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Ê, trem bão: TV Xuxa reúne integrantes do Trem da Alegria

Aposto que o nosso leitor Hamilton já sabia dessa. Atenção, meus contemporâneos: no próximo TV Xuxa, o reencontro dos ex-integrantes do Trem da Alegria. Vi através da Globo.com que Amanda já esteve nesse programa (ela cresceu e virou uma cantora of the caramba, deixando Xuxa meio desconcertada com seu talento), e agora é a vez de todos os outros. Não costumo ver esse programa, mas está aí a dica.
Xuxa é extremamente famosa, mas duvido que ela torne este post mais lido que o post do Zina, aí embaixo…

Agora eu som livre

Em sua inoxidável coluna, ontem, Flávio Ricco comentou que Xuxa saiu da Som Livre, depois de mais de 20 anos trabalhando nesta, e foi para a Sony/BMG. Nesta gravadora, é provável que Xuxa seja melhor aproveitada internacionalmente, além de poder retomar o projeto Só para Baixinhos.

Não curto lá muito as músicas desta artista (e isto desde quando eu tinha idade para tanto), mas acreditem, para toda regra há algumas exceciones, e tem uma música dela que eu gosto muito, a baladôncia América Geral. Culpa, claro, de Michael Sullivan e Paulo Massadas.

Vale lembrar duas coisas: Houve uma época, há não muito tempo atrás, onde Xuxa foi a ÚNICA artista contratada da Som Livre. O resto era tudo trilha de novelas! Dizia-se que a gravadora estava em decadência. Hoje em dia, algumas duplas de sertanejo universitário phaturam horrores e, quem diria, muito mais que Ms. Meneghel, no selo global, sendo para a Som Livre o que foi Pokémon para o Game Boy (tsgrila, mas em japonês não tem acento!!).  O cachê de shows de algumas dessas duplas já é igual ao de alguns artistas tops de linha do segmento, ou de alguns atletas pernas-de-pau de grandes times, mas aí já é outra história.

E a outra coisa é que… é meio emblemático isso. E, considerando tudo o que aconteceu, é incrível que eles ainda existam. Além de ser homônima daquele banco famoso por seus empréstimos, BMG significa Berliner Music Group.  Emile Berliner foi o cara que inventou os discos, que substituíram os cilindros inventados por Thomas Edison, e com outro engenheiro fundou a Victor, que mais tarde seria incorporada pela RCA.  Hoje, seus sucessores, ao lerem essas linhas, possivelmente se debulhem em lágrimas e praguejem contra os laborátorios Fraunhöfer, mas é melhor lerem direito a história: quando tudo isso começou, os discos eram gravaveis pelo usuário, sabiam ustedes?
Mas talvez eu esteja falando besteiras, porquê o site deles tem simplesmente o nome Sony Music – e só pus o link porquê o site não tem mensagens violentas amedrontando os possíveis compradores de seus produtos.

[UPDATE: Phlávio Ricco informa, um dia depois,  que acontecerá é o seguinte, a Som Livre continua distribuindo a obra video-discográfica já existente de la Juja, tudo o que vocês conhecem, CDs e DVDs, e novos trabalhos sairão pela Sony Music, entre eles um novo XSPB .
Só uma pergunta: Ricco foi diretor do programa Ferreira Netto. Teria sido ele a gritar “Chama o comercial, po@$%!” nos anos 80?… Esta é uma gaphe televisiva que os sites de vídeo andam nos devendo.]

Apelação, dubladores, desenhos… ê post eclético [2006]

Eu tava doido pra escrever isso aqui, mas só deu agora que já foi.
Usufruindo de seu novo contrato com a Disney, a Globo coloca a série de desenho animado A Pequena Sereia no TV Xuxa, um programa que, vadjame Diôs, se todo mundo queria que o Tarde Quente saísse do ar, esse mais ainda. E no entanto esse continua aí, é a triste sina dos programas de humor na TV brasileira. Mais um pouco e eu vou tuxar o meu novo site de vídeos humorísticos, porquê essa seca de humor eu não aguento mais! Mas vamos ao reino encantado de Maria de las Gracias Mennegell.

Digamos que agora eles apelaram. Essa série pode ser considerada… eu, aliás, a considero o desenho animado mais sexy de todos os tempos. Tá legal, Betty Boop e Jessica Rabbit (só conheço um pouco melhor a JR) emparelham, mas o traço perfeito dos animadores japoneses que produziram a série entre 1990 e 1994 faz a sereia Ariel parecer simplesmente “a mulher perfeita”, embora não se veja bem suas pernas… E depois falam de los animès, minha gente (não, não sou otakoo, muito pelo contrário).

