Ascensão, queda e apogeu: Rafinha e Muyloco não estão mais na ALLTV [2005]

Gente do céu, como as coisas mudam… Em 2003 eu concedi, como webmaster do site Tinha que ser o Chaves, uma singela entrevista ao Rafinha (da Página do Rafinha) na AllTV, onde dali em diante comecei a prestar mais atenção naquela pequena e singela emissora (que usa câmeras da JVC e switchers da Videonics, presentes em vários vídeos de casamento e afins).

Uma emissora curiosa: ela ocupa toda uma casa de dois andares, e tem dois estúdios “oficiais”, mas pode-se usar qualquer um dos ambientes da casa (menos os banheiros) para se fazer um programa de televisão. Nos “quartos” há balcões de telejornal de diferentes formatos, sofás, poltronas, tudo como se fossem “cenários”. Há até mesmo um pequeno auditório pra umas 70 pessoas, todo com cadeiras de alumínio. A cozinha é usada para se fazer programas de culinária e para o lanxim mesmo, dos funcionários (e não é “a cozinha perfeita”, estilo Ofélia, é que nem a cozinha da casa da gente, meio sujex).
É engraçado, já quis que a minha própria casa fosse assim (costumo fazer uns videozins de quando em vez, até pintei a parede do meu quarto de verde pra fazer chroma key), mas Alberto Luchetti e Marcos Barrero (ex-diretores do Domingão do Faustão) concretizaram isso antes na AllTV.
Conheço essa emissora bem porquê tive de circular por quase toda ela procurando os banheiros, no dia em que dei a entrevista… mas não os encontrei!!! ärgh! Acabei estando em quase todas as futuras locações do “Sobretudo na TV”.

Rapaz, como o mundo girou desde então, porquê Rafinha e seu parceiro de produções MuyLoco não trabalham mais naquela emissora (que FINALMENTE atualizou aquele site desgraçated). Não sei foi pela porta da frente ou se eles viraram colegas de Blog and Roll, Marina Machado e Cristiano Blota (sim senhor, pensa que eu não sei das coisa meu fio? Não quis ler meu curriculum, danôse)
Aliás, passei a ter imagens preciosíssimas no meu acervo, as imagens de algumas sátiras do programa Sobretudo na TV, criado em “homenagem” a saída de Sílvia Abravanel da emissora…

A fila andou. Rafinha agora aparece em vários comerciais de TV, dos bãos – uma carreira ascendente, seu segundo comercial já tinha falas, e não dubladas! Seu site continua popular (chegou até a ficar lotado um dia desses), e seus videoclipes já chegaram a frequentar o saudoso Canal Aberto e deram uma passada no Vitrine (o que lhe rendeu elogios do mestre Marcelo Tas, pioneiro da produção de vídeo no Brasil!) e recentemente “Festa no Apê” foi exbido no Pânico na TV. O videomaker também dá o ar de sua graça na festa Trash 80’s.

Mas o que mais me surpreendeu foi o destino de MuyLoco. Da pequena AllTV ele foi direto para a estratosfera: ele apresenta um quadro dentro de um programa no canal Multishow!!! Pelo jeito o que têm chegado de ‘bananas’ lá na Abílio Soares não tá no gíbi… A emissora fica no Paraíso, mas citando Gilberto Gil, o ex-apresentador deve andar dizendo que é da Freguesia do Ó, ó, ó…

Parabéns pra eles. Prossigo fã de ambos. Espero algum dia também chegar lá, com argum site do tipo igorcbarros.ru ou algo assim que dê pra hospedar [da bicicreta são azur] Mp3 e vídeo, nem que eu tenha que pagar em euros. Porque a busca do eldorado da hospedagem na Internet continua. E algum dia, o sol ainda há de brilhar outra vez…
[ EDIT: Na época em que este post foi escrito, ainda não havia YouTube, e serviços de hospedagem de arquivos, como Rapidshare e Putfile estavam começando ou em fase de testes. ]

[ UPDATE: MuyLoco passaria a apresentar um programa exibido pelo canal Multishow, encerrado em 2008, ano em que Rafinha Bastos, que já havia se tornado muito mais famoso como comediante stand-up, torna-se um dos principais apresentadores do programa CQC, ao lado de Marco Luque e Marcelo Tas. ]