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Shop Tour matando a pau!!!

Uma das minhas principais tarefas nas edições que eu faço é fazer o videografismo, algo que é meio massacrado em alguns programas que tem por aí, e em outras vezes, é de cair o queixo (por exemplo: gosto mais do visual da BBC, com cores lisas, do que do visual da Fox News, com seus efeitos prismáticos e degradês andando…)
O visual da HrrRrEde Globo, que divide opiniões, como vocês já sabem, eu gosto, tanto que eu fiz a fonte Rede Rounded e boa parte da Salt Cover (até eu começar a parodiar outras emissoras, como SBT, Manchete e TVs norte-americanas…).

Atualmente estou empregado e trabalhando pra k7, mas quando eu procurava emprego, há alguns anos (alô, Galebe, que já visitou este blog!) eu sonhava em trabalhar no Shop Tour, que eu acompanhava desde que era apenas a maior produção independente do Brasil (naqueles tempos em que Cris Nicolotti ainda não era conhecida por suas músicas…)
Acho que o gerador de caracteres deles só Globo e Record (fase depois da IURD) tinham no Brasil. E o Shop Tour era algo sólido – ao contrário de alguns de seus concorrentes e uns programas de TV do vereador em que votei nestas eleições, háá!
Bem, e hoje eu estava mudando de canal, quando, à meia-noite, depois do “Hora Cheia”… o visual do canal mudou. KSETADA!!
É a coisa mais criativa e simples que eu já vi. Criativa a ponto de eu perdoar o fato de o pessoal usar a fonte Arial bold (prefiro Helvetica). O selo do programa aparece branco, de forma gigantesca e semi-transparente em um canto da tela (mas não irrita como o selo da Televisa, que já fez coisa parecida uma época), e do outro, as informações, dadas de forma simplificada e “clean” como eu não via há muitos anos na televisão, com ícones atrás para cada uma delas. E como é tudo branco, combina muito bem com os uniformes pretos estilo “Pequeno Príncipe” das apresentadoras.
PellamordeDeus, eu jamais teria uma idéia como essa, jamais!!! Ou o Galebe virou designer (não, tamanha genialidade, só pode ter vindo do brimo é bala, é dez, é campeão), ou eles contrataram algum designer metido à besta como o daquele jogo de corrida que tinha para PCs nos anos 90 que eu esqueci o nome (cada equipe nesse jogo tinha um logotipo, um melhor que o outro).

E isso porquê eu recentemente fiz uma edição pro pessoal do meu serviço onde eu imitava o visual anterior do Shop Tour, com a fonte Myriad. É verdade! Em breve as imagens, aqui, agora! O caso é que isso não vai pra Internet como outras imagens também editadas por mim, então, cáspita, como eles descobriram?…

Só uma pena que ainda não tenho nada para vender, senão, venderia na tela do Shop Tour. Passa lá, corre!…

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Nova novela das 8 da Rede Glóbulo já começa mal com a crítica…

Primeiro, o nome: A Favorita, mais com cara de pizzaria, ou de marca de macarrão, sei lá. Isso segundo os críticos de televisão.
E como se não bastasse, aposto que os críticos de design também vão se manifestar: a logomarca dessa novela, que ainda não está na Globo.com, é em Avant Garde e com os famosos “A“s inclinados, que causam arrepios na maioria dos designers tradicionais (mas que eu imito a valer na programação da Salt Cover.)

Muitos rejeitam a proposta de design da Globo como um todo. Para muitos designers, o máximo dos máximos é usar apenas duas cores (ou para os nerds, usar profundidade de 1 bit): preto e branco, vermelho e amarelo, etc. e essa nunca foi a proposta de Hans Donner, desde o começo ele deve ter usado por igual todos os lápis daqueles conjuntos da Caran D’Ache… e seu último sonho de consumo deve ter sido um kit das canetas TRIA da Letraset recarregáveis e que viram aerógrafo, cujas cores são todas as da escala Pantone.
Tudo repleto de texturas e perspectivas. Desde que inventaram o Corel Draw e o Illustrator que isso ficou mais fácil para qualquer um de nós, mas quando o Hard Disk, digo, Hans Donner, começou sua carreira, essas coisas eram muito mais difíceis, vai ver se você consegue fazer um degradê só no lápis de cor, ou mesmo no aerógrafo…