Infelizmente não se encontra quase nada dessa série na Internet em matéria de imagens. Quem quiser entender o que eu estou falando vai ter de… ârgh… assistir a baghassa. Mas se você tiver peoplemeter do Ibope em casa, eu sugiro ligar no SBT!

Ariel foi baseada em uma pessoa de verdade, a atriz Sherri Stoner (não confundir com Sharon Stone, esta aqui é ruiva), que além de seus apenas 3 filmes, é um nome muito mais conhecido por ter escrito episódios dos desenhos animados Tiny Toon e Vida de Cachorro (neste ela devia ter uns 8 anos), produzidos por Steven Spielberg.
(Sherri também foi modelo para a Bela, será por isso que gosto tanto das duas?…)

Outro atrativo da série é que ela tem uma dublagem mais parecida com a do longa-metragem visto no cinema, onde Ariel tem a voz de Marisa Leal (Baby Sauro, Brenda Walsh, Pamela Anderson e a primeira versão da Xuxinha). Uma voz que, pelo amor dos meus philhinhos, cai como uma luva na personagem e a deixa ainda mais atraente! (Ainda aposto em Marisa Leal pra ser a voz da Rosalyn…) A dublagem que o longa-metragem ganhou no DVD ficou muito abaixo da versão do cinema, para desesphero dos fãs e alegria de quem conhece alguma empresa de telecinagem paraguaia ou algo assim.

O curioso é que a série já foi exibida pelo SBT em 1997 e não fez tanto sucesso quanto sua qualidade merecia. E olha que estamos falando do SBT pós-1994, com qualidade de imagem muito melhor. Eu não sei por quê a Disney resolveu dar marcha-a-ré em seu processo produtivo nos anos seguintes, principalmente depois de 1995, para fazer desenhos mais aparentados do Cartoon Network (com um traço mais rebuscado, trash, sei lá) e tremendamente mais inferiores aos próprios e aos do CN.

Ah sim: se a Globo quiser ter mais audiência ainda, eu sugiro que exibam TODOS os quatro anos da série, aposto que o SBT não deva ter chegado sequer a dois.

Mas Marisa Leal tem uma séria rival no mesmo programa… a dubladora da Robô Adolescente (que também foi a Queridinha da série 101 Dálmatas e uma das Meninas Superpoderosas, infelizmente até hoje eu não sei quem é quem) um desenho que os telespectadores do Nickelodeon já conhecem há muito mais tempo. Digo com todas as letras: esse foi o único desenho com traço “modernoso” (Shin Chan não vale, é animè) que conseguiu me conquistar! Enquanto cartunista, eu persigo muito mais o estilo caxias de A Pq. Sereia. Mas gostei dessa série.
Não sei quem é a dona dessa voz, mas ela tem uma atividade curiosa no currículo: em 2002 ela já dublou algumas charges do Charges.com.br, ao lado de Maurício Ricardo, e depois saiu. Infelizmente as charges não estão mais disponíveis, porquê o site guarda até 2 anos de produção. Uma das charges inclusive, remetia a um de seus personagens, era “As Propinas Supervergonhosas”, onde ela dublava uma versão ultra-estilizada de Rosinha Matheus. Mais uma na fila pra ser a Rosalyn!
[EDIT nov/2009: Nessa eu caí do cavalo, e olha que eu sou bom de ouvido. As vozes em Charges.com.br são sempre de Maurício Ricardo, às vezes alteradas via software, e muito raramente, de alguns de seus outros colaboradores (Fernando Duarte, Fred e Da Hora – tá vendo? Eu sou nerd!). Maurício, sem querer, acabou fazendo uma bela imitação da voz de Christiane Ribeiro naquela charge. As charges podem ser todas revistas agora.]

E o programa conta ainda com um reforço de peso: Timão e Pumba, uma das séries de desenho animado que eu mais acompanhei no SBT, dublada por Pedro Lopes (o Melquisedeque da dublagem brasileira) e pelo “casseta” honorário Márcio Ribeiro.
Os personagens são ótimos (sou phanzaço sobretudo do Timon, alguém já notou como é a cara da Rosalyn?…), a série nem tanto, mas ainda assim, é daquelas que você fica com raiva que os animadores não dão UMA tremidinha em suas canetas!… Deve ser vetorial a baghassa. [EDIT: Lamento lhe informar, Igor C. Barros, mas nesse caso é muito grande a chance de não ser. Chora coração, lelelê lalaiá, passarinho na gaiola feito gente na prisão.]

E agora? Será que com todos esses desenhos a coisa agora vai, e MGM [não confundir com o estúdio de cinema que em 2009 está vendendo o almoço pra descolar a janta] deixará de sobreviver por aparelhos na TV brasileira? Será que finalmente os videntes vão deixar de dizer que Marlene Mattos é o lado esquerdo do cérebro de MGM, que as duas precisam se unir feito os poderes do Capitão Planeta? Será que uma MGM sozinha, à lá Shirley MacLaine poderá conquistar as crianças do século XXI e dos anos 10? Não perdam os próximos capítulos!

Momentos Obscuros da TV: Bom dia com Kellogg’s

Eu já falei de muitos casos obscuros, mas o que se segue agora é talvez o mais obscuro de todos. Provavelmente é a primeira vez que se fala disso [se falou disso, em 2005] na Internet de língua portuguesa. Mas eu decidi falar por ser um grande assunto, desses que só acontecem nos blogs. E o negócio é o seguinte:
[EDIT: O post é de 2005. Até agora, novembro de 2009, este continua sendo o único lugar da Internet onde este assunto é abordado, e o vídeo, a Internet continua devendo. E há INÚMEROS vídeos do Xou da Xuxa no YouTube – voltei a frequentar o YouTube em setembro por causa de um usuário que posta vídeos sérios, que não tem nada a ver com este assunto – mas nenhum retratando esse momento. Quem tem o original disso em VHS, publique pra gente ver!]

Em 1987 o Xou da Xuxa estava iniciando sua carreira de sucesso na Rede Globo – mas nada disso se deve à Globo, e sim à galera que gostava do Balão Mágico e resolveu não mudar de canal depois que ele acabou, e à outra galera que já via a Xuxa na Manchete e mudou de canal naquele agosto de 1986. Bom, pelo menos eu percebi isso. O Clube da Criança era de noite, eu também assistia ele, além do Balão – e flagrei, inclusive, o primeiro programa. Mas o tema do post não é este, senão não seria nada obscuro…

Naquele ano, um dos merchandisings do programa era o de um dos produtos mais conhecidos do mundo: os Sucrilhos Kellog’s. Se você não os comeu por falta de verba, pelo menos já gastou vários minutos ao menos olhando as caixas alguma vez.
No programa, alguém com a fantasia do Tigre Tony ficava o tempo todo no palco, durante o programa, como se fosse mais um dos personagens do Xou… Bem, o que acontece é que, chega a hora do programa em que surge aquele chavão “vamos falar de Sucrilhos Kelloggs”, e Xuxa interpelava a fantasia. Como se ela fosse capaz de falar
Aliás, pause. Devo ser um caso atípico, desde criança eu nunca tive fantasia nenhuma em relação a personagens. Sabia que o Bozo era feito por vários atores, que aquele pessoal na Disneylândia não era o Mickey nem o Pato Donald e por aí vai. Essa ilusão infantil durou muito pouco na minha vida, a ponto de eu não me lembrar se  alguma vez eu já tive alguma fantasia assim. Achava muito mais legal imaginar o que estava dentro daquelas máscaras, como eles enxergavam e conseguiam respirar, etc… (sei lá se foi assim que muitos cosplayers começaram sua carreira.)

Muito bem. Não me lembro de nada do que Xuxa dizia, só me lembro que o “Tigre Tony” cantarolava, repetidas vezes (devia ser uma gravação, claro) apenas uma curta frase: Bom dia com Kellogg’s. O slogan da empresa na época. Mas o que chamava a minha atenção era a voz que cantava aquilo, uma coisa impressionante. Uma voz grave, que me chamou muito a atenção – ainda mais para um pré-adolescente de 11 anos com alguma formação musical.  Não consegui gravar aquilo e nem dava, videocassete em 1987 era prerrogativa só dos adultos da casa (e também uma fita custava os olhos da cara, hoje em dia tenho quase 200 delas no meu quarto… e só uma com uns 25 minutos de 1986, provavelmente eu estava testando o videocassete, já que eu sabia perfeitamente usar gravador k7, e os comandos do VCR não são tão diferentes assim, exceto sintonizar os canais, coisa e tal).

O assunto ficou esquecido na minha mente até 1996, quando Xuxa resolveu convidar várias pessoas que já passaram por seu programa para um jantar. Um reencontro, 10 anos depois, comemorando seus dez anos de programas infantis na Globo. Eu que raramente assisto programas dela passei a ver quase todos daquela época, na esperança de conseguir ouvir aquilo de novo, que tinha me marcado tanto… mas nada. Nem dava². Mesmo por quê, trata-se de um merchandising, é praticamente impossível a emissora reprisar uma coisa dessas.
[EDIT: Em pleno outubro de 2009, há INÚMEROS vídeos do Xou da Xuxa no YouTube. Mas esse momento continua de fora… Quem tem programas de 1987 com o Tigre Tony, essa história aí, coloca aí pra gente ver!]

Mas o pior é que eu fui atrás e descobri.
Às vezes, a Internet permite aos loucos, de vez em quando, chegarem ao final de suas loucuras, e desvendarem certos mistérios outrora insondáveis. Descobri que voz era aquela. E que tantos outros mistérios da minha vida possam ser dissecados como este aqui o foi.

Thurl Ravenscroft nasceu em 1914 e faleceu em maio de 2005, aos 91 anos, de câncer na próstata. Aliás, descobri quem ele era quando ele ainda estava vivo, em 2003. Já estava aposentado desde 1995. Começou na carreira artística cantando no grupo The Mellomen, mas não tardou a gravar jingles e comerciais de rádio. Era para ser um artista de frente, acabou se tornando um operário da indústria musical, fazendo backing vocals e pontas aqui e ali, com trabalhos às vezes mal pagos e sem créditos!
Acabou sendo a voz de um personagem que nasceu no rádio, depois cresceu e desde 1985 é aquele brutamontes que vemos hoje em dia… ele mesmo, o tigre Tony.  Não sei até quando ele dublou o Tony, e nem sei como ele andava de voz já nonagenário, sei lá. Atualmente a voz do personagem é do narrador esportivo Lee Marshall – que já trabalhou junto com Thurl e desde 1998 a Kellogg’s já pensava nele como substituto deste.

O caso é que Thurl era dono de uma voz, digamos… deveras impressionante. Thurl era baixo profundo , ou seja, na classificação que começou no canto lírico e foi estendida posteriormente à música popular, seria o naipe mais grave de todos [EDIT: Segundo a Wilkipédia, existe o naipe chamado “basso superprofondo“, é provável que Thurl estivesse nessa categoria, uma vez que esses também conseguem cantar como barítonos].
Mas não é só isso. Segundo ouço falar, é difícil haverem pessoas nesse naipe que atinjam uma nota “dó” (C1), duas oitavas abaixo do dó central (C3 – anotem aí, fãs de Mariah Carey, vocês vivem se confundindo nesse assunto, é C3). Thurl, não bastando ter uma voz brilhante, ia além disso. O quanto, exatamente, não dá pra saber… parece que meio que evitavam explorar esse lado dele, é a impressão que dá (tanto é que muitos pensavam que ele era simplesmente barítono).
Mas algumas coisas escaparam: Na música Grimm Grinning Ghosts, que é trilha sonora da Disneyland ou Disneyworld, não sei exatamente (é uma atração bem das antigas), ele chega a um improvável A0.  Essa é apenas a nota mais grave de um piano padrão, de 88 teclas… Se ele conseguia dar menos do que isso, não sabemos, mas a voz ainda saía muito bem.

O que mais me impressiona é que Thurl parece que se divertia enquanto cantava. Um passarinho a 16 rotações por minuto. Um Caruso duas oitavas abaixo. Um Michael Jackson fase Jacksons Five [este phaleceu em 2009, como Marte e Júpiter já sabem] três oitavas abaixo. O sousafone humano. Talvez o rival que Elis Regina nunca conheceu, pronto. (Sério, gente: só Elis Regina cantava da mesma forma que Thurl Ravenscroft.) O que um cara desses cantaria no banheiro, eu me pergunto?…

Thurl também trabalhou muito para a Disney, em uma pá de desenhos animados e outros trabalhos, como discos infantis e áudio dos parques de diversões. O cara merecia uma condecoração ou algo assim por parte dessa empresa, eu diria que uns 5% da “Magia Disney” é mérito dele também. [PS: Ele teve, leia mais pro final.]

E segundo o site “All Things Thurl”, que existe desde quando ele ainda estava vivo, ele também fazia a voz do tigre Tony em espanhol. Contei este episódio do “Bom dia com Kellogg’s” pro webmaster e talvez fã número 1 de Thurl Brian Jacob, e ele me respondeu que não é improvável que tenha sido ele mesmo que gravou isso em português… O próprio Thurl já chegou a colaborar com o site quando estava vivo. Mancada minha eu não ter corrido atrás de mais informações já naquela época.
O site tem muitos áudios em formato Real Media, onde se pode conferir o que eu tanto falo aqui – mas ao contrário do que pode parecer, Thurl não tem a voz mais grave do mundo, não!… J. D. Sumner, amigo de infância de Elvis Presley, atingia o C0 – e cantando com letra e tudo o mais (esta é a nota mais grave dos raros pianos de 96 teclas da Bosendorfer, com 8 oitavas exatas). Dan Britton, um cantor de musica country (este ainda bem vivo), alcança ainda “menos” do que ele, e Tim Storms atinge uma nota que fica a umas 4 oitavas antes do teclado do piano começar, cuja frequência é de 8 hertz (A4=440Hz) – ele tem até problemas na hora de selecionar os equipamentos de som para suas apresentações, por conta disso (um  microfone padrão como o SM-58 da Shure capta no mínimo 20 Hz.)
Isso tudo antes de 2009, quando descobri o caso dos cantores russos (há partituras russas com notas estranhíssimas, como Bb-1.  Ao contrário de Thurl neste episódio, estes estão presentes no YouTube, procure por “russian basso profondo”.  Mas as vozes deles (até dos russos), perto da de Thurl, parecem meio sem graça… os russos pareciam motocicletas…
Thurl ganhou em 1995 o prêmio Disney Legends, por sua carreira como dublador/ locutor na Disney.
[ EDIT fev/2008: Esta outra página tem mais – muito mais – de Thurl Ravenscroft.]

Uma curiosidade suprema: O Brasil, aparentemente, teve o seu Thurl Ravenscroft – e o que é pior, até o nome é parecido… Túlio de Lemos, phalecido em 1977, foi a primeira voz do Jotalhão, nos comerciais do personagem para a Cica, e com certeza, assim como Ravenscroft, deve ter feito dezenas de trabalhos aqui e ali. Mas sua carreira é muito mais desconhecida que a de Thurl, a menos que alguém faça o site All Things Túlio. E também, aqui no Brasil, na música popular, parece que o pessoal nunca curtiu essas coisas, vide o sucesso que fazem ou fizeram cantores no “extremo oposto do dial”, como Byafra [Aquele do parapente…], Flávio Venturini, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Zezé di Camargo, e por aí vai…
Se você não gostou deste post, as minhas desculpas, este não é o tom dominante dos textos deste blog, que geralmente são alegres e divertidos, não são que nem o programa do Guiness Book…

Momentos Obscuros da TV Brasileira – II

1987 ou 88, não nos lembramos bem. A senhora Adriana Calcanhoto de Aquiles afirma, em um comercial, que pode comer quantos potes de sorvete diet da Kibon quisesse que não iria engordar nada. Na realidade, o sorvete seria o que se conhece hoje como light, isso é, assume que não possui 0% de calorias e gorduras, e portanto engorda. Não satisfeita, pra me sacanear, ela esconde a versão estúdio de “Grand’Hotel” e que não consigo achar de jeito nenhum no Kazaa, mas isso já é outra história…
1991. No programa da Rede Globo Bobeou Dançou, o primeiro programa apresentado por Xuxa dirigido aos adolescentes, o programa terminava com uma gigantesca algazarra nos estúdios, que eu não sei se seriam da Maragoa, Tycoon ou Herbert Richers, porquê a Globo não tinha estúdios daquele tamanho ainda. Mas o fato estarrecedor é o seguinte. No final do programa, enormes sacos plásticos cheios de salgadinhos eram despejados em cima da patuléia… ops, digo, platéia. Gente do céu, onde estão essas pessoas? Será que elas sobreviveram a tamanho festival de microorganismos? Porquê a galera comia mesmo aqueles salgadinhos jogados pela apresentadora e por outras pessoas da produção! Claro, em 91 apenas o humor estava em alta, o bolso dos brasileiros estava vazio graças ao Hernandito del Polvo. Ah, os salgadinhos eram desses de segunda categoria, equivalentes aos “Lucky” da vida hoje em dia.
1992, Escolinha do Professor Raimundo: Porquê todos tinham a nítida impressão de que Chico Anysio (não o personagem, o ator mesmo) tinha uma certa antipatia por um grupo de pessoas da classe (Mário Tupinambá, Castrinho, Rony Cócegas, César Macedo e Orival Pessini)? O pior é que tudo o que se imaginava na cabeça das pessoas se tornou realidade, porquê foram precisamente essas pessoas os fundadores da Escolinha do Barulho! …
Que não sei se sentem vingadas pela situação atual de Chico Anysio na Rede Globo